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Mulheres que mudaram a engenharia e a ciência: Jocelyn Bell Burnell

por Larissa Fereguetti | 10/12/2018
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Na história da ciência, infelizmente, é comum ver mulheres que foram esquecidas, menosprezadas ou deixadas de lado. Isso aconteceu com Jocelyn Bell Burnell, astrofísica britânica que descobriu os primeiros pulsares. A ideia recebeu o Nobel, mas ela ficou de fora e foi seu orientador quem o recebeu. Para esclarecer a história e dar o devido reconhecimento a quem merece, a estrela deste texto é Jocelyn Bell Burnell. Ela é uma das mulheres que mudaram a engenharia e a ciência que retratamos aqui no Blog da Engenharia.

Jocelyn Bell Burnell

Imagem: winsatnyu.wordpress.com

+ Quem é Jocelyn Bell Burnell?

Susan Jocelyn Bell Burnell nasceu em 1943, no Reino Unido. Seu pai era arquiteto e ajudou a projetar o Armagh Planetarium. Isso despertou o interesse de Jocelyn Burnell pela astronomia. Quando estudava, ela não teve o direito de estudar ciências. Precisou de uma intervenção de seus pais e do de outras meninas para que a ciência fosse incluída na grade de estudos feminina em seu colégio.

Jocelyn Bell Burnell

Imagem: britannica.com

Jocelyn Bell Burnell terminou o mestrado em 1695 e o doutorado em 1969. Ela lecionou e pesquisou em várias universidades famosas espalhadas pelo mundo.

+ Como Jocelyn Bell Burnell mudou a engenharia e a ciência?

Em 1967, quando estava na pós-graduação, Jocelyn Bell Burnell observou um sinal estranho que desapareceu e voltou a aparecer alguns meses mais tarde. Foi então que os pulsares foram descobertos. No início, acreditava-se que eram sinais de extraterrestres. Tanto que a história é de que o fenômeno era chamado LGM (little green men – homenzinhos verdes). Posteriormente, após constatarem que os alienígenas não estavam envolvidos na confusão (não foi dessa vez!), o nome foi alterado para pulsar. Pulsares são estrelas de nêutrons que possuem um campo magnético intenso e, consequentemente, transformam a energia rotacional em energia eletromagnética.

Convencer seu orientador sobre os sinais estranhos não foi um trabalho fácil. Antony Hewish acreditava que eles eram causados por interferência humana. Porém, uma vez provada a existência dos pulsares, isso lhe rendeu o Prêmio Nobel de Física em 1974, junto com Martin Ryle. A controvérsia surge no fato de que o prêmio não deveria ser atribuído a ela porque ainda era uma estudante de pós-graduação. Porém, o fato de ser uma mulher também pode ter contribuído para ela ser excluída do prêmio.

Jocelyn Bell Burnell

Imagem: telescoper.wordpress.com

Mesmo ficando de fora do Nobel, Jocelyn Bell Burnell não demonstrou insatisfação com a situação. Ela seguiu sua carreira na astrofísica e conquistou seu merecido lugar. Receber ou não o prêmio não muda o fato de que ela fez parte da descoberta dos pulsares e que ela ainda é uma pessoa influente na ciência.

Várias medalhas, honras e homenagens estão presentes no currículo de Jocelyn Bell Burnell. Em 2018, ela recebeu o Fundamental Physics Prize. Os três milhões de dólares foram doados para o auxílio de mulheres, minorias étnicas e estudantes refugiados para tornarem-se pesquisadores na área de física.

Referências: Britannica; Space; The Guardian.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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