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Isso é muito Black Mirror: no futuro será possível acessar as redes sociais pela força do pensamento

por Jennifer Evaristo | 13/03/2017
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Não, não é enredo de um episódio da série Black Mirror! Pesquisas revelam que no futuro todos nós precisaremos apenas pensar para acessar o Facebook e outras redes sociais, já que as ondas cerebrais são vistas como alternativa biométrica para as temidas senhas alfanuméricas.

Fonte: Shutterstock.


 
Funcionaria da seguinte forma: a partir de um exame que avalia as atividades elétricas do cérebro, como o eletroencefalogramas (EEG), as ondas cerebrais moldariam uma forma segura de acesso igual a impressão digital. Companhias como a Emotiv Systems, Interaxon e Neurosky já desenvolveram headsets aptos para realizar um EEG. Assim, ao invés do site pedir sua senha, o processo geraria uma série de palavras pelo headset, deixando o segredo do login muito mais complexo do que de uma senha tradicional.

+Vantagens e desafios

A inovação possui diversas vantagens. Uma delas é que, ao usar senhas dessa forma, a identificação é única, assim como a impressão digital. Além disso, não haveria a necessidade de digitar senhas repetidamente para cada dispositivo.
Essa ideia é um grande desafio, pois medir a atividade cerebral não é simples. Em 2015, cientistas espanhóis conseguiram mostrar que o EEG é capaz de reconhecer a identidade de uma pessoa com a precisão de 94%. A pesquisa foi realizada com cerca de 45 voluntários. Depois de lerem uma lista com 75 siglas, eles detectaram características que diferenciaram cada um com um programa e, mesmo depois de repetirem o processo, foram capazes de identificar em todas elas.
A abordagem analisou atividades da região do cérebro associada à tarefa de ler e reconhecer palavras, já que os sinais dessa região são criados quando as memórias semânticas são acessadas, registrando apenas os significados de palavras particulares. O ser humano coleciona diversos significados que são associados às palavras e essa coleção faz com que os headsets sejam capazes de distinguir um indivíduo de outro.

(Foto: Reprodução)


Para provar sua teoria, um dos autores do estudo, Blair Armstrong, em entrevista para a revista New Scientist, citou um caso na Malásia em 2005, onde ladrões cortaram a ponta do dedo do dono de um carro para que conseguissem roubá-lo. Segundo ele, ao contrário desse trágico episódio, “você não pode ter seu cérebro cortado”.
Porém, estudos americanos realizados no Instituto de Tecnologia Rochester mostram que o EEG falha na autenticação se o usuário estiver bêbado. Já a Universidade Berkeley, na Califórnia, mostra que o usuário ao fazer exercício físico reduz a porcentagem do EEG.  Já pensou poder acessar tudo através do pensamento?

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