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Inteligência Artificial reconhece emoções em obras de arte visual

por Redação 360 | 07/04/2021

A ferramenta também leva em conta a subjetividade e a variabilidade da resposta humana

Carros automáticos, aviões e sistemas de segurança são algumas das tecnologias em que a Inteligência Artificial tem sido aplicada extensamente nos últimos anos. O que elas têm em comum é que a IA as permite “ver” o mundo, assim como reconhecer objetos, animais, pessoas e atividades. Agora, uma equipe de pesquisadores trabalha para que os computadores reconheçam também padrões de emoções que essas imagens causam nas pessoas.

Isto é, não apenas os objetos em si, mas o que eles remetem em termos de emoções e sentimentos. Para isso, existem os chamados algoritmos com inteligência emocional.

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Panos Achlioptas, doutorando em Ciência da Computação na Universidade de Stanford, diz: “Esta habilidade será a chave para fazer da Inteligência Artificial não apenas inteligente, mas também mais humana, por assim dizer.” Achlioptas já colaborou nessa área com pesquisadores da França e Arábia Saudita.

Para atingir este objetivo, o pesquisador e sua equipe coletaram um novo conjunto de dados, chamado ArtEmis. O conjunto é baseado em 81.000 pinturas e consiste em 440.000 respostas registradas de mais de 6.500 pessoas. Assim, a partir destes dados é possível indicar para uma IA o que uma pintura causa nas pessoas, em termos de sensação, por meio de explicações pré-datadas.

Traduzindo emoções

O projeto é liderado por Leonidas Guibas, professor de engenharia na Universidade. Assim sendo, a IA, que foi previamente construída para responder em palavras, interpreta as sensações e as traduz em linguagem verbal.

“O trabalho da visão computacional clássica tem sido apenas sobre um conteúdo literal”, diz Guibas. “Existem três cachorros na imagem, ou alguém bebendo café num copo. Ao invés disso, nós precisamos de descrições que definam conteúdo emocional”.

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Contentamento: "A mulher parece estar se divertindo". Tristeza: "O homem no meio parece estar com dor". Fonte: Futurity.org
Contentamento: “A mulher parece estar se divertindo”. Tristeza: “O homem no meio parece estar com dor”. Fonte: Futurity.org

O algoritmo funciona com oito categorias emocionais, abrangendo medo, diversão ou tristeza. “O computador está fazendo isso”, diz Achlioptas. “Podemos mostrar a ele uma nova imagem que ele nunca viu, e isso vai nos dizer como um humano pode se sentir.”

Partindo do princípio de que a arte, em essência, extrai emoções das pessoas, a ArtEmis trabalha independentemente do estilo, da natureza morta até retratos abstratos.

Subjetividade da arte é levada em conta

É certo que qualquer obra de arte, por estar no campo da intersemiose, sempre apresentam múltiplas significações. Assim, Achlioptas aponta que, embora ArtEmis seja sofisticado o suficiente para avaliar que a intenção de um artista pode ser diferente dentro do contexto de uma única imagem, a ferramenta também leva em conta a subjetividade e a variabilidade da resposta humana. Por isso, o algoritmo pode decifrar emoções diferentes de uma só pintura.

“Nem toda pessoa vê e sente a mesma coisa ao ver uma obra de arte”, acrescenta. Por exemplo, “Posso me sentir feliz ao ver a Mona Lisa, mas o professor Guibas pode ficar triste. ArtEmis pode distinguir essas diferenças.”

Fonte: Techxplore.

E você, o que acha das emoções que as máquina estão sentindo? Conte nos comentários!

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