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Home office e ergonomia (NR-17) em tempos de pandemia: uma relação intrínseca

Engenharia 360
por Fabrício Silva
| 10/06/2020 2 min

Home office e ergonomia (NR-17) em tempos de pandemia: uma relação intrínseca

por Fabrício Silva | 10/06/2020
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A situação atual que prevalece no mundo em função da COVID- 19 trouxe um cenário incomum nas relações empresa e empregado, no qual o home office, ou teletrabalho, se tornou uma realidade para muitos profissionais, principalmente para os de engenharia que trabalham em escritórios.

pessoa trabalhando em casa na frente do computador junto ao celular e um café
Imagem: atmosfera.com

No entanto, a condição de estar trabalhando em casa, a fim de reduzir a propagação do vírus, não deixa de influenciar de forma direta nas estruturas físicas e mentais. É uma condição excepcional que expira cuidados quanto à saúde ocupacional e também nas estruturas organizacionais das empresas, as quais buscam adaptar suas concepções, políticas, práticas e procedimentos de trabalho.

A demanda instituída por essa modalidade de trabalho transitório requer a observância cuidadosa das recomendações estabelecidas pela norma regulamentadora de número 17, que trata da ergonomia, bem como as condições das quais se equiparam ao ambiente físico e aos equipamentos a serem utilizados.

Nomeadamente, em condições típicas, a modalidade home office traz benefícios para os profissionais do ponto de vista técnico como pessoal no que diz respeito à produtividade, atividades planejadas, gerenciamento do tempo, qualidade de vida, baixo nível de estresse, dentre outros. Entretanto, vivemos momentos preocupantes desde que a pandemia atingiu nosso país e, com home office em tempos de pandemia, as condições físicas, psíquicas, emocionais e ambientais interferem incisivamente nas ações e condições dos profissionais.

Tais profissionais muitas vezes não estão cumprindo o regimento da ergonomia, e esta, por sua vez, não foi dado o tempo de ser instituída formalmente por parte das empresas.  Ora, ergonomia essa que traz a luz da sua concepção as relações estabelecidas entre o homem, trabalho, ambiente, equipamentos.

Vale ressaltar, ainda, que essa modalidade de trabalho exige autodisciplina, decisão e organização para sua realização. A relação intrínseca existente entre a modalidade home office e a ergonomia organizacional baseia-se principalmente na saúde, segurança e necessidades do profissional.

homem sentado numa cadeira com a postura adequada em frente ao computador que está numa altura adequada no home office
Exemplo de boa postura de trabalho (Imagem: sesi-ce.org.br)

Salienta-se que se trata de um trabalho exercido num ambiente em que comumente entende-se como lugar de descanso e não laboral (de trabalho), o que resulta numa dificuldade na supervisão (por se tratar de um local fora das instalações empresariais). Portanto, em tempos de pandemia, onde o trabalho transitório alcançou uma dimensão rápida, a ergonomia não só é necessária, mas precisa ser executada, uma vez que as dificuldades apresentadas pelos profissionais perpassam por uma série de entraves: infraestrutura tecnológica, distração familiar, condições inadequadas de mobiliário, espaços reservados com ruídos, má postura, falha no gerenciamento do tempo e outros.

Sendo assim, certamente que trabalhar em casa não deixa de ser uma conveniência, mas também não deixa de ser preocupante em se tratando do bem estar e desempenho físico, emocional e profissional sob a ótica dos aspectos ergonômicos.

E vocês do Engenharia 360, contem como está a rotina de vocês nos comentários. Se cuidem!

Leia também: 6 dicas para otimizar seu home office

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Fabrício Silva

Engenheiro Mecânico, Pós Graduando em Engenharia de Segurança do Trabalho e Eletrotécnico. Baiano, tricolor, amante de um bom samba e uma resenha de qualidade.

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