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FOMO: Você tem medo de estar perdendo algo?

por Andreza Ribeiro | 19/07/2020
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A principal característica desse medo é uma ansiedade geral sobre a ideia de que outras pessoas possam estar tendo experiências satisfatórias sem você. Mesmo que você não saiba exatamente o que é FOMO, é bem provável que você ou alguém próximo sofra com esse problema.

Quando a gente fala sobre esse medo de ficar de fora, a gente reconhece um fenômeno recente do aumento das ansiedades e redução do bem-estar do pessoal. Sabe aquela expressão “a grama do vizinho é sempre mais verde”? Frequentemente damos mais atenção ao que poderíamos ter ou fazer do que ao que realmente temos e fazemos.

De acordo com o estudo “Status of Mind” (estado da mente) da Royal Society for Public Health (RSPH):

  • Quase 91% das pessoas de 16 a 24 anos usam a Internet para redes sociais;
  • A mídia social tem sido descrita como mais viciante do que cigarros e álcool;
  • As taxas de ansiedade e depressão em jovens aumentaram 70% nos últimos 25 anos;
  • O uso da mídia social é associado ao aumento das taxas de ansiedade, depressão e falta de sono;
  • O bullying virtual é um problema crescente, com 7 em cada 10 jovens que afirmam ter passado por isso.

O relatório também inclui uma tabela de plataformas de mídia social de acordo com seu impacto na saúde mental dos jovens. O YouTube liderou a tabela como o mais positivo, com o Instagram e o Snapchat sendo os mais prejudiciais à saúde mental e ao bem-estar dos jovens.

Definição

O FOMO vem do inglês Fear Of Missing Out, que significa algo como o medo de perder algo ou o medo de ficar de fora, que se produz pelo medo a ficar fora do mundo tecnológico ou a não se desenvolver no mesmo ritmo que a tecnologia.

celular e computador

Foi identificado pela primeira vez pelo Dr. Dan Herman, em 1996, mas só foi citado em 2000 em um trabalho acadêmico publicado no The Journal of Brand Management, e definido anos depois por Andrew Przybylski e Patrick McGinnis como o medo de que outras pessoas tenham boas experiências que você não tem.

Além disso, o receio incentiva a ficar sempre conectado para saber de tudo e compartilhar novidades com os outros. Assim, a principal característica desse medo é uma ansiedade geral sobre a ideia de que outras pessoas possam estar tendo experiências satisfatórias sem você.

Ficar vendo a vida de amigos, influencers e grandes celebridades pode fazer com que você seja constantemente exposto a realidades não tão reais assim.  Muitos tendem a criar, em seus próprios perfis, imagens muito felizes e realizadas de si mesmos, que não parecem representar bem as verdadeiras rotinas daquelas pessoas. Isso faz com que você fique se comparando a padrões inatingíveis de prazer e satisfação e, inevitavelmente, fique se questionando.

Características

Ostentações feitas em redes sociais, onde a maioria costuma publicar momentos de alegria e realização, e a publicidade que insere slogans como “você não pode perder” podem incentivar reações como o FOMO. Começar a aceitar todas as propostas de eventos e se, no local, não desgrudar os olhos do smartphone, este também pode ser um sintoma.

  • Você tem dificuldade de se concentrar

Parece que o jovem hoje só pensa em uma coisa: no que ele poderia estar fazendo. Assim, fica difícil de estudar para uma prova importante, trabalhar para ir atrás dos seus objetivos ou ler aquele livro que você está enrolando.

  • Ficar o tempo todo com o seu smartphone

É normal atualizar-se sobre o que está rolando nas redes sociais ao final de um longo dia. Ou então, quando você está sentado na sala de espera no consultório do médico. No entanto, se você está constantemente apertando o botão de atualização, seu interesse pode ser preocupante. E pode ficar mais grave ao utilizar o celular enquanto dirige para não perder nenhuma novidade.

  • Interromper o seu trabalho para responder notificação de rede social

Se você está trabalhando e está à espera de um comunicado importante, tudo bem responder o WhatsApp por alguns instantes. No entanto, se você se permitir ser interrompido toda vez que chegar uma notificação no seu celular, você diminuirá a sua produtividade significativamente.

  • Verificar sua mídia social mesmo quando você está com outras pessoas

Quando você está cercado de amigos e continua verificando as redes incessantemente, se torna desagradável. Isso ocorre também em encontros. Devido a ansiedade exagerada de saber o que os outros estão fazendo no momento, você pode acabar prejudicando a sua relação.

  • Aceitar um convite simplesmente porque é uma nova oportunidade para fazer contatos

É importante manter-se informado sobre suas oportunidades de negócios. No entanto, é mais importante ter interações de qualidade ao invés de muitas conversas. Assim, aceitar muitos convites apenas para não ficar de fora não será benéfico. Ao tentar fazer muitos contatos ao mesmo tempo, você pode não dar atenção suficiente para nenhum deles.

  • Terminar um relacionamento só porque você vê outras pessoas solteiras aparentemente se divertindo mais

É comum quando uma pessoa está em um relacionamento ver nas redes sociais tudo aquilo que os amigos solteiros estão fazendo. Assim, surge em algum momento a vontade de fazer parte disso.

Não levará muito tempo para esgotar as atividades que você quer fazer como uma pessoa solteira. Além disso, você pode acabar perdendo um parceiro para vida toda e se arrepender mais tarde.

  • Começar a namorar só porque os seus amigos estão namorando

Assim como as pessoas que namoram têm vontade de fazer coisas de solteiro, aqui acontece o contrário. Há aqueles que veem que os amigos parecem felizes com os parceiros e querem o mesmo para si.

Portanto, acabam se relacionando com qualquer pessoa apenas porque todo mundo está namorando também. Contudo, esse também é um sinal claro de ansiedade social. A falta de critério para estar em um relacionamento é preocupante.

Ao longo do tempo, a pessoa com o problema passa a apresentar mau humor, ansiedade, estresse, tédio e solidão. Em casos intensos, o medo pode causar depressão.

duas mulheres e um homem em pé, homem usando o celular  representando FOMO

Dicas de como reduzir o medo de ficar de fora

  • Ser capaz de reconhecer a sua insegurança é essencial para encarar o problema

Esse tipo de ansiedade pode limitar a sua vida pessoal e profissional. Para reduzir os medos que você sente por não ter todas as experiências que outras pessoas têm, o primeiro passo é admitir. 

  • Mude sua relação com a internet

Gerencie o tempo que você passa em redes sociais. Dê uma pausa nas redes sociais, viva mais o momento do presente. Ademais, cultive o sentimento de gratidão e conheça as suas prioridades. Tente praticar isso todos os dias, um dia de cada vez.

  • Mude sua relação com os outros

Cada um tem as suas próprias vivências, potencialidades e dificuldades. Não se deixe levar tanto pela vida dos outros, não é possível participar e ver tudo que acontece. Deixe de comparar a sua rotina com a de outras pessoas também é importante para amenizar os sintomas.

  • Mude sua relação consigo mesmo

Se cobre menos. Se a sua vida não está perfeita: que bom! A de ninguém está. Se as coisas não estão do jeito que você queria, quer dizer que tem para onde testar, experimentar, mudar e melhorar. Essas cobranças pesam na vida da gente e agravam a ansiedade.

  • Não queira estar online 24h

A gente vive muito pouco para estar a par de tudo o que está acontecendo. Então, não fique na fissura de estar sempre online para saber de tudo. Mas use a internet para entrar em contato com aquilo que te faz bem. 

Considerações finais

O medo de perder é extremamente comum no mundo em que vivemos. Com a ascensão sem fim das redes sociais é indiscutível que esse sentimento não chegará ao fim tão cedo.

As redes sociais podem surgir como ferramentas produtivas. Assim como muitas inovações da era digital, o importante é saber como usá-las, tomando cuidado para se preservar e evitar que sua saúde emocional seja abalada pelo FOMO. Precisando, procure um especialista.

Uma das etapas mais importantes para vencer esse obstáculo é o autoconhecimento associado ao autocontrole. Seja o protagonista da sua própria vida.

Fonte: TechTudo, Época Negócios, Scielo, Exame.

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Andreza Ribeiro

Graduando em Engenharia de produção, possui certificado em Business English realizado em Toronto na Stafford House Internacional. Interessada em Gestão, Finanças e Inovação, além de ser apaixonada em astronomia e viajar o mundo.

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