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Fogão solar produzido por pesquisadores brasileiros pode substituir o convencional

por Redação 360 | 06/04/2021

O equipamento pode substituir o fogão à gás, cujo preço do botijão sofreu aumento significativo recentemente

Pesquisadores do Brasil estão liderando a produção de um fogão solar com potencial capacidade para substituir o convencional. O equipamento, desenvolvido em solo brasileiro, fica alojado em um dos corredores da UFRN “Universidade Federal do Rio Grande do Norte”. 

Além do fogão solar, diversas peças se espalham pelo ambiente e fazem parte de todo o processo de pesquisa. Por exemplo:

  • Protótipos de fornos
  • Fogões 
  • Secadores,
  • Entre outros  

Todos eles foram desenvolvidos no laboratório de máquinas hidráulicas do curso de Engenharia Mecânica da UFRN. 

Equipamentos de baixo custo

Os instrumentos foram construídos com sucata, espelhos e diversos outros materiais que possuem custo baixo ou provêm de reutilização / reciclagem. Ou seja, são produtos sustentáveis e de acordo com os pesquisadores podem substituir a utilização do botijão de gás. 

A saber, o preço do botijão de gás disparou nos últimos meses e está acima da inflação. Isso afeta diretamente a vida das pessoas mais pobres do país. 

Em síntese, o novo fogão transforma a radiação solar em calor, criando uma espécie de efeito estufa ao aproveitar o calor para o uso doméstico. 

Um dos experimentos teve um custo de R$ 150, equivalente a pouco mais de um botijão de gás, o qual atualmente gira em torno de R$ 100. Para se ter uma ideia da potência do fogão solar desenvolvido, ele assou 9 bolos em uma hora e meia, somente com a energia solar captada. 

Claro que um forno a gás seria cerca de 20 minutos mais rápido, segundo os especialistas. Mas por outro lado, não conseguiria comportar tantas assadeiras. 

Desenvolvido com ajuda do engenheiro Mário César de Oliveira Spinelli, o forno precisou dos seguintes materiais para ficar pronto:

  • MDF – chapas com fibras de madeira 
  • Espelhos
  • Placa de metal
  • Combinação de resina de ferro e malha de ferro 

Segundo o engenheiro, a principal questão era se a capacidade de assar alimentos seria suficiente mesmo possuindo uma área tão grande. 

No entanto, devido à enorme carga, a combinação foi perfeita. Isto é, conseguiu provar que era viável possuir um fogão solar. Por isso, Spinelli acabou usando o objeto no mestrado da UFRN em 2016. 

Fogão solar desenvolvido na UFRN

Fogão solar: Sustentabilidade

Também em 2016, o engenheiro Pedro Henrique de Almeida Varela defendia o tema “Viabilidade térmica de um forno solar fabricado com sucatas de pneus” na UFRN. 

Mas diferente do projeto citado anteriormente, para desenvolver o experimento ele utilizou além dos pneus, latinhas de alumínio e uma urupema, um tipo de peneira indígena. 

Na fase de testes, vários alimentos foram preparados como:

  • Pizza
  • Bolo
  • Lasanha 
  • Empanados
  • Entre outros

O equipamento realmente se mostrou eficiente, contudo não saiu do laboratório da universidade. 

De acordo com o engenheiro, países do continente africano e asiático, têm estimulado a utilização de fogões solares justamente para diminuir o consumo de lenha e os impactos ambientais. 

Viabilidade e a falta de investimentos 

Para diversos acadêmicos existe uma possibilidade econômica, técnica e ambiental, para utilização dos fogões solares, ainda mais em um país com condições climáticas altamente favoráveis, uma dúvida sempre fica permeando a cabeça: por que os experimentos não ganham notoriedade para o uso doméstico?

Mesmo a energia solar sendo uma energia social, viabilizada para todos, os investimentos em tecnologia social são baixíssimos. 

Os próprios pesquisadores acreditam que os esforços do país estão voltados para produzir e vender a energia, e o trabalho desenvolvido na UFRN não se encaixa nos padrões atuais da sociedade. 

No mesmo sentido, a falta de investimento no desenvolvimento de pesquisa e aprimoramento deixam ainda mais inviável levar os projetos adiante. 

Em muitas situações para custear a pesquisa, os alunos precisam tirar o dinheiro do próprio bolso e das suas bolsas que não são voltadas para o uso em tecnologia social. 

Do mesmo modo, muitos pesquisadores acabam perdendo o interesse no desenvolvimento em energia solar e direcionam seus estudos para outras áreas como o petróleo. 

E então, curtiu conhecer toda a tecnologia sustentável do fogão solar? Diga para a gente nos comentários. Volte mais vezes para conferir outros artigos sobre engenharia!

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