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Crise dos chips? Veja a resposta dos Estados Unidos com a Intel

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por Redação 360
| 30/08/2022 | Atualizado em 20/10/2022 3 min

Crise dos chips? Veja a resposta dos Estados Unidos com a Intel

por Redação 360 | 30/08/2022 | Atualizado em 20/10/2022
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O mundo enfrenta uma escassez de chips desde 2020, afetando a economia de diversos países. Essa crise surgiu com o aumento dos conflitos entre oriente e ocidente, se intensificando após a guerra entre Rússia e Ucrânia. Hoje, Taiwan e Coreia do Sul dominam a maioria da produção de chips – componentes essenciais a veículos e eletrônicos -, enquanto os EUA fabricavam até os anos 2000 apenas 37% dos semicondutores do planeta, um índice que baixou para 12% após 2020. E diante das recentes disputas comerciais e tecnológicas com a China, o governo americano se viu forçado a investir mais no setor. Entenda o caso no texto a seguir!

chips Intel
Imagem reproduzida de Pplware – SAPO

A reação dos americanos à crise dos chips

O atual presidente americano, Joe Biden, sancionou neste ano a “Lei Chips”, significando que o governo americano vai alocar uma grande parte do seu orçamento para pesquisas e fabricação de insumos, computação quântica e inteligência artificial. Serão US$ 52 bilhões em subsídios só para indústrias de chips semicondutores no país. O objetivo é reduzir sua dependência da Ásia e prováveis complicações com a China; ou talvez mais do que isso, fortalecer a própria economia dos EUA, atraindo parcerias com empresas estrangeiras, apoiando ações de empresas nacionais – como a Intel – e impulsionando a criação de novos postos de trabalho no território.

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Novas fábricas da Intel nos EUA

A maioria dos dispositivos vendidos no mundo possui chips, incluindo computadores. Isso explica, em grande parte, o porquê do aumento dos preços dos eletrônicos. Aliás, oito a cada dez notebooks produzidos atualmente utiliza chips da Intel. O problema é que se a empresa tem atrasado a fabricação desses seus componentes, prejudicando também a produção de aparelhos como MacBooks, da Apple, como um verdadeiro efeito em cadeia. A vantagem da marca no mercado de tecnologia vinha caindo nos últimos anos por conta da crise global. E para continuar como líder de mercado, a empresa teve de reagir!

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Imagem reproduzida de TecMundo

A Intel anunciou, recentemente, uma parceria com a gestora de investimentos canadense Brookfield no valor de US$ 30 bi voltados para a expansão de suas fábricas de chips semicondutores. O acordo é assim: a Intel financiará 51% do custo de construção das novas fábricas no Arizona e terá participação controladora no veículo de financiamento, enquanto a Brookfield deve deter a outra fatia do capital. Ambas irão dividir a receita que virá das fábricas. Mas não para por aí, em breve a Intel deve abrir fábricas também em Ohio e Novo México.

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Imagem reproduzida de Adrenaline

Óbvio que a falta de chips não afeta apenas a economia dos EUA. O nosso país também precisa desse tipo de componente. Hoje, dependemos exclusivamente da produção externa. Mesmo querendo, não há solução que seja possível da noite para o dia. Contudo, o ministro das Comunicações brasileiro, Fábio Faria, anunciou recentemente que fez um memorando de entendimento com o governo sul-coreano para avaliar a possibilidade de construir uma fábrica de semicondutores no território brasileiro. A implantação seria de uma fábrica da Samsung.


Fontes: UOL, Suno Notícias, Superinteressante.

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