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Outubro Rosa: estudantes de Engenharia criam dispositivo inovador para diagnosticar câncer de mama

por Samira Gomes | 25/10/2021

O dispositivo poderá diagnosticar a doença através de uma biópsia guiada por tomografia de lesões na mama. Saiba mais!

Um projeto moderno e inovador para diagnóstico do câncer de mama, tipo mais incidente da doença em mulheres no mundo, foi concluído graças a um acordo de cooperação de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico assinado entre o A.C. Camargo Câncer Center e o Insper. A proposta foi elaborada por iniciativa do Projeto Final de Engenharia (PFE). Ela foi desenvolvida pelos alunos do 8° semestre de Engenharia Mecânica do Insper; são eles, João Guilherme Coelho Apparecido, Milena Maluli, Pedro Henrique Greco Lopes e Pedro Isidoro Nery Antunes Maciel. E os universitários realizaram o trabalho com orientação de Raphael Galdino dos Santos, professor do Insper, e de Almir Bitencourt e Paula Nicole Barbosa, médicos-radiologistas do Departamento de Imagem do A.C. Camargo Câncer Center.

Sobre o dispositivo de diagnóstico

A ideia retratada corresponde a um dispositivo médico que possibilita de modo inovador de diagnóstico mediante uma biópsia guiada por tomografia de lesões na mama. Esse método pode ser usada em casos em que a biópsia não é realizável por maneiras habituais (mamografia e ultrassonografia), impedindo que seja necessário a realização de uma biópsia cirúrgica. Este seria um artifício inovador! Ele permitiria a amplificação de alternativas para o diagnóstico. Trata-se de um projeto de menor custo; e, por isso, mais alcançável em termos econômicos, quando comparado à biópsia guiada por ressonância magnética). Ou seja, seria o modo atualmente à disposição para essas ocorrências.

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câncer de mama
Exame de mamografia é, atualmente, um dos métodos mais utilizados  para diagnóstico do câncer de mama. Imagem: Auremar/Adobe Stock

“Isso significa dizer que uma parcela significativa da nossa população, que não dispõe de recursos para os tratamentos mais sofisticados, poderia passar a ter alternativa viável de diagnóstico mais assertivo, o que é fundamental para o sucesso no tratamento”.

– o professor Raphael Galdino dos Santos.

Almir Bitencourt, médico-radiologista orientador do projeto, afirma que “por ser um centro especializado, o A.C.Camargo tem um histórico de inovação na área de procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem. A ideia de desenvolver essa solução surgiu de uma demanda clínica cada vez mais frequente e sem uma solução comercial disponível no nosso meio. A parceria com o Insper possibilitou o desenvolvimento de um dispositivo com todas as características idealizadas pela equipe médica e que será devidamente incorporado na nossa prática diária”.

Desafios do projeto

O estudante de Engenharia Mecânica do Insper, Pedro Isidoro, contou que o principal obstáculo da ideia foi compreender totalmente sobre o dispositivo que deveria ser criado para corresponder à demanda do A.C.Camargo. Segundo Milena, universitária também vinculada ao projeto, para resolver esse problema, foi preciso entender o processo e os desafios dos médicos e das pacientes durante a realização do exame para diagnosticar a doença. “Fizemos diversos testes para comprovar que o dispositivo desenvolvido cumpria os requisitos e o protótipo foi aprovado em todos. Ver a surpresa e a felicidade dos médicos ao analisar a eficácia da solução desenvolvida por nós foi muito gratificante”, finaliza a estudante de Engenharia.

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Além disso, o cenário de Pandemia também foi um desafio a mais. De acordo com João Guilherme, participante da criação do protótipo, informou que boa parte do trabalho foi feito de maneira remota; que apesar disso, acredita que o resultado tenha superado as expectativas impostas pelo grupo e pelos médicos.

câncer de mama
Exame de ressonância magnética. Imagem: Cedav.com

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Diminuição nos custos

O coordenador acadêmico do PFE, Luciano Soares, declara que o desafio oferecido pela equipe do A.C.Camargo adequou-se para a ideia do projeto. Esse desafio consistiu em uma análise de alternativas. Depois, desenvolvimento e validação de protótipos com o intuito de criar algo que permitisse realizar exames com imagens mais limpas, aprimorar o conforto para as pacientes e diminuir custos, em apenas 4 meses. De acordo com Luciano, “o A.C.Camargo é uma instituição de referência no país e no mundo, que não só entende os desafios, como pode dar todo o suporte para os estudantes inovarem nessa área”. Para ele, essa experiência foi de extrema valia. E isso para os estudantes envolvidos – que puderam se envolver com um projeto real de Engenharia. Mas também para o hospital, que abriu as portas para o desenvolvimento de uma solução que pudesse gerar melhor diagnóstico e tratamento para seus pacientes.

Detalhes da parceria contra o câncer

A parceria de cooperação entre o Insper e A.C.Camargo tem a finalidade de propiciar o apoio recíproco para a criação de ações relativas à pesquisa e ao enfrentamento ao câncer. Ele representa um programa de colaboração e intercâmbio científico e tecnológico para realização de atividades de pesquisa e desenvolvimento. Ademais, treinamento de recursos humanos e absorção de transferência de tecnologia.

Conforme José Humberto Fregnani, superintendente de Ensino e Pesquisa do A.C.Camargo, a cooperação tem grandes chances de dar certo. “Esse é um exemplo de como duas áreas do conhecimento tão distintas podem, juntas, mudar a vida das pessoas, ao transformar o diagnóstico e o tratamento do câncer. Estamos animados com os resultados alcançados até aqui e certos de que essa parceria prosperará ainda mais”, conta.

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Imagem: Lordn/Adobe Stock

Segundo Marcelo Orticelli, diretor de Educação para Executivos e Desenvolvimento do Insper, o acordo com o A.C.Camargo é muito relevante pela capacidade de impacto que pode possibilitar para a sociedade. “São duas instituições renomadas juntando esforços, dados e informações para produzir conhecimento por meio de pesquisa de qualidade”, finaliza.

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Esse acordo estabelecido ainda vai auxiliar pesquisadores e pesquisadoras da escola em áreas como direito, economia, bioengenharia e ciência dos dados. Isso podendo corroborar com diferentes categorias de pesquisas. E as mesmas podem ser direcionadas ao desenvolvimento de algoritmos de aprendizado de máquinas relevantes na interpretação de diagnósticos de exames. Por fim, à otimização do fluxo de pacientes, por exemplo, bem como outras oportunidades de parceria científica que devem emergir e serem conduzidas no decorrer da duração do acordo.

O que achou dessa inovação? Conta para nós nos comentários!


Fonte: Medicina S.A.

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Samira Gomes

Engenheira de Produção em formação no Vale do São Francisco. Nordestina fascinada pela escrita e por tecnologia. Tem como objetivo levar conhecimento sobre engenharia, por meio da leitura, pois acredita no potencial das palavras para o enriquecimento intelectual.