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Ensino de programação em escolas brasileiras: prós e contras

por Larissa Fereguetti | 25/02/2015
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Como engenheiros/futuros engenheiros, estamos familiarizados com alguma lógica de programação. Em um mundo tecnológico, será que seria mais fácil se este conteúdo fizesse parte do nosso ensino fundamental ou médio como as demais disciplinas básicas? Ou será que é algo específico da área de exatas e que deve ser abordado apenas para aqueles que desejam seguir como programadores?

Fonte: Shutterstock.

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Leia mais: Saber programar será um requisito no futuro. Você concorda?


Claro que, diferentemente do que vemos em nossos cursos, o ensino de programação nas escolas não teria como foco uma linguagem específica, mas sim a lógica da mesma, o ato de pensar matematicamente como um computador. Entre os que estão a favor, os principais argumentos são a necessidade de acompanhar o desenvolvimento tecnológico, o fato de que a lógica de programação pode ajudar no desenvolvimento de várias outras áreas e de que já é um modelo funcional em algumas escolas europeias e estadunidenses.
Por outro lado, há os que são contra. Os argumentos são embasados no fato de que alguns alunos jamais usarão novamente o que foi aprendido, na falta de professores para ensinar a programar, na falta de laboratórios adequados, no fato de que ensinar uma linguagem específica de programação pode ser inútil, pois ela ficaria obsoleta, e de que as demais matérias poderiam perder espaço e acabar prejudicando o aprendizado ou o preparo para o vestibular.

Fonte: Shutterstock

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Um dos maiores apoiadores do ensino de programação é a Code.org, que também é responsável pelo movimento Hora do Código. No site do programa é possível aprender a lógica de programação através das personagens Anna e Elsa, do filme Frozen. De acordo com o próprio site, “a Hora do Código é um movimento global, atingindo dezenas de milhões de alunos em mais de 180 países. Qualquer pessoa, em qualquer lugar poderá organizar um evento sobre a Hora de Código. Os manuais da Hora do Código estão disponíveis em mais de 30 idiomas. Nenhuma experiência é necessária. A faixa etária vai dos 4 a 104.”
A Code.org também fez, em 2013, um vídeo em que conhecidos como Bill Gates, Mark Zuckerberg e outros apoiam o ensino de programação e dão depoimentos sobre suas experiências:
 

 
No Brasil, a Fundação Lemann apoia o Programaê, que é um movimento que quer aproximar a programação do cotidiano de jovens de todo o país através de “um portal prático e agregador de ideias, soluções e dicas de gente experiente e inspiradora”, com material baseado no Codecademy. A fundação também apoia a Hora do Código.
O movimento também é para os educadores que não entendem nada de programação, mas têm vontade de aprender. Os programas são feitos de maneira que um professor de uma área qualquer área seja capaz de ministrar as aulas. Em 2014, dez projetos pilotos foram iniciados em quatro escolas e seis ONGs em São Paulo. As aulas, que terminaram em dezembro, tiveram o foco em duas linguagens: Scratch (mais simples) e Python (mais complexa). Ao final, os alunos desenvolveram um projeto com base no aprendizado obtido.
Talvez a lógica de programação não tenha de entrar como uma matéria no currículo, mas poderia ser oferecida como cursos extras para os alunos que tenham interesse. Assim, aqueles que não pretendem seguir áreas relacionadas não são obrigados a aprender e os que possuem interesse podem ter o primeiro contato, permitindo imprimir seu primeiro “Hello World” na tela do computador antes de chegar a faculdade. Como engenheiro/futuro engenheiro, você acha que aulas de programação durante a escola teriam reflexo no seu presente, independentemente se fossem obrigatórias ou não?
Referências: Hora do Código; Programaê; Codecademy; Code.org; Fundação LemannPlaneta SustentávelOlhar Digital.
 

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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