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Estudantes de engenharia testam FRED, um robô para limpeza oceânica

por Larissa Fereguetti | 24/09/2019
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O plástico e outros resíduos nos oceanos é um problema sério e que pede uma solução imediata. Pensando nisso, alguns estudantes de engenharia desenvolveram um robô para limpeza oceânica.

FRED parece, mas não é um apelido carinhoso. Ele é a sigla para Floating Robot to Eliminate Debris (Robô flutuante para Eliminar Detritos). Assim, o FRED é um robô semi-autônomo não tripulado movido a energia solar e que faz a remoção de resíduos de plástico dos oceanos.

robô para limpeza oceânica
Imagem: kpbs.org

Os testes foram realizados com o robô recuperando bolas de pingue-pongue da Mission Bay, avaliando as viagens de longa distância e fazendo navegação autônoma. Ele é administrado por um controle de Xbox. Abaixo você pode conferir um vídeo:

Os estudantes tiveram a oportunidade de trabalhar no FRED durante um projeto de verão por meio de um programa de estágio na Clear Blue Sea, uma organização sem fins lucrativos que possui sede na Califórnia. Ela é uma das muitas novas startups que têm como objetivo reduzir/eliminar a poluição por plásticos que atinge nossos oceanos e traz cada vez mais consequências para os seres vivos (incluindo o ser humano, que pode estar ingerindo plástico).

Um dos alunos, estudante de Engenharia Mecânica, afirmou que o projeto teve grande impacto sobre ele e que o motivou a pensar em Engenharia Sustentável no futuro. Agora, o projeto deve passar para outros alunos, os quais terão a oportunidade de conhecer e trabalhar no FRED.

robô para limpeza oceânica
Imagem: interestingengineering.com

Limpar os oceanos não é uma tarefa simples e também não será feita só com um projeto, como um passe de mágica. É preciso unir várias ideias, tecnologias e esforços para conseguir fazer uma limpeza completa. O primeiro passo (e muito óbvio) é parar de descartar o plástico e começar a reciclar, reaproveitar ou reutilizar o material.

O que muita gente imagina é que só quem contribui para que esse plástico vá parar nos oceanos é quem mora em áreas litorâneas. Pelo contrário, uma garrafa PET usada no interior de Minas Gerais (Minas não tem mar), mesmo que colocada no lixo “para o caminhão levar”, pode ir parar em algum rio (ela pode cair do caminhão, por exemplo). Ela passeia por todo o percurso até atingir o mar. Se for uma sacola, a viagem é muito mais rápida, já que ela voa com uma facilidade incrível.

Além disso, produtos de beleza, como esfoliantes, contém micropartículas de plástico que não se desfazem rapidamente. Por isso, é preciso pensar, primeiro, em reduzir o consumo desse material. Como tudo que vai, volta, o plástico que você coloca na lixeira pode voltar no seu copo de água.

Referências: Interesting Engineering.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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