Engenharia 360

ESCOLHA A ENGENHARIA
DO SEU INTERESSE

Digite sua Busca

Engenheiro desenvolve processo de purificação da água através da cana-de-açúcar

por Kauê Francischelli | 28/04/2013

cana-de-açucar-blog-da-engenharia

Estudo foi desenvolvido por Engenheiro Ambiental da UNISANTA.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

O engenheiro ambiental Antonio Iris Mazza desenvolveu um projeto no qual se torna possível a purificação de água contaminada por corantes em escala industrial. Ao visitar uma usina de cana-de-açúcar em São Bernardo do Campo, o engenheiro se deparou com grandes quantidades de bagaço de cana, que até então não possuíam utilidade alguma para a usina e eram basicamente descartados em aterros sanitários.

Utilizando o bagaço da cana-de-açúcar, o engenheiro iniciou uma longa pesquisa de como reaproveitar aquele material que era simplesmente descartado.  Por não haver muitos projetos e pesquisas em andamento, tal fato serviu como incentivo para Mazza iniciar seu estudo e buscar uma forma de sustentabilidade.

Em suas primeiras pesquisas em laboratório, Mazza tentou utilizar a cinza do bagaço com a finalidade de retirar cargas orgânicas do esgoto. A experiência, porém, apresentou resultados inconstantes.

Em outro experimento, ao acrescentar o Resíduo de Bagaço de Cana (RBC) em um refrigerante, o mesmo notou que o líquido sofreu um processo de adsorção, ou seja, o refrigerante perdeu sua cor original e se tornou incolor.

Para sua criação, o resíduo da cana-de-açúcar foi adicionado à água, passando por um processo de centrifugação e posteriormente por uma peneira onde, por fim, foi realizada a medição para avaliar a quantidade de corante retirado.

Grande parte das indústrias que possuem como resultantes de processos industriais águas contaminadas por corantes, utilizam para tratamento de seus efluentes o carvão ativado, que possui um elevado custo energético para a sua produção.  Para descontaminar as águas, é necessário trabalhar com o corante presente, em vários e longos processos. Em comparação, o RBC possui uma alta eficiência, podendo eliminar até 80% dos corantes presentes, um baixo custo econômico e ambiental de produção, além de sua baixa toxicidade. Vale ressaltar que tal projeto possui grande capacidade de substituir o uso do carvão ativado, permitindo um ganho financeiro e evitando a derrubada de árvores.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Segundo Mazza, dois gramas de resíduo são suficientes para purificar até um litro de água contaminada. Outras pesquisas estão sendo iniciadas no momento com o resíduo, a fim de determinar sua capacidade de retirar metais e cargas orgânicas de efluentes industriais. A pesquisa está em processo de se tornar uma patente.

Comentários