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Por que o edifício em incêndio na 25 de Março de São Paulo corre risco de desabar?

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por Redação 360
| 13/07/2022 | Atualizado em 14/07/2022 3 min

Por que o edifício em incêndio na 25 de Março de São Paulo corre risco de desabar?

por Redação 360 | 13/07/2022 | Atualizado em 14/07/2022
Engenharia 360

Na data de hoje, 13 de junho de 2022, já é o quarto dia de operações do Corpo de Bombeiros da cidade de São Paulo na tentativa de combater o incêndio em um edifício de 10 andares, localizado na famosa Rua 25 de Março. Mas, desde o início das chamas, os especialistas já falavam em risco iminente de desabamento. Por quê? Quem não lida com Engenharia Civil e Arquitetura pode não entender as razões do possível colapso ou necessidade urgente de demolição das partes estruturais ainda de pé. Pensando nisso, o Engenharia 360 resolveu elaborar este artigo rápido, de modo a esclarecer algumas questões.

edifício 25 de Março SP
Imagem reproduzida de ISTOÉ DINHEIRO
edifício 25 de Março SP
Imagem reproduzida de ACidadeON

O contraste extremo de temperaturas dentro do edifício

Antes de tudo, é preciso destacar que, para combater o incêndio, os bombeiros precisam trabalhar com jatos de água em grande volume. Isso pode danificar partes estruturais já bastante frágeis. Primeiro inevitavelmente arrancando pedaços pela pressão da própria água lançada. Depois tem a questão da diferença de temperatura do líquido para os materiais em contato com o fogo.

Lembrando que todo material tem um coeficiente de dilatação. E esse jogo de dilatação – e até cozimento – mais o resfriamento rápido forçado faz com que muitos elementos percam totalmente a sua resistência. Prova disso é que, hoje pela manhã, ao deixarem o interior do edifício, os bombeiros relataram ouvir muitos estalos, indicando a “quebra” ou “ruína” desse conjunto estrutural.

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“A gente tem o risco de colapsar a estrutura, então, por isso, nesse momento, a gente não faz mais, desde ontem [terça], o combate interno. A gente atua agora somente na parte externa por isso dificulta um pouco o nosso trabalho e retarda o término desse incêndio.”,

“O combate externo ele é mais lento, a gente não consegue atuar in loco, onde de fato está pegando fogo, revirar aquele material e apagar ali pontualmente, então esse combate externo vai se estender um pouco mais”

– disse nesta quarta o capitão Maycon Cristo, porta-voz dos bombeiros, em reportagem de G1.

edifício 25 de Março SP
Imagem reproduzida de CNN Brasil

“O risco é iminente, pode acontecer a qualquer momento. No resfriamento, tende a colapsar mais rápido, porque ele tenta voltar à condição anterior, e ele não consegue.”, “Pode acontecer igual às Torres Gêmeas [quando caíram em 2011], o negócio é bem complicado.”,

“Existem três tipos de estrutura distintas no próprio prédio. Uma dessas partes tende a colapsar para o fundo, onde é um estacionamento. Outra tende a colapsar para frente da rua, ou pegar o prédio ao lado.”

– engenheiro da Subprefeitura da Sé Álvaro Godoy Filho, para o G1.

edifício 25 de Março SP
Imagem reproduzida de Aventuras na História – UOL

A atenção dos especialistas agora é com o edifício em chamas. Contudo, outras construções ao redor dele também foram danificadas pela queda de destroços, como a igreja matriz da Paróquia Ortodoxa Antioquina Anunciação à Nossa Senhora. Inclusive, por medida de segurança, vários outros edifícios foram interditados justamente por não ser possível prever o comportamento de todas essas estruturas; e, por hora, não se pode fazer o trabalho de vistoria antes de se extinguir as chamas.

A saber, o edifício onde o fogo começou não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), obrigatório, que atesta que uma construção segue as normas de segurança com os equipamentos de proteção e combate a incêndios como alarmes, extintores, hidrantes e saídas de emergência.

edifício 25 de Março SP
Imagem reproduzida de O TEMPO

Fontes: G1.

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