Engenharia 360

O destino da Engenharia Brasileira à partir da COP 28: Rumo à Sustentabilidade

Engenharia 360
por Redação 360
| 28/11/2023 | Atualizado em 03/12/2023 4 min
Imagem reproduzida de Greenpeace

O destino da Engenharia Brasileira à partir da COP 28: Rumo à Sustentabilidade

por Redação 360 | 28/11/2023 | Atualizado em 03/12/2023
Imagem reproduzida de Greenpeace
Engenharia 360

Na última semana de novembro de 2023, o governo brasileiro embarcou rumo a COP 28, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 ou 28ª conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, na Expo City, Dubai. E antes de falar sobre as discussões envolvendo diferentes líderes ao redor do mundo, o Engenharia 360 quer destacar o tema do pavilhão brasileiro no evento.

COP 28
Imagem reproduzida de Somos Coop

O Pavilhão Brasil na COP 28 tem como tema o futuro do país. Ele deve apresentar o trabalho de empresas do setor de Engenharia cujas atividades são controversas em termos ambientais, incluindo mineradoras e petroquímicas, como Vale, Braskem e Petrobras, que foram envolvidas em desastres ambientais, desde rompimento de barragem a uso de agrotóxicos. A ideia é explicar como o setor está adaptando sua conduta para reparar seus erros, assumindo novos compromissos ambientais.

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COP 28
Imagem de wirestock em Freepik

Na COP 28, os países poderão abordar mais uma vez os desafios climáticos - que são urgentes. Esse é o momento para traçar ações conjuntas em direção a objetivos globais. É muito importante que sejam revisados compromissos financeiros e contribuições, principalmente para a redução de emissões em nações em desenvolvimento. E é claro que isso terá forte impacto sobre a Engenharia Brasileira.

Posicionamento do Brasil: Liderança e Oportunidades na COP 28

As contribuições nacionalmente determinadas ou NDCs são hoje um grande desafio para um cumprimento das metas atuais. Elas não são suficientes para conter o aumento da temperatura global. Por isso, na opinião dos especialistas, é preciso compromissos mais ousados - como a implementação de um mercado global de carbono - e formas eficazes de monitoramento, o que deve ser um ponto de atrito durante a COP 28. 

O Brasil está no centro dessas discussões por ser grande detentor de áreas de florestas e reputação diplomática. A perspectiva é positiva. Existe um relato de que o governo deve apresentar dados de redução no desmatamento e emissões, além de uma matriz energética mais limpa. E isso pode levar a mais investimentos externos para sustentabilidade e ecologia no país.

COP 28
Imagem de vecstock em Freepik

Neste momento, o Brasil participa da COP 28 e também já se prepara para a COP 30 (2025), que será realizada em Belém, no Pará. Nesse período de agenda climática, busca por resultados mais tangíveis - inclusive em Engenharia - não apenas para enfrentar o aquecimento global, mas também para impulsionar o desenvolvimento sustentável, reduzir desigualdades e promover a inclusão social. Afinal, nossa biodiversidade deve servir de inspiração para a criação de modelos de desenvolvimento tecnológico.

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Fundamentos para o Desenvolvimento: Educação, Pesquisa e Inovação

O desenvolvimento tecnológico depende de investimentos em educação, formação profissionalizante, pesquisa e inovação. Nosso país tem, infelizmente, pecado bastante nesses quesitos e precisa já “correr atrás da máquina”. O crescimento da economia e geração de futuros empregos dependem de um desenvolvimento sustentável. E, além disso, é preciso preparar os cidadãos para essa transição - até porque os impactos das mudanças climáticas são uma realidade.

COP 28
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Veja Também: O Impacto da Engenharia Mecânica na Produção de Máquinas Agrícolas Modernas

Agricultura como Foco de Discussões na COP-28: O Papel do Setor Agropecuário Brasileiro

Um dos setores mais apontados como fonte de emissões de gases de efeito estufa é o de Engenharia Agrícola. Mas vale destacar que ele não é necessariamente um vilão, pois gera muita receita para o Brasil e também oportunidades para mitigar essas emissões. Um exemplo que podemos dar é a Engenharia que lida com estratégias de sequestro de carbono e a substituição de fontes de energia fóssil por biocombustíveis e bioeletricidade.

COP 28
Imagem de vecstock em Freepik

A Engenharia Agrícola será tema de muitas discussões na COP 28. O governo brasileiro defende moldar a agricultura brasileira para que ela impacte menos a natureza e contribua mais para as metas climáticas globais. Listamos algumas ideias de como a Engenharia pode contribuir para melhorar esse cenário:

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  • Desenvolvimento de Tecnologias Sustentáveis: Engenheiros agrícolas podem criar e implementar tecnologias mais eficientes para reduzir as emissões de gases. Isso inclui sistemas de irrigação mais precisos, uso de fertilizantes de liberação controlada, técnicas de manejo de resíduos agrícolas e práticas agrícolas de conservação do solo.
  • Melhoria na Eficiência Energética: A engenharia pode trabalhar para desenvolver maquinário agrícola mais eficiente e movido a fontes de energia renovável, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
  • Gestão de Resíduos e Efluentes: Engenheiros podem projetar sistemas avançados de tratamento de resíduos e efluentes agrícolas, convertendo-os em fontes de energia ou fertilizantes orgânicos, minimizando assim as emissões de metano.
  • Desenvolvimento de Biocombustíveis e Bioeletricidade: Investir em pesquisa para melhorar a produção e eficiência de biocombustíveis e bioeletricidade é uma área chave. Isso pode reduzir a dependência de combustíveis fósseis e, portanto, as emissões associadas.
  • Práticas de Sequestro de Carbono: A engenharia pode explorar métodos para aumentar o sequestro de carbono no solo, como sistemas agroflorestais, uso de culturas de cobertura e técnicas de plantio direto.

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Fontes: Metropoles, Comex do Brasil.

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Eduardo Mikail

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