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Conheça Diana Trujillo, engenheira diretora de voo da missão Mars 2020

por Redação 360 | 20/03/2021

Até chegar ao seu atual posto na NASA, a colombiana precisou passar por um longo caminho

Depois de 8 meses que foi lançado na Florida (EUA), o Perseverance, unidade móvel da NASA, pousou em Marte com sucesso no último mês de fevereiro. A engenheira Diana Trujillo, diretora de voo da missão Mars 2020, também foi a líder na missão Curiosity. Além disso, foi parte da equipe de engenheiros que desenvolveu alguns recursos do Perseverance.

Trujillo conta em entrevista à CBS News: “Entender se estamos sozinhos neste Universo ou não, é a questão principal. Eu espero que, dentro de um ano de operações na superfície de Marte, nós possamos responder essa questão logo.” Segundo ela, o Persy, como é carinhosamente chamado, tem toda a tecnologia para explorar e encontrar vida no planeta vermelho.

Engenheira narra pousada de Persy em Marte

Em ocasião do sucesso da aterrissagem do veículo em Marte, Diana se prestou a narrar o evento, em língua espanhola. A transmissão ao vivo teve mais de 1,5 milhão de visualizações. A diretora de vôo da missão conta ao El País:

Há muito tempo eu queria que a NASA transmitisse em espanhol uma aterrissagem planetária. Passei meses insistindo. Tudo saiu muito bem. O objetivo era que este momento histórico chegasse não só aos cientistas e aos engenheiros que falam inglês, mas também às avós, aos avôs, às mães, aos pais e sobretudo às meninas e meninos da América Latina e Espanha.

Diana Trujillo em 07/02/2019
Diana Trujillo em 07/02/2019. PATRICK T. FALLON/BLOOMBERG VIA GETTY IMAGES

Sendo assim, ao narrar em espanhol a chegada do Persy, Diana também compartilha sua paixão pela ciência e a amplidão do espaço. No site da NASA, é possível acessar um mapa interativo que mostra a localização do jipe, por meio de imagens de satélites.

E de fato, o nome Perseverance vem bem a calhar, principalmente ao sabermos da história da engenheira espacial.

Trajetória de Trujillo também é exemplo de perseverança

Diana Trujillo saiu da Colômbia, seu país natal, com apenas US$ 300,00 no bolso para morar com sua tia em Miami (EUA). Lá, precisou trabalhar como faxineira à noite para poder pagar seus estudos, e assim realizar seu sonho. Aliás, a aspirante a engenheira espacial tinha apenas 17 anos.

Hoje, pouco mais de 20 anos depois, Diana relata sobre suas motivações à CBS News. “Eu via tudo em meu caminho como uma oportunidade. Eu não vi isso como ‘eu não acredito que estou fazendo este trabalho de noite’ ou ‘eu não acredito que estou limpando um banheiro agora’. Era mais como ‘eu estou satisfeita de ter um emprego e conseguir comprar comida e ter um teto para morar”.

Como uma das poucas mulheres latinas que trabalham em sua área, Trujillo nunca esqueceu as raízes que a ajudaram a conseguir seu emprego dos sonhos na NASA.

“Meus pais se divorciaram quando eu tinha 12 anos. Depois disse, minha mãe ficou sem nada. Sem dinheiro. Nós nem tínhamos comida. Cozinhávamos um ovo e o cortávamos ao meio, e essa era nossa refeição do dia. (…) Lembro-me de apenas deitar na grama e olhar para o céu e pensar: ‘Tem que haver algo melhor do que isso. Algumas outras espécies que se tratam melhor ou valorizam melhor as pessoas.'”

Em entrevista à Tech Crunch, ela ainda relata que cresceu em meio a uma mentalidade que valorizava a mulher como responsável por cuidar do homem, da casa e da família. Em outra entrevista, para a própria NASA, ainda complementa: “Eu nasci e fui criada na Colômbia. Muita violência acontecia no país, então para mim, olhar para o céu e para as estrelas era o meu ponto de paz”.

Fontes: NASA; El País; Tech Crunch; People; CBS News.

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