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Como assim? Cientistas conseguiram desenvolver um composto com massa negativa

por Bernardo Lopes Frizero | 10/05/2017
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Já imaginou se existisse um material que não seguisse as leis básicas da Física, como por exemplo a gravidade!? Não, não é truque de mágica nem efeito especial de um filme de Hollywood: este composto existe de verdade!

Crédito: WSU.

A Forbes, juntamente com uma equipe da WSU (Universidade de Washington), usou lasers para criar as condições propícias para garantir a observação de massa negativa. Para conseguir realizar esse feito incrível, o processo ocorre da seguinte maneira:

  • Em primeiro lugar, se resfria átomos de rubídio a quase zero absoluto. No estado resultante, conhecido como condensado de Bose-Einstein, partículas extremamente lentas comportam-se como ondas de acordo com os princípios de mecânica quântica, ou seja, as partículas formam o que é chamado de “superfluido”, movendo-se em uníssono, sem perda de energia.

Os cientistas estão utilizado lasers para mudar o “spin” dos átomos no líquido, transformando seu comportamento de maneira que o resultado é como se tivessem massa negativa.”Uma vez que você empurra, ele acelera para trás” , disse um dos representantes do projeto.

+Massa negativa ou não?

Crédito: WSU

Alguns cientistas apontaram que o que está sendo criado é – de fato – a chamada “massa negativa”, mas segundo Sabine Hossenfelder, do Instituto Frankfurt de Estudos Avançados, existem algumas diferenças técnicas para essa forma.

“Os físicos usam o preâmbulo eficaz para indicar algo que não é fundamental, mas emergente, e a definição exata de um termo é muitas vezes uma questão de convenção. A ‘carga nuclear efetiva’ não é a carga do núcleo e a “massa negativa efetiva” não é uma massa negativa. A massa efetiva é meramente uma quantidade matemática útil para descrever o comportamento do condensado”, disse Hossenfelder em seu blog.

Independentemente do termo técnico utilizado por um ou outro cientista, os pesquisadores concordam que este é um avanço significativo em experimentos envolvendo átomos de arrefecimento e irá auxiliar muito o caminho para estudar fenômenos cósmicos cada vez mais complexos. 

E você, o que acha disso?

Fonte: Big Think

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