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Chineses usam 198 pernas robóticas para mover edifício de mais de 7 mil toneladas

por Larissa Fereguetti | 26/10/2020
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O processo foi usado para evitar que a construção histórica fosse demolida. Um novo centro comercial deve ser construído no local.

Não é a primeira vez que vemos um edifício “andar” na China. No ano passado, eles moveram um hotel de 5.000 toneladas em 40 horas, como nós mostramos aqui no Engenharia 360 (clique aqui para ler a matéria completa). Desta vez, os engenheiros chineses foram um pouco mais tecnológicos e usaram algumas “pernas robóticas” adaptadas para a tarefa.

O edifício fica em Xangai e foi construído em 1935. Com 7.600 toneladas e cinco andares, ele caminhou por cerca de 61,7 metros. As pernas robóticas foram usadas para que não houvesse danos ao prédio durante a locomoção, o que provavelmente ocorreria se fosse usado o método tradicional (que normalmente consiste em trilhos gigantes) por causa da forma irregular da construção.

prédio chinês que mudou de lugar usando pernas robóticas
As “pernas robóticas” usadas para movimentar o edifício. Imagem: tellerreport.com

Falando assim, parece que o prédio simplesmente levantou e caminhou com as novas pernas em poucos segundos (uma cena cômica para quem tem imaginação fértil), mas a verdade é que todo o processo levou dezoito dias. No local antigo será construído um novo centro comercial, que deve ficar pronto até 2023.

Confira como foi o lento caminhar com as pernas robóticas no vídeo a seguir (em chinês, mas com legendas em inglês). Nele, é possível entender melhor como ocorreu o processo.

A locomoção ocorreu para evitar que o antigo edifício fosse demolido, uma vez que as autoridades locais não queriam derrubá-lo. Antes, ele sediava uma escola primária (Escola Primária Lagena) e agora deve ser transformado em um centro educacional. Atualmente, o local passa por reformas para preservação histórica.

Fontes: Wion; Tekdeeps.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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