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Carros da Ford terão sistema que conta piadas, dá conselhos e lembra aniversários aos motoristas

por Clara Ribeiro | 01/05/2017
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A Ford, em conjunto com a Universidade Aachen RWTH, da Alemanha, está estudando seu sistema de conectividade Sync e outros recursos internos do veículo para implementar sistemas sofisticados de microfones e câmeras. Mas para quê? Bom, o intuito é que esses instrumentos interpretem o tom de voz, a expressão facial e o humor do motorista.
“Estamos a caminho de desenvolver o carro empático, que pode contar uma piada para animá-lo, dar conselhos quando  precisar, lembrar de aniversários e mantê-lo alerta numa viagem longa”, afirma Fatima Vital, diretora de marketing automotivo da Nuance Communications. A empresa ajudou a Ford a desenvolver o sistema de reconhecimento de voz do Sync.

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A expectativa é que cerca de 90% dos carros novos estejam equipados com esse sistema em 2022. Até lá serão feitas avaliações para que os veículos reconheçam as músicas prediletas dos motorista, sobretudo quando está estressado, e perceber os momentos em que ele prefere ficar em silêncio. Ele também estará apto para modificar a iluminação interna, que pode influenciar positivamente no humor.
“Com comandos de voz como ‘estou com fome’ para encontrar um restaurante e ‘preciso de um café’, o Sync 3 já funciona na prática como um assistente pessoal”, diz Mareike Sauer, engenheiro de controle de voz do Time de Aplicações de Conectividade da Ford Europa.
Os donos de um carro Ford poderão, dentro de dois anos, receber sugestões como: “Gostaria de encomendar flores para sua mãe no Dia das Mães?”, “Devo escolher um caminho menos congestionado, mas mais lento para casa?” e “O seu chocolate favorito está acabando, mas está disponível no estoque da sua loja preferida. Quer parar e pegar alguns?”

“O carro será em breve nosso assistente, um companheiro de viagem e ouvinte simpático, com quem você poderá discutir sobre tudo e pedir qualquer coisa, a ponto de esquecermos que estamos falando com uma máquina”, aposta Dominic Watt, professor de Ciências da Linguagem e Linguística da Universidade de York. A pergunta que fica é: estamos próximos de um futuro digno de ficção científica? 

Fonte: Carpress | Foto: Reprodução

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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em arquitetura e engenharia. Ávida consumidora de informação; viciada em produzir conteúdo; amante das letras, das artes e da ciência.

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