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BDE Explica: o que faz um engenheiro de rigging?

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por Fabio Doom
| 05/02/2016 3 min

BDE Explica: o que faz um engenheiro de rigging?

por Fabio Doom | 05/02/2016
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Com a demanda crescente de obras cada vez mais rápidas e complexas no Brasil, é necessário o uso e controle de peças prontas, pré-fabricadas e pré-montadas. Para isso, elas devem ser agrupadas, manuseadas e içadas corretamente, de acordo com o formato, tamanho, material e demais características. É aí que entra o trabalho de um engenheiro de rigging.

+ Mas o que faz um engenheiro de rigging?

Também chamado de engenheiro de içamento, esse profissional é responsável por todo o projeto técnico para operações de cargas móveis por meio de guindastes, gruas e outros equipamentos, ou seja, realiza um planejamento completo para essa movimentação, com desenhos técnicos, cálculos, análise de fatores naturais como condição do solo e ação do vento, estudo da carga, da máquina e acessórios utilizados.
Em conjunto com um engenheiro especialista, ele desenvolve o plano completo para o içamento adequado: avalia a obra como um todo, verifica se o solo suporta um guindaste, a resistência da carga e o cálculo de dispositivos especiais.

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Foto: Reprodução


Por isso, deve visitar o local constantemente, para contatar o proprietário do frete e os responsáveis pela segurança antes de montar o projeto no escritório e colocá-lo em prática.
Quem acompanha a execução, geralmente, é um supervisor de rigging. Esse profissional não precisa ser formado em Engenharia, mas precisa fazer o curso e ter a capacitação necessária para atuar nessa função.

+ Quais as dificuldades da área?

Pouca informação básica – como o peso da carga içada -, falta de manuais ou material desatualizado, ilegíveis ou em outros idiomas são as principais dificuldades dessa área.
A legislação do País não é clara e ainda não comporta um plano completo de movimentação e içamento de cargas tão eficiente quanto comparado às normas europeias e americanas, por isso, a disponibilidade de dados técnicos é difícil. Com isso, o engenheiro de rigging se vê em um desafio constante quando analisa a complexidade dos equipamentos e a geometria das cargas.

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Foto: Reprodução

+ Qual o panorama atual do setor?

Ainda faltam muitos engenheiros de rigging no mercado brasileiro. Com o crescimento de obras em todo o país, esse especialista é um dos mais solicitados, porém, quando as empresas não encontram essa mão de obra específica, acabam escalando outros profissionais que não são habilitados na função, como engenheiros civis e técnicos.
Outro fato comum e preocupante de muitas edificações é descartar esse trabalho, o que coloca a integridade da carga e a vida das pessoas em risco. Mas, com planos de conscientização e necessidade de construções frequentes, o número de engenheiros de rigging deve aumentar cada vez mais.

+ Como posso me tornar um engenheiro de rigging?

No Brasil, ainda não há uma formação específica para atuar nessa área. Porém, segundo o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), engenheiros que cursaram disciplinas sobre resistência dos materiais, estruturas isostáticas e hiperestáticas, mecânica dos sólidos e estruturas metálicas ou equivalentes já tem um bom conhecimento sobre a função.
Para incrementar o currículo e se tornar um engenheiro de rigging, o curso específico garante o ensinamento de todo o conteúdo para que o estudante tenha o conhecimento avançado e possa trabalhar em operações terrestres, industriais, navais e portuárias. A duração completa varia de 24 a 40 horas.

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Foto: Reprodução


Além disso, domínio do inglês e de outras línguas (chinês, espanhol, alemão) é primordial. Ter concentração, foco e gostar de trabalhar com softwares e cálculo já são um ótimo começo para entrar nessa área. O salário inicial varia e pode chegar até 5 mil reais para um iniciante. Depois, com a experiência, aumenta de 20 a 40%.
Lembre-se que, antes de entrar nesse mercado, o engenheiro de rigging deve pensar essencialmente em garantir a segurança total da obra e das pessoas, evitando acidentes e otimizando o uso dos equipamentos.
Referência: Revista Téchne – edição 195

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