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Bateria doméstica promete mudar o mercado de energia

por Lucie Ferreira | 04/04/2016
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Lançada pela Tesla Motors Inc. em 2015, a bateria doméstica Powerwall foi desenvolvida tanto para uso residencial como comercial. O que mais chama atenção no design minimalista é o seu tamanho compacto. A novidade da empresa sediada em Fremont, na Califórnia, prometia mudar o mercado de energia elétrica e foi vista de modo negativo pelas concessionárias de eletricidade.
Isso porque a Powerwall, ao ser combinada a painéis solares, pode fazer com que proprietários de imóveis evitem comprar eletricidade das companhias responsáveis pelas redes elétricas tradicionais. A empresa global de serviços financeiros Morgan Stanley chegou a afirmar que o produto “causaria perturbações” nos Estados Unidos e na Europa, uma vez que muitos usuários podem sair da rede e evitar as tarifas das concessionárias de energia.
Porém, a bateria capaz de gerar 10kWh causou dúvidas quanto à funcionalidade: quantas unidades seriam necessárias para armazenar a quantidade de energia ideal para o uso residencial diário? E, ainda, quantos painéis solares seriam preciso para coletar toda a energia que uma casa pode precisar? As perguntas têm sentido se for considerado que o produto custa cerca de US$ 3.500.
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O desenvolvimento de produtos para armazenagem de energia não é novidade para a Tesla, que inclusive é a fabricante do sedã totalmente elétrico Model S. Antes de lançar a bateria doméstica, a empresa já comercializava unidades residenciais que armazenam energia, porém somente para clientes selecionados pela SolarCity Corp., do segmento de energia solar. A marca também produz sistemas fixos de armazenagem direcionados para empresas e concessionárias de eletricidade.
Aliás, as concessionárias de energia constituem um grande e importante mercado para a Tesla. A Califórnia considera o armazenamento de eletricidade essencial para aprimorar a gestão da rede de energia. Além disso, o estado busca uma integração cada vez maior de energia solar e eólica e pretende diminuir as emissões de gases de efeito estufa.
Fontes: EcoD e Inhabitat

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