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Aeronave híbrida pode reduzir poluição do ar na aviação

por Letícia Nogueira | 01/06/2021

Em altitude de cruzeiro, um avião emite um fluxo constante de Nox. Entenda como um avião híbrido-elétrico pode reduzir as emissões de Nox em até 95%!

Óxidos de nitrogênio, mais conhecidos como Nox, é a principal causa de problemas respiratórios e distúrbios cardiovasculares. O que a grande maioria das pessoas não sabe é que, em ‘altitude de cruzeiro’, as aeronaves emitem um fluxo constante de Nox. E, de acordo com estudos, essas emissões são responsáveis por cerca de 16.000 mortes prematuras por ano.

Com toda essa situação, engenheiros do MIT – o Instituto de Tecnologia de Massachusetts -, criaram o conceito de avião que reduziria o problema. Esse projeto é baseado nos sistemas de controle de emissões utilizados em veículos terrestres a diesel – mais especificamente no tratamento pós-combustão. A diferença, é que esse trabalho proposto de agora acaba tendo um foco em um sistema elétrico!

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Na imagem, uma aeronave emite poluentes no momento da decolagem.
Emissão de poluentes por aeronaves. Fonte: Federação Nacional dos Engenheiros

O projeto para controle de emissões de Nox das aeronaves

Os sistemas que constituem os aviões atualmente são baseados em motores que abrigam turbinas a gás em cada asa. Os pesquisadores relatam que, devido a configuração, não foi possível a inserção de um sistema de controle de emissão, pois, assim, haveria alterações no empuxo produzido pelos motores.

Dessa forma, foi proposto que o sistema continuasse o mesmo, mas integrado ao porão de carga do avião. Assim, a turbina a gás geraria energia elétrica a partir de um gerador acionado por ela. E, somente assim, acionaria as hélices e ventiladores do sistema presente na asa do avião. O tratamento dos poluentes ficaria, então, responsável por um sistema de controle extremamente semelhante ao que já existe em veículos a diesel. E, só depois de passar por isso, é que o ar seria liberado na atmosfera.

“Isso ainda seria um enorme desafio de engenharia, mas não há limitações físicas fundamentais […] Se você deseja chegar a um setor de aviação líquido zero, esta é uma forma potencial de resolver a parte da poluição do ar, o que é significativo e de uma forma que é tecnologicamente bastante viável.”

– Steven Barrett, professor de aeronáutica e astronáutica do MIT. 

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A inserção da tecnologia turboelétrica nos aviões

A inserção de uma tecnologia dessas na “barriga” de um avião de mesmo nível que um Boeing 737, por exemplo, exigiria cerca de 0,6% a mais de combustível para um voo. Isso é o que torna o projeto muito mais viável do que a utilização de toneladas de bateria para o mesmo trajeto!

Veja também: Família ID e o processo de eletrificação dos produtos Volkswagen

Na imagem há um avião boeng na cor azul e branca
Boeng 737 não gastaria mais do que 0,6% com a inserção do dispositivo. Fonte: CNN

O novo design híbrido-elétrico – chamado também de “turboelétrico” -, pode chegar a eliminar cerca de 95% das emissões de Nox da aviação. E, com a implementação desse sistema em todas as aeronaves do mundo, seria possível reduzir as mortes prematuras em 92%!

No momento, a equipe trabalha em um projeto de impacto zero. Isto é, que além de não emitir Nox, não eliminaria dióxido de carbono e outros químicos. Para Barrett, é “[…] essencial chegar a zero impacto líquido sobre o clima e zero mortes por poluição”.

E você, acha que logo teremos aviões com propostas de menos impacto ambiental no mundo? Escreva nos comentários!


Fonte: Massachusetts Institute of Technology

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Letícia Nogueira Marques

Estudante de Engenharia de Materiais pela UFABC. Acredito que não há nenhum sonho que não possa ser realizado com um pouco de disciplina e criatividade.