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Saiba como a empatia pode influenciar no trabalho

por João Paulo Pinzon | 29/04/2020
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A empatia vem sendo a soft skill mais valorizada no mercado de trabalho brasileiro, entretanto o Brasil não se mostra tão empático assim. De acordo com a Universidade Estadual de Michigan (EUA), o nosso território ficou em 51° no ranking de empatia sendo que foram analisados 63 países para este estudo.

Esses são dados preocupantes, já que em outros países existem pesquisas mostrando o estrago da ausência desta competência entre os colegas de trabalho. Um exemplo é a recente pesquisa do instituto Gallup, constatando que mais da metade dos trabalhadores americanos estão insatisfeitos com o atual emprego e estão buscando ativamente uma nova oportunidade no mercado de trabalho, o que resulta em uma perda de produtividade em mais de 600 bilhões de dólares para a economia do país.

mulher olhando para o a mesa e usando computador entediada

Mas afinal, o que motiva todo este desgosto entre eles? A pesquisa aponta que a principal causa não é baixos salários e sim a falta de empatia na equipe de trabalho, alegando ter a necessidade de acolhimento, de serem ouvidas, da compreensão do grupo frente a suas capacidades e problemas pessoais, assim ocasionando uma perda de produtividade da empresa com esses empregados. Logo, não é apenas necessário reconhecer a importância da empatia, e sim treiná-la e cada vez mais esbanjar tanto no seu convívio familiar quanto nas suas relações de trabalho. Vamos entender um pouco mais sobre o assunto.

Empatia é definida no dicionário como o exercício de colocar-se no lugar do outro, ou seja, quando aquele seu amigo vem reclamar de uma situação ruim no trânsito, ser empático é se colocar no lugar dele, buscando agir ou pensar da mesma forma que ele naquelas circunstâncias.

Essa competência é fundamental no ambiente de trabalho para toda a equipe, mas principalmente para os líderes, que muitas vezes julgam as atitudes prejudiciais a empresa de seus subordinados sem saber dos fatores reais que levaram o empregado a tal ato, resultando no desconforto e um “climão” na equipe. Por isso, muitos desses empregados se demitem, desistindo das pessoas e não da empresa em si.

Para ser um bom líder é necessário ser empático, já que a satisfação dos funcionários relevantes a organização como um todo é fundamental para a produtividade da empresa, como aponta a pesquisa da Gallup.

Passos para a empatia

Ser empático não é só pensar como o outro, mas sim se colocar no lugar do outro. Então vamos ver quais são os quatro passos para ser empático em nossas relações.

Observe e seja curioso

A pessoa que está desabafando uma situação tem que entender que você realmente está ali ouvindo e é muito importante não interrompê-la com perguntas sem importância ao assunto e sim fazer perguntas e frases relevantes, que ajudem a pessoa a se situar e que norteiam a pessoa na ocasião.

Por exemplo:

 Foi no lugar tal? O que você ouviu? Espera, deixa ver se eu entendi…

Explore o sentimento dessa pessoa

Pergunte o que ela sentiu ou o que ela está sentindo. A gente sabe que o sentimento é a base para realmente entender, interpretar a pessoa, buscando esta carga emocional frente a esta situação. Mas devemos saber que existem momentos em que as pessoas não estão preparadas para conversar, principalmente quando estão extremamente irritadas, deixando seus sentimentos aflorar. Nesses momentos não adianta ser empático, você deve aguardar esta pessoa se acalmar e novamente tentar um novo diálogo.

pessoa demonstrando empatia por outra

Entender o que esta pessoa procura

Tente entender o que a pessoa quer com essa fala, com esse momento, buscando a necessidade que esta pessoa quer e o que causou o sentimento nela.

Por exemplo:

Quando a pessoa fala “Sua opinião é sempre negativa!”, esta pessoa necessita de um ambiente com mais alegria, com bom humor. Ou quando ela fala “Você nunca vê as qualidades do meu projeto!”, qual a necessidade? Reconhecimento.

Ação ou pedido

Empatia não é resolver o problema na vida do outro e sim mostrar que está ali e disposto. Então chega um determinado momento onde você pode fazer um pedido para ajudá-la ou incentivá-la a fazer o que deve ser feito.

Por exemplo:

“Eu ouvi você, entendi o que você está passando, posso te dar um conselho?”

“Eu não sabia que isso era tão ruim, a partir de hoje …”

Seja mais empático com a sua equipe, com os seus colegas de trabalho, com seus amigos, o mercado não só precisa disso como já busca esta competência em seus novos empregados. Pratique estes quatro passos que te contei!

Uma leitura recomendada sobre o assunto é a Comunicação Não-Violenta, de Marshall B. Rosenberg.

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João Paulo Pinzon

Engenharia de Produção na UFRGS em formação e Técnico em Automação Industrial. Não sou inteligente, mas sou disciplinado e acredito que unicamente a disciplina é o que leva-nos ao sucesso. Para mim, a base da sociedade moderna é a conjuntura da educação e inovação.

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