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A crise chegou! Sigo com a engenharia ou mudo de área?

por Miriam Gimenes | 13/04/2016
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Silhouette builder engineer by Shutterstock

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A crise atingiu a todos os setores da economia, sem exceção, e a Engenharia, não ficou imune à isso, infelizmente. Fico extremamente chateada quando diariamente sei de demissões e falta de projetos nas diversas áreas, principalmente nas de construção, energia, saneamento, petróleo e gás. E me pergunto nestas horas, o que fazer? Manter a mente no objetivo de conseguir uma recolocação profissional é a saída mais confortável, principalmente para quem é experiente. Mas, às vezes, mudar de ramo pode ser uma opção para que o dinheiro não falte na conta.
Conversei com o consultor de recrutamento Diego Barbosa, da Kelly Services Brasil, e ele diz que os profissionais de engenharia que atuam nos segmentos de óleo e gás, construção e automotivo sofreram um impacto maior nos últimos meses por estarem diretamente relacionados aos problemas políticos/econômicos atuais, vide os noticiários que assistimos nos últimos meses. “Porém, é importante ressaltar que, apesar do momento atual, a carreira de engenharia continua sendo umas das áreas que apresenta melhor empregabilidade. Isso porque há maiores possibilidades para profissionais qualificados, não somente nos quesitos técnicos, mas também nas aptidões desenvolvidas durante a formação, como a parte analítica e de solução de problemas”, diz.
Engineering students working in the lab by Shutterstock

Engineering students working in the lab by Shutterstock


Mas, mesmo dentro do cenário atual de instabilidade econômica que o país vive, alguns segmentos acabaram se beneficiando. É o caso, segundo Diego, da engenharia química, mecânica e de produção com atuação no agronegócio, mercado que ganhou força com a alta do dólar. “Para profissionais de engenharia elétrica o mercado de energia eólica (e demais energias limpas) têm despontado como grande atrativo”, ressalta.  O setor de engenharia civil ainda tem uma demanda grande, mas passa por uma readequação com a desaceleração do mercado imobiliário e descentralização das empresas com foco em infraestrutura.
O mercado de trabalho é mais amigável, no entanto, para os profissionais que se mostrarem flexíveis em aprender e desenvolver nova competência, que possam até mesmo atuar em empresas que sejam setores diferentes da que habitualmente buscaria vagas. “Um bom exemplo de alternativa são posições temporárias, que permitem aos profissionais se desenvolverem nestes aspectos e, além disso, construir uma nova rede de relacionamento”, sugere o consultor. O investimento na língua inglesa, acrescenta,  também é fundamental para ampliar as chances de contratação por empresas internacionais que estão investindo no Brasil.
E você? Está se preparando para os tempos mais difíceis? Como? Conta pra gente!

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