Engenharia 360

ESCOLHA A ENGENHARIA
DO SEU INTERESSE

Digite sua Busca

5 motivos para planejar obras utilizando BIM

por BIM na Prática | 29/11/2016
Copiado!

Assim como falamos no post sobre orçamento de obras, praticamos o planejamento rotineiramente, seja em uma viagem a passeio ou até mesmo em uma ída ao supermercado. O orçamento de obras nos diz quanto a obra vai custar, não é mesmo? Isso está diretamente ligado ao prazo da obra, soluções construtivas, logística do canteiro, produtividade das equipes, e uma série de outras estimativas, que resultam no que chamamos de planejamento de obras. Isso significa que planejamento e orçamento de obras andam juntos e devem ser trabalhados paralelamente para que tenhamos uma boa gestão da construção.
O planejamento de obra, como se conhece no mercado, diz respeito ao sequenciamento de atividades necessárias para a construção, estabelecendo relações de interdependência entre elas. Como assim? Por exemplo: em um sistema construtivo convencional, normalmente as instalações hidráulicas são embutidas nas alvenarias. Isso significa que as instalações hidráulicas de um banheiro só serão iniciadas depois que a parede deste banheiro foi erguida. Se a parede atrasar, a instalação atrasa. Se a instalação atrasa, atrasa o reboco, e assim segue.
Essa sequência construtiva é definida como plano de ataque. Num edifício com uma série de pavimentos tipo, é ideal estudar a melhor sequência executiva disponível através da elaboração de um plano de ataque, que será escalado para os demais pavimentos, considerando a melhor alocação possível de equipes.
Ao estabelecermos uma relação entre todas a as atividades necessárias para a construção de uma obra, temos o prazo final dela, o qual influencia diretamente o orçamento. Como? Uma obra tem custos fixos mensais (consumo de água e energia, corpo técnico, aluguel de equipamentos) e, com a variação do prazo de obra, variam também estes custo. É importante ressaltar que nem sempre menor prazo é o que as construtoras procuram: há empresas que optam por aumentar o prazo de obra, diluindo os custos mensais, de forma que o desembolso mensal ao longo da construção fique dentro do planejamento do fluxo de caixa da empresa. Esse estudo de desembolso mensal é feito quando fazemos o link entre o planejamento da obra (sequenciamento) e o orçamento. Dessa forma sabemos o que será executado, quando e a que custo: temos o cronograma físico-financeiro.
Aonde o BIM entra nisso? Um modelo tridimensional munido de informação permite a interligação do cronograma de obra (normalmente feito no MS Project) com os elementos deste modelo, de forma a termos um planejamento 4D: cada elemento possui 3 dimensões mais quando e por quanto tempo será construído. Esse link é feito em softwares BIM orientados à gestão como o Navisworks da Autodesk, ou ainda o VICO, que fornece uma tecnologia diferenciada de planejamento 4D, baseada nos conceitos de produtividade de equipes e linha de balanço. No VICO, é possível, por exemplo, operar diretamente no gráfico das linhas de balanço, literalmente arrastando as linhas de acordo com o objetivo de prazo traçado, de forma que o software recalcula a produtividade necessária para a execução de determinado serviço (cujo quantitativo está vinculado ao modelo), adequando o novo prazo e mantendo as relações de interdependência entre as tarefas

(Via)

(Via)

Então, vamos lá: quais são os 5 motivos para se utilizar BIM no planejamento de obras?

  1. Compatibilização de projetos: falaremos mais sobre em um novo post em breve. Resumindo a história, o BIM facilita muito o trabalho de compatibilização de projetos, seja pela possibilidade de automatização de detecção de interferências quanto pela própria visão espacial. Projetos mais compatíveis diminuem a possibilidade de imprevistos na obra e melhoram a assertividade do planejamento.
  2. Quantitativos: muito embora essa vantagem seja mais associada ao orçamento, uma maior precisão nos quantitativos também significa maior precisão do planejamento, já que o prazo é consequência direta da quantidade x produtividade.
  3. Facilidade de compreensão: uma visualização espacial/sequencial da obra sendo construída torna muito mais fácil entender o que está sendo planejado do que através de um cronograma de Gantt ou até mesmo de uma linha de balanço. Isso facilita também a elaboração de planos de contingência caso a execução esteja se distanciando da meta planejada.
  4. Planejamento de canteiro: um planejamento 3D permite a simulação de alocação de equipamentos no canteiro ao longo da obra, bem como depósito de materiais e consequentemente simulações de logística.
  5. Apelo visual: por mais que esta não seja uma vantagem diretamente associada a obra, simulações 4D são comumente utilizadas como uma forma de marketing para licitações de construção e apresentações para investidores, como uma amostra do alto nível tecnológico do planejamento que será empregado na construção.

 

Além disso, é sempre importante frisar que o BIM é muito mais do que uma metodologia de projeto, orçamento ou planejamento. É uma nova forma de se enxergar a concepção de uma construção, que pode atuar em todo o ciclo de vida de um projeto. A própria adoção do BIM já subentende conceitos de planejamento a partir do ponto de vista que estamos investindo mais tempo na resolução de projetos e estratégias de construção do que na remediação de problemas decorrentes justamente da falta ou a baixa qualidade da informação.

Copiado!
Engenharia 360
Artigo Patrocinado

Comentários