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Satélites Starlink menos brilhantes: SpaceX tenta tranquilizar profissionais da astronomia

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2 min

POR Kamila Jessie 12/12/2019

A gente já comentou aqui sobre a polêmica dos satélites Starlink, da SpaceX, estar atrapalhando a vida dos astrônomos. O nosso querido Elon Musk estava igualmente ciente disso, mas finalmente a companhia de foguetes e satélites de comunicação resolveu se manifestar e indicar que vai tornar os Starlinks menos brilhantes.

NASA, are you sure?

Foram vários os comunicados oficiais e não oficiais sobre a questão luz refletida pelos até então cerca de 120 satélites Starlink lançados à órbita da Terra estarem atrapalhando observações astronômicas e o potencial disso quando os lançamentos escalarem.

Mas não foram apenas os astrônomos reclamando pelo twitter e derivados. A NASA fez uma publicação recente, em que os novos satélites Starlink são capazes de refletir a luz do sol. No composto da foto de 33 exposições, faixas paralelas dos satélites Starlink são visíveis no sul do Brasil. Os girassóis na imagem pontilham o primeiro plano, enquanto um meteoro brilhante foi capturado por acaso no canto superior direito.

Essa coisa de refletância dos satélites não é de todo uma novidade. A constelação de 66 satélites Iridium de primeira geração lançados a 20 anos atrás produziu um brilho tão grande que podia ser vista durante o dia. A maioria desses satélites antigos do Iridium, no entanto, foi desorbitada nos últimos anos. A tendência dos Starlinks, contudo, é aumentar em várias ordens de grandeza na órbita da Terra.

starlink rastro
Imagem: Egon Filter, NASA.

Shine bright, like a Starlink

Depois de tanto alvoroço, a SpaceX finalmente se manifestou. Em uma coletiva de imprensa, o chefe de operações da empresa, Gwynne Shotwell, veio na defensiva dizendo que ninguém havia antecipado a questão.

Em resposta a toda pressão, a SpaceX disse que testará um revestimento experimental que visa tornar seus satélites Starlink menos refletivos. De acordo com Shotwell, o revestimento estará na parte inferior de um (!) dos 60 novos satélites que serão lançados em órbita ainda este mês.

A empresa deseja testá-lo antes de aplicá-lo a mais satélites no futuro, já que as propriedades anti-reflexivas podem criar mudanças térmicas que afetam adversamente o desempenho. Shotwell acredita que a solução será modificada sobre “tentativa e erro” para fazê-la funcionar com segurança e corretamente.

Uma solução mais eficaz seria colocar os satélites em órbitas mais altas, mas isso requer transmissores mais potentes. Isso acarretaria custos para a empresa e, aparentemente, não é a alternativa mais bem quista.

Fonte: Space News.

satélites de comunicação
starlinks

Kamila Jessie

Doutoranda em Hidráulica e Saneamento na USP, formada em Engenheira Ambiental e Sanitária, sonhadora em tempo integral, amante de ciências e inventividades.

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