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Planos de reconhecimento facial em Singapura levantam questionamentos sobre privacidade

por Larissa Fereguetti | 21/10/2020
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A ideia é que o reconhecimento facial comece a ser usado para acesso a serviços diversos no ano que vem.

Singapura será o primeiro local a usar o reconhecimento facial no programa de identificação nacional. Do ponto de vista tecnológico, a proposta é interessante, mas desperta uma grande preocupação: até onde vai a privacidade?

A proposta é que, a partir de 2021, milhões de pessoas que vivem em Singapura poderão acessar agências governamentais, bancos e outros serviços apenas com o escaneamento facial. Com isso, não haverá necessidade de uma senha de segurança.

O problema é que, enquanto por um lado a vida fica mais fácil – assim como quase toda tecnologia – ela também levanta alguns problemas, como a falta de privacidade, insegurança e vulnerabilidade. Atualmente, a verificação facial já é adotada para muitos procedimentos, como para desbloqueio de telas e alguns pagamentos, além de verificações de segurança em aeroportos.

reconhecimento facial imagem ilustrativa de rosto digital escaneado via celular
Imagem: roboticsandautomationnews.com

No caso de Singapura, o projeto é bem ambicioso e visa adicionar o reconhecimento facial a um banco de dados de identificação nacional. A tecnologia consiste em capturar fotos do rosto de uma pessoa sob diferentes intensidades de luz. Tais imagens são comparadas com os dados do governo, como passaportes e outros documentos de identificação.

Um dos problemas relacionados a essa tecnologia é sobre algumas agências governamentais escaneando rostos em aglomerações de pessoas para identificar criminosos. É preciso considerar que essas tecnologias não são perfeitas e podem cometer muitos erros. Um deles nós já mostramos aqui no Engenharia, é o fato de que as tecnologias de reconhecimento facial possuem viés para afrodescendentes e asiáticos, o que poderia levar à identificação errada.

A insegurança de muitos ativistas é sobre como esses dados serão usados. Mesmo que os eless sejam destinados exclusivamente para determinados usos, não é garantido que não vai acontecer algo (como ataque hacker, venda de dados, etc.). Como toda tecnologia, é preciso buscar uma solução ética que não ultrapasse determinados limites de privacidade.

Referências: TechXplore

O que você acha desse limite do uso de reconhecimento facial para serviços assim? Deixe seu comentário!

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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