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Quais as diferenças entre o gesso e o drywall? | 360 Explica

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por Redação 360
| 18/09/2015 | Atualizado em 22/02/2021 5 min

Quais as diferenças entre o gesso e o drywall? | 360 Explica

por Redação 360 | 18/09/2015 | Atualizado em 22/02/2021
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O gesso convencional e o drywall (conhecido também como gesso acartonado) podem ser boas opções para reformas e construções! Conheça mais!

+ O Gesso

O gesso para construção civil é um material pulverulento (pó) branco, obtido pela calcinação de uma rocha chamada gipsita.

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Atualmente, os maiores produtores mundiais de gipsita são: Estados Unidos da América (17%), Irã (10%), Canadá (8%), México (7%) e a Espanha (6,8%). O Brasil possui a maior reserva mundial, mas só representa 1,4% da produção mundial.

Apesar de ter crescido nos últimos anos, o consumo per capita de gesso no Brasil é bastante baixo se comparado com o que ocorre em outros países da América do Sul, sendo esse um indicador importante do potencial de crescimento de consumo no país, nos próximos anos.

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Consumo per capita de gesso em alguns países da América do Sul

O mineral gipsita é um sulfato de cálcio di-hidratado, que ocorre em diversas regiões do mundo e que apresenta um amplo e diversificado campo de utilizações. O grande interesse pela gipsita é atribuído a uma característica peculiar que consiste na facilidade de desidratação e reidratação.

O uso do gesso na construção civil é conveniente devido às suas propriedades, como a facilidade de moldagem, boa aparência e ótimas propriedades térmicas e acústicas.

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+ O sistema Drywall

Dentre as muitas técnicas construtivas de vedação, o drywall é um sistema pré-fabricado em placas e perfis metálicos leves que são parafusados e tratados com massas e outros acessórios para o tratamento de juntas e arestas. Quando designado como drywall é o um sistema empregado no interior da edificação, em forros, revestimentos e paredes não estruturais, em ambientes secos ou úmidos.

O drywall é um sistema normatizado pela ABNT NBR 15.758:2009 - Sistemas Construtivos em Drywall, que descreve todos os procedimentos executivos de montagem dos sistemas e traz um capítulo específico com orientações sobre recebimento dos serviços.

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A norma é dividida em três capítulos: um dedicado às paredes, outro que discorre sobre os forros e uma terceira parte específica sobre os revestimentos em gesso. De acordo com a norma, todo o sistema composto pelas chapas de gesso, perfis estruturais de aço galvanizado, massas e fitas para tratamento de juntas, assim como parafusos e acessórios para drywall, devem atender critérios de desempenho, durabilidade e aplicação.


+ Como tudo começou?

A chapa de gesso acartonado foi desenvolvida em 1898, por Augustine Sackett, nos Estados Unidos.  A instalação no Brasil de fábricas de chapas de gesso para drywall, iniciada em meados dos anos 90, representou o início da evolução dos números relativos ao desempenho comercial da tecnologia no país. Ainda assim, no que diz respeito à utilização desse sistema construtivo, o Brasil ocupa posição bastante modesta no cenário internacional. Os gráficos a seguir mostram a presente situação da utilização do drywall no mundo e sua evolução no mercado brasileiro.

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Consumo de chapas de drywall ano 2013 (m²/habitante)
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Consumo de chapas de drywall entre 2004 e 2013 (m²)

+ Processo de fabricação

Como a gipsita é um minério extraído da natureza, que passa por processo de moagem até se transformar em pó bem fino. O material é submetido a altas temperaturas para que vire gesso através do procedimento denominado calcinação. O gesso será a base de todo o processo de produção das placas de drywall.

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Processo de Fabricação das Chapas de Gesso Acartonado (Drywall)

A primeira etapa da linha de produção é o estiramento da bobina de papel cartão. Este é o material que envolve a placa de drywall. No misturador, o gesso calcinado, ainda em pó, recebe aditivos e água, gerando uma pasta. A mistura é então lançada sobre o papel cartão, estirado na esteira. A extrusora define a espessura da placa de gesso, que ainda está em estado de pasta. Ainda na extrusora, uma segunda folha de cartão é adicionada, formando a placa de duas faces de papel. Sobre a correia de formação, o gesso reage com a água, provocando o endurecimento da placa antes que seja cortada.

Na guilhotina, com o gesso já endurecido as placas são cortadas conforme padrões de normas técnicas e a necessidade do mercado. O secador retira toda a água livre das placas de drywall, que ainda estão úmidas, secando-as por completo. Na transferência seca, formam-se os estoques. A máquina faz acabamentos finais de corte e agrupa placas em pares, de forma a deixar suas faces protegidas para estoque e para manuseio durante o transporte. Prontos, os paletes são o fim do processo de fabricação. Depois, eles serão embalados e encaminhados aos centros de distribuição.

+ Aplicações de gesso em drywall

Além da aplicação do gesso na fabricação das chapas conforme anteriormente descrito no processo de fabricação, o gesso pode ser incorporado às argamassas para colagem, reparo e acabamento do sistema.

Quando o revestimento em drywall é colado, é considerado o mais simples e destinado, em geral, ao acabamento interno de paredes externas de alvenaria ou concreto, desde que estas não apresentem grandes variações superficiais. É executado por meio da fixação direta de chapas para drywall sobre a parede por meio de argamassas colantes à base de gesso. Ou seja, nesse caso o gesso é utilizado como componente da argamassa para fins de colagem das placas.

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Outra aplicação do gesso é na massa para cobertura de furos ou tratamento das juntas, chamada de massa de rejunte que pode ser em pó ou pronta para uso.

Para evitar que após o acabamento final da divisória o aspecto seja de um elemento modular, realiza-se o rejuntamento entre as placas de gesso que já vem com as bordas rebaixadas para que a divisórias fiquem niveladas quando da aplicação do rejunte.

+ Aditivos para gesso e massa

Ao longo do tempo a indústria de base tem fornecido soluções para alterar e melhorar as propriedades do gesso bem como das argamassas e massas prontas compostas por esse material. Isso se dá através de aditivos que são substâncias adicionadas a outras em quantidades relativamente pequenas para dar ou melhorar as propriedades desejáveis ou suprimir as indesejáveis. Abaixo, alguns exemplos de aditivos.

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  • Espessantes celulósicos

Os aditivos à base de éter de celulose são destinados a melhorar o desempenho das massas de gesso utilizadas na fixação das fitas aplicadas às juntas entre chapas. Segundo o fabricante, estes aditivos ajudam melhorar a resistência às trincas, a absorção de água, a aderência à fita, a resistência à deformação, além de promover melhor trabalhabilidade e rendimento.

  • Látex em Pó Redispersível

Os pós de polímeros redispersíveis são, por definição, polímeros na forma de pó que adquirem suas propriedades originais pela adição de água. Nas massas de gesso são adicionados alguns tipos de pós de latéx (Redispersible Latex Powders - RLP), que combinam os benefícios adicionados pelo látex líquido com a conveniência e vantagens do manuseio e armazenamento de sistemas secos. Esses aditivos conferem flexibilidade e maior aderência à massa de gesso.


+ Texto por Gilberto Strafacci Neto,Mestrando pelo IPT, Engenheiro Mecânico pela Universidade de São Paulo e CSSBB pela ASQ.


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