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Smart City: O futuro das cidades

por Eduardo Mikail | 18/09/2015
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O que são cidades inteligentes? As chamadas Smart Cities.

As cidades tidas como inteligentes evoluem na direção de uma forte integração entre todas as dimensões da inteligência disponíveis em uma cidade, seja ela humana, coletiva ou artificial.
Segundo a World Foundation for Smart Communities, uma Comunidade Inteligente é uma comunidade que faz um esforço consciente para usar a tecnologia da informação para transformar a vida e o trabalho dentro de seu território de forma significativa e fundamental, em vez de seguir uma forma incremental.
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Buscando entender um pouco mais sobre como se dá essa associação de cidades digitais ao crescimento inteligente, aproveitamos nossa participação no congresso Autodesk University 2015 e batemos um papo com o vice-presidente da Autodesk, o americano Andrew Anagnost, que contou um pouco pra gente sobre os conceitos e perspectivas para as cidades inteligentes na visão de quem contribui para o desenvolvimento delas através da tecnologia:

Blog da Engenharia: Qual o conceito de uma “Smart City” (Cidade Inteligente)?

Andrew Anagnost: Uma cidade inteligente é capaz de mensurar o quanto de um recurso está sendo usado e responder como está sendo utilizado através de dados. Então, uma cidade realmente inteligente produz e usa sua própria energia, administra sua energia com mais eficácia e sabe como utilizá-la, entende como sua infraestrutura está funcionando e é capaz de adaptar para ser mais eficaz. Dessa forma, uma cidade inteligente é de inúmeras maneiras, uma cidade instrumentada, que tem uma base de dados inteligente que nos diz o que está sendo feito e como, e esses dados são utilizados para averiguar como essa cidade funciona. Outro aspecto de uma cidade inteligente é quão sustentável ela é: produz sua própria energia? É capaz de estabelecer um fluxo de captação de águas pluviais mais eficaz? Todas essas coisas estão sendo feitas do modo mais sustentável possível? Então isso é o que uma cidade inteligente é.
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Blog da Engenharia: Como esse novo conceito pode influenciar as cidades que não são inteligentes? E quais os impactos para sociedade?

Andrew Anagnost: Se as cidades não se tornarem “inteligentes” elas se tornarão cada vez mais habitadas, continuarão a ter problemas com o abastecimento de água e energia, com o desperdício, ficarão mais poluídas e assim sendo, mais nocivas à saúde da população, além de se tornar mais cara. Existem inúmeras complicações para uma cidade que não é sustentável por si própria, dependendo de outras fontes de abastecimento. Pode-se dizer que uma cidade que não é inteligente é uma cidade suja. Além disso, se as cidades não se tornarem inteligentes elas não poderão crescer de maneira inteligente. Como poderão sustentar a população e ainda assim prover qualidade de vida aos cidadãos? Uma cidade precisar se tornar inteligente ou ela se tornará um lugar difícil de se viver em sociedade.

Blog da Engenharia: Quais são as expectativas e os principais desafios para o desenvolvimento de cidades inteligentes no Brasil, em meio à crise política e econômica atual?

Andrew Anagnost: É bastante difícil quando se está passando por uma desaceleração econômica, no sentindo de investimento nas cidades inteligentes. Não quero ser tão político quanto ao Brasil, pois talvez tenham investido erroneamente nos últimos anos, entretanto, apesar da crise econômica, o melhor a se investir é em recursos sustentáveis. Pense nos custos das ruas e estradas, você as vê todos os dias, qual o número de carros que passam por lá? O que um sistema que pode conectar as pessoas de um lugar ao outro com mais eficácia poderia fazer? O que um sistema como esse poderia fazer por São Paulo, por exemplo? Teria um impacto enorme na qualidade de vida, no número de carros nas ruas e na quantidade de energia consumida. A questão é, como mesmo em uma época de crise econômica você se permite não investir na estrutura de uma cidade inteligente? Se não houver esse investimento, o que você estará fazendo é apenas perpetuar os problemas, que só ficarão piores com o passar dos anos. Eu não vejo melhor hora para investir em sustentabilidade, mesmo com a desaceleração da economia, para se tentar fazer com que as cidades sejam melhores de se viver, mais inteligentes e mais acessíveis a população.
 
 

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Eduardo Mikail

Engenheiro Civil, empresário e empreendedor digital. É fundador do Engenharia 360 e sócio-fundador da Bronks content., produtora de conteúdo e projetos digitais. Formado em Engenharia Civil e Administração com especialização em Marketing pela ESPM, já trabalhou em uma das maiores construtoras do país e hoje está à frente da Mikail Arquitetura e Engenharia. Interessado por tecnologia, iGadgets e nas horas vagas curte viagens, música e fotografia. Segue lá no Instagram @eduardomikail

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