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Prepare-se para o futuro: CEO da Tesla acredita na fusão de humanos e máquinas em breve

por Larissa Fereguetti | 07/03/2017
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Extraterrestres? Baratas? Pinky e Cérebro? Não, não e não! É provável que o mundo seja dominado pelas máquinas.

Imagem: cbinsights.com

O questionamento sobre a independência das máquinas e a dominação da humanidade não é novo. Recentemente, o CEO da Tesla, Elon Musk, afirmou que acredita na fusão de entre humanos e máquinas e que, em breve, a inteligência artificial (IA) se fundirá com a inteligência biológica. Ele investiu uma fortuna em IA nos últimos anos.

A lógica de Musk diante a ameaça de que as máquinas vão dominar a humanidade é semelhante ao velho ditado “já que não pode vencê-los, junte-se a eles”. De acordo com o CEO, uma interface de alta largura de banda para o cérebro pode auxiliar a simbiose entre máquinas e humanos. Quem assistiu ao filme Ex Machina (2015) (e saiu cheio de dúvidas do cinema) pode ter uma ideia bem clara a respeito da IA e da relação homem-máquina.

Imagem: wired.com

As máquinas possuem uma velocidade de comunicação bem maior que a dos humanos e isso é um dos fatores que Musk acredita que contribui para a simbiose. Nós somos capazes de nos comunicar a 10 bits por segundo digitando, por exemplo, enquanto computadores podem se comunicar a trilhões de bits por segundos.

Colocando de lado o medo da dominação pelos computadores, podemos fazer uma comparação da fusão entre máquinas e homens com a época da Revolução Industrial. O conceito de máquina como uma extensão do homem já levantava questionamentos sobre o quanto as novas tecnologias prejudicariam a humanidade ao tirar empregos.

Imagem: huffingtonpost.com

Ao falar sobre a inteligência artificial, Elon Musk cita os carros autônomos e como alguns motoristas devem perder o emprego em breve. Outros empregos também podem ser ameaçados no futuro, como operadores de telemarketing, consultores financeiros e médicos.

+A evolução das máquinas

Para se ter uma ideia sobre como funcionaria um sistema para substituir alguns profissionais, podemos pensar no Akinator, um jogo conhecido como gênio da internet. O Akinator foi lançado em 2007 e possui um gênio virtual que tenta adivinhar sobre qual personagem o jogador está pensando. O gênio faz perguntas e o jogador responde “sim”, “não”, “não sei”, “provavelmente sim” ou “provavelmente não”.

O jogo possui um banco de dados e, à medida em que as perguntas são respondidas, o gênio vai eliminando possibilidades até que sobre a resposta que você pensou. Quando erra ou não sabe a resposta, ele solicita que você escreva o nome do personagem e o incorpora ao banco de dados. É como se ele aprendesse com as respostas novas. Da mesma forma que o gênio faz as perguntas, uma máquina poderia receber as informações para solucionar o seu problema ou para chegar ao diagnóstico de uma doença.

O aprendizado das máquinas é comparado ao aprendizado de uma criança. Com o passar do tempo, ela necessita de menos assistência para aprender, assim como as máquinas vão incorporando informação por meio da experiência.

Recentemente, mostramos aqui no Blog da Engenharia que alguns funcionários de uma seguradora japonesa serão substituídos por um sistema de inteligência artificial. Nesse texto, apresentamos o teste de Turing, um dos marcos iniciais da IA, que surgiu após a Segunda Guerra Mundial. O teste consiste em verificar se uma máquina consegue agir como um humano quando interrogada.

Imagem: theconversation.com

+Saiba mais

Apesar de todo o questionamento, as máquinas fazem parte do cotidiano. As de escrever, por exemplo, permitiram que os livros fossem datilografados e as copiadoras eliminaram a necessidade de datilografar as cópias. Em seguida, os computadores eliminaram o problema de redigitar uma página ao errar uma letra e, atualmente, você nem cogita a ideia de escrever sua monografia à caneta ou em uma máquina de datilografar. Da mesma forma, a IA começou a fazer parte da nossa vida, como os assistentes de smartphone (Siri, Cortana, Google Assistant, etc.) e substituindo funcionários em empresas, por exemplo. Como Elon Musk citou, os carros autônomos estão próximos de uma popularização e, consequentemente, não deve demorar a tornarem-se tão comuns quanto um smartphone.

Para finalizar, vamos levantar um questionamento: que tipo de pergunta você faria para diferenciar um humano de uma máquina em um teste de Turing? Deixe sua resposta nos comentários!


Referências: CNBC; Mail Online; The Verge; Wired.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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