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Pokemon Go vira ferramenta de professores e ajuda crianças autistas

por Clara Ribeiro | 12/08/2016
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Como lidar com a febre mundial do Pokemon Go? A resposta é dada por alguns professores do Brasil e do exterior, que têm constatado a força do aplicativo no dia a dia de aprendizagem.
É isso mesmo que você leu. O app que foi lançado no dia 3 de agosto, já tem mais de 21 milhões de usuários ativos e muitos deles não pensam em outra coisa a não ser capturar Pokemons. Percebendo o vício instalado nas salas de aula, os professores criaram táticas para inserir o jogo nas disciplinas.
Para se ter uma ideia, os usuários tem passado mais tempo no Pokemon Go do que nas principais redes sociais. Veja o resultado de pesquisa realizada pela SensorTowers:

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Crédito: SensorTower


Bom, não é de hoje que os educadores precisam incorporar as novidades para atrair seus alunos. Com realidade aumentada – mistura de elementos do mundo virtual  e do mundo físico – o jogo dá inúmeras possibilidades para se trabalhar matérias do ensino fundamental e médio, como matemática, biologia, física, química, geografia e artes, além de contribuir para a interação e sociabilidade dos alunos.
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Crédito: Correio 24 Horas

Pokemon Go para ensinar Trigonometria

Para exemplificar melhor o que estamos dizendo, encontramos um vídeo do professor Eddi Antonini, que dá aula em cursos técnicos de eletrônica e eletrotécnica da ETEC de Itapeva, interior de São Paulo.
Durante a aula ele utilizou de uma situação hipotética do jogo – quando se espera para fazer um ovo Pokemon chocar – para explicar conceitos da trigonometria e do Teorema de Pitágoras. A explicação é sensacional! Veja só:

Essa, no entanto, não é a primeira vez que Antonini se aproveita de símbolos da cultura do dia a dia para integrar às disciplinas que leciona. A ideia, segundo ele, não é substituir os métodos tradicionais, mas acrescentar formas mais aproximadas da vida dos alunos. “Quando lançou o filme do Thor, por exemplo, eu criei uma situação hipotética para usar a Bifrost como exemplo de condutor elétrico“, conta.

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Crédito: Olhar Digital


 

Exemplos de como o Pokemon Go pode ajudar na aprendizagem

Como deu para notar, a atualização dos professores sobre o que acontece no mundo, sobretudo o tecnológico, é muito importante para melhorar a qualidade e efetividade de suas aulas. Conheça alguns exemplos de como o game Pokemon Go pode ser utilizado em sala de aula, como método incentivador para os alunos:
Linguagem

  • Criar redações baseadas na história dos personagens.
  • Criar um diário sobre seu avatar no jogo, locais visitados, etc.

Matemática, química e física

  • Ensinar probabilidade utilizando as características (poderes e pontos fracos) dos Pokemons perante seus adversários.
  • Problemas com diagramas de Venn e Carrol utilizando agrupamentos de Pokemons.
  • Atividades de estatística, incluindo gráficos com as informações numéricas dos Pokemons, como peso e altura.
  • Aproveitar-se do círculo que determina a área de “caça” dos Pokemons, para trabalhar diâmetro.
  • Cálculo do tempo e distância para a captura dos monstrinhos.
  • Conceitos de química na previsão dos vencedores nas batalhas, de acordo com os elementos de cada Pokemon: água, terra, fogo e ar.

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Crédito: Juarez Rodrigues/EM/DA Press


Biologia 

  • Conceitos de evolução.
  • Diversidade na natureza, seleção natural (por que alguns Pokemons são mais comuns, por que alguns são mais fortes que outros, etc).
  • Localizações dos Pokemons em certos “habitats” e horários para aparecerem.
  • Conceitos de reprodução animal – no jogo é possível encubar ovos.

Geografia

  • Aprender sobre mapas, direcionamento, posicionamento, pontos cardeais, sensação de espaço, etc.

Artes

  • Desenhar os Pokemons capturados
  • Estudo das cores dos Pokemons
Road safety professionals issue a warning to road users: Don't play Pokémon Go and drive. The viral sensation released this month has players staring at their phones catching and training Pokémon creatures. “Pokémon” (which translates to “pocket monster”) first took America by storm as a card game in the late 1990s and is exploding into the national consciousness again. It is a nostalgia trip and wish fulfillment for the generation of 20-to-30-somethings who grew up with the game and a new challenge for younger players. The latest version uses a phone’s sensors, camera and GPS technology to create a sort of augmented reality that allows players to catch and train Pokémon in the real world. Unlike most video games, “Pokémon Go” encourages or even requires players to walk and explore the outdoors. The game is becoming so popular that it was on the verge of overtaking Twitter on Monday in terms of active users, and had already overtaken the popular dating app Tinder. But the game poses safety hazards on the roadways -- for drivers and people walking on the streets, one road safety officer warns. “This new, all-consuming Pokémon Go craze has caught the entire country by surprise, and as such we are concerned about the consequences playing this game can have on road safety,” said Road safety officer with Mayo County Council Noel Gibbons in a statement.

Crédito: Irish Daily Star

Crianças autistas ganham ajuda de Pokemon Go!

Os benefícios do game, quando usado de forma consciente, não são poucos. Ele ainda pode ser um instrumento utilizado na aprendizagem de crianças com autismo.
O exemplo disso vem da Austrália, onde uma escola para alunos com necessidades especiais tem incentivado eles a jogarem Pokémon Go, dentro e fora do período de aula.
Num primeiro momento a notícia pode parecer chocante, mas Craig Smith, professor especialista em autismo atesta que há resultados positivos para essas crianças, quanto à interação social e ao didatismo na aprendizagem. Ele explica que o nível de concentração nos estudos aumenta com o interesse pelo jogo.
Ainda segundo o profissional, pessoas com autismo têm dificuldades para interagir com outras em atividades coletivas. Contudo, a febre do Pokemon Go trouxe novas expectativas para seus alunos, e criou um ambiente onde eles buscam conversar uns com os outros e participar de atividades quando se trata desta novidade.

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Crédito: Complexo Pequeno Príncipe


Essa visão quebra muitas barreiras do ensino e ainda precisa conquistar muitos estudiosos. Os exemplos acima só mostram como é possível utilizar elementos do cotidiano e do entretenimento dos alunos a favor do conhecimento.
Fontes: G1 e tvi24

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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em arquitetura e engenharia. Ávida consumidora de informação; viciada em produzir conteúdo; amante das letras, das artes e da ciência.

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