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Os 4 pilares do Lean para a Mentalidade Ágil

por Engenharia 360 |
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Os métodos ágeis são uma alternativa à gestão tradicional de projetos, e nasceram nos braços do desenvolvimento de software. Hoje podem ser aplicados a qualquer tipo de projeto (inclusive os que não remetem ao desenvolvimento de software).

Lean para a Mentalidade Ágil
Imagem: videoblocks.com

+ A Mentalidade Ágil

A consolidação da mentalidade ágil exige mudanças culturais, quebras de paradigmas e possíveis reestruturações na organização e dos seus processos. Seguir no caminho da transformação parte da coragem de desbravar e ter o pleno entendimento que estamos tratando de uma mudança cultural. Nesse sentido, é importante e recomendado resgatar algumas premissas da jornada Lean.

+ Transformação Cultural

John Shook, que aprendeu essa nova forma de pensar – ou metodologia – na Toyota quando a montadora abriu sua primeira planta nos EUA, diz que a maneira mais efetiva de mudar uma cultura é mudar primeiro o comportamento das pessoas.

O modelo de transformação cultural proposto por Shook não tenta modificar a maneira como as pessoas pensam, mas como elas agem. Para isso, faz uso de processos bem-estruturados capazes de facilitar as tarefas do dia a dia e permitir que todos aprendam e se desenvolvam.
Dessa forma, destaquei quatro aspectos da mentalidade Lean que são importantes para moldarmos comportamentos a partir de processos mais eficientes, eficazes e seguros:

1) Hansei

Hansei (“auto-reflexão”) é uma ideia central na cultura japonesa e na mentalidade Lean. Seu significado prático é admitir o próprio erro e garantir a melhoria. Diz respeito a conduzir reuniões para avaliação das oportunidades de melhoria e reflexão sobre as opções realizadas e como elas podem ser aperfeiçoadas.

Na mentalidade Ágil, o Hansei pode ser traduzido nas sistemáticas de retrospectiva, na responsabilidade compartilhada, na transparência e assertividade na comunicação e principalmente no aprendizado constante com as falhas.

Lean para a Mentalidade Ágil
Imagem: setecnet.com.br

2) Jishuken

Jishuken (“auto-aprendizado”) são workshops colaborativos “hands-on” onde os colaboradores aperfeiçoam suas habilidades com base na repetição e erro. É uma das formas de desenvolvimento do Shuhari. O Jishuken pode levar de uma semana a vários meses.

Na mentalidade Ágil, o Jishuken pode ser traduzido nas práticas de construção colaborativa com equipes multifuncionais de forma prioritariamente visual e prática. Aparece também no direcionamento constante para construção do MVP (Minimum Viable Product) para posteriores ciclos de melhoria e refinamento com base no aprendizado.

3) Heijunka

Heijunka (“nivelamento da produção”) é o planejamento, gestão e controle do tipo e quantidade de produção durante um período de tempo fixo. Isso permite que a produção (ou entrega de produtos) satisfaça as demandas dos clientes, evitando o processamento por lotes muito grandes, resultando assim em estoques ou entregas menores.

Lean para a Mentalidade Ágil
Imagem: leanlab.name

Na mentalidade Ágil, o Heijunka pode ser traduzido na elaboração das entregas com base no tempo e não no escopo, ou seja, as entregas devem ocorrer com maior freqüência sempre em períodos de duas ou quatro semanas (Sprint do Scrum).

Deve-se fragmentar o produto ou processo a ser construído em pedaços (temas, épicos ou historias) menores que deverão ser priorizados conforme o maior incremento de valor percebido pelo cliente de tal forma a garantir as melhores entregas no menor tempo possível.

4) Kaizen

Kaizen (“mudança para melhor”), refere-se a filosofia ou práticas que incidem sobre a melhoria contínua dos processos. Descrito pela frase “Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje”.Kaizen estabelece que é sempre possível fazer melhor e que nenhum dia deve passar sem que alguma melhoria tenha sido implantada.

Na mentalidade Ágil, o Kaizen pode ser traduzido pela práticas constantes de avaliação, análise crítica e melhoria do processo de desenvolvimento.
É muito visível no foco dado em se coletar a percepção e a experiência do cliente, aumentando o número de interações, gerando entregas focadas no maior incremento de valor e não num escopo fechado.G

Gilberto Strafacci Neto
Engenheiro Mecânico pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, mestrando em engenharia pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Master Black Belt e sócio-consultor do Setec Consulting Group (www.setecnet.com.br), Certified Six Sigma Master Black Belt pela American Society for Quality (ASQ) e Certified Scrum Master pela Scrum Alliance (Ver PERFIL).

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