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Objeto exposto no MET de Nova York revela paleta de cores utilizadas no Egito Antigo

por Simone Tagliani | 09/02/2021

Um objeto exposto em Nova York, que pertenceu ao descobridor da tumba de Tutancâmon, dá uma prévia sobre as cores utilizadas na Arte do Egito Antigo

O homem sempre gostou de ouvir histórias sobre as culturas antigas e sempre foi fascinado por observar relíquias resgatadas em sítios arqueológicos. É uma maneira de viajar no tempo e tentar descobrir o que aconteceu ao longo dos séculos aqui na Terra. Algumas destas peças encontradas inclusive nos dão uma perspectiva diferente sobre como as pessoas viviam no passado, o que lhes era essencial, o que apreciavam mais.

Sabemos que a arte sempre acompanhou o desenvolvimento humano, prova disso são as mais diferentes pinturas rupestres e hieróglifos já encontrados – inclusive na Amazônia. E uma peça bem peculiar, guardada no acervo do MET, em Nova York – recentemente divulgada nas mídias, demonstra ainda mais a força que a arte teve na história mundial. Saiba tudo sobre ela no texto a seguir!

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Arquitetura Egipcia
Pirâmides egípcias (imagem de PXhere)

O objeto

A peça artística que ficou recém-famosa na Internet pertencente hoje ao MET, é originária do Antigo Egito e pode ter sido criada entre 1390 e 1352 a.C.. Trata-se de uma placa de mármore, com poucos centímetros de comprimento e tendo seis buracos na parte superior onde, acredita-se, um artista costumava armazenar certa quantidade de tinta – que poderia ser para a pintura de retratos ou para a escrita diplomática. Mas antes de chegar ao museu, ela estava de posse de Lord Carnarvon, o mesmo que lançou a expedição que acabou descobrindo a tumba de Tutancâmon, em 1923.

paleta de cores utilizadas no Egito Antigo
(imagem de Megacurioso)

A paleta egípcia

Na peça guardada no museu nova-iorquino, está gravada uma inscrição dizendo que a mesma era de um serviçal do faraó Amenós III – também conhecido como “O Magnífico”, líder da 18ª dinastia do Império Novo e responsável por grandes obras de expressão artística deste período. Também é possível detectar nela alguns fragmentos intactos de tinta em seis tons diferentes – vermelho, verde, azul, amarelo, preto, branco -, cada qual indicado por um símbolo particular. E, sendo assim, ficou conhecida como “a paleta de cores mais velha já registrada pelo homem“.

paleta de cores utilizadas no Egito Antigo
(imagem de Hypeness)

A importância da descoberta

A cor sempre foi uma questão importante na elaboração artística em várias culturas, mas em especial nas culturas antigas – incluindo os gregos e os romanos -, algo fortemente relacionado com tradição, religião e simbolismo. Acredita-se que o motivo das cores nesta paleta egípcia ainda estarem bem preservadas em tons vibrantes, depois de milhares de anos, seria em razão de seu processo de fabricação – a partir de elementos extraídos da natureza.

desenho de faraós antigos
(imagem de Aventuras na História UOL)
imagem de faraós antigos
(imagem de Rosetta dos Ventos)

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Estudar uma peça como esta é algo precioso para os historiadores, ajudando os a entender como estas pessoas do passado retratavam sua “visão de mundo egípcio”, quais seus aspectos imaginativos, além dos parâmetros adotados pelos artesãos. Eis o que eles sabem quanto as cores da paleta:

  • Vermelho: utilizado, por exemplo, para a representação de tronos, discos solares, montanhas, portas das naos, pupila de olhos, figos, pães, hipopótamos, jubas de leões e vestes.
  • Verde: utilizado para a representação de flores, partes de deuses e vestes.
  • Azul: utilizado para a representação de tronos, flores de lótus, cabelos de deuses e bancos.
  • Amarelo: utilizado para a representação de cântaros, pães, esteiras, colunas, braseiros, colares, cestos, barcas, gatas, luas, panteras, carneiros e vestes.
  • Preto: utilizado para a representação de andorinhas e morte.
  • Branco: coisas sagradas, como as utilizadas em rituais.
significado das cores no Egito antigo
(imagem de Slideplayer – Publicado por Cauã Betancourt)

Fontes: Megacurioso, Rosetta dos Ventos, Hypeness.

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; especialista em Artes Visuais; estudante de Jornalismo Digital e proprietária da empresa Visual Ideias - Redação, Edição e Produção de Conteúdos.