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Cérebro Pandêmico: o que é e qual o seu impacto no cotidiano? | 360 Explica

por Ana Claudia Santos | 07/09/2021

Parece que a Pandemia está nos afetando mais do que pensamos. Inclusive, estudos revelam a geração de um cérebro Pandêmico agora. Saiba+!

Imagine a cena: você está prestes a sair de casa e, ao colocar a mão na porta, nota que esqueceu a chave. Então, volta para buscar, abre a porta e, após descer dois andares, lembra que ao voltar para pegar a chave, esqueceu o celular. Quantas vezes isso já aconteceu com você nos últimos dois anos? Sabe responder? Pois é! Alguns cientistas estão utilizando de maneira coloquial o termo “Cérebro Pandêmico” para denominar os males que o nosso cérebro vem sofrendo com altos níveis de estresse ocasionados pela Pandemia do Covid-19.

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Imagem reproduzida de Portal Psicologia Viva – Blog – Psicologia Viva

Como surge o Cérebro Pandêmico?

Longos períodos submetidos ao estresse incessante – chamado crônico – estão alterando não somente a nossa capacidade de concentração e memória, mas também é possível que algumas áreas do cérebro tenham reduzido de tamanho.

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Renomados pesquisadores e autores, como David Allred Whetten (teórico organizacional americano e professor de liderança e estratégia organizacional), afirmam que o estresse em um nível saudável é fundamental para que as coisas aconteçam. Entretanto, ao viver em um período constante de confinamento, espera, restrições, incertezas de futuro e dificuldades, liberamos cortisol em doses elevadas. Essa liberação desequilibrada aumenta certas áreas cerebrais em detrimento de outras.

A pesquisadora de Cambridge (Reino Unido), Barbara Sahakian tem estudado sobre os efeitos do confinamento e ansiedade em nossa massa cefálica. E ela detectou um encurtamento do hipocampo – estrutura cerebral que regula a motivação, as emoções, a aprendizagem e a memória, levando o ser humano a transtornos de humor bem parecidos com o que vivem os pacientes depressivos.

Qual o impacto do cérebro pandêmico?

Esses efeitos no hipocampo afeta de maneira negativa o nosso cérebro; provocando, por exemplo:

  • prejuízos de fluxos de aprendizagem,
  • dificuldades de tomada de decisão (que antes eram fluidas),
  • oscilações de humos,
  • sentimento de medo,
  • hesitação,
  • alteração de sono,
  • apetite, e
  • sensação de cansaço que não passa mesmo tendo acabado de acordar.
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O hipocampo é uma estrutura do cérebro encaixada profundamente no lóbulo temporal de cada córtice cerebral. | Imagem reproduzida de Escola de Postura

Outro fato impactante que a pesquisadora concluiu foi que, nesse contexto de Pandemia, indivíduos que tiveram perdas de entes queridos além de desenvolver o estresse crônico o associaram com o estresse pós-traumático, potencializando ainda mais as consequências negativas para o cérebro.

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Tem solução?

Michel Yassa, neurologista do Centro de Neurobiologia da Aprendizagem e Memória da Califórnia, nos Estados Unidos, acredita que sim. Porém, não de imediato!

“As pessoas superam desastres naturais ou a perda de entes queridos. Por isso também devemos superar isso. Mas primeiro, a causa precisa desaparecer.”

– Michel Yassa, Neurologista

Enquanto esperamos o fim da Pandemia, existem algumas técnicas que os pesquisadores indicam para ajudar na redução da perda das funções cognitivas e dando uma melhor oportunidade para o cérebro se recuperar. Por exemplo:

  • Jogos de memória,
  • Buscar sempre aprender coisas novas,
  • Desenvolver uma rotina diária saudável, e
  • Praticar exercícios físicos.

É importante enfatizar que tais técnicas podem ser suficientes para algumas pessoas, mas não para outras, que precisam de ajuda profissional, como terapias e afins.

E vocês? O que têm feito para evitar os males do cérebro pandêmico? Conte para nós nos comentários!

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Fontes: BBC, G1, UOL.

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Ana Claudia Santos

Engenheira de Produção, MBA em Engenharia Econômica e Financeira pela UERJ e amante de música, leitura e lógica nebulosa nas poucas horas vagas. @anacseng07