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Estudo mostra como os bons relacionamentos podem ajudar a controlar o estresse [+DICAS]

por Nara Doné | 03/05/2017
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Participando de uma palestra sobre métodos contra o estresse, tive a oportunidade de conhecer a Susan Andrews, que foi a palestrante da noite. Ela é psicóloga, formada em Harvard, e apresentou alguns conceitos e métodos contra o estresse que ela aprendeu nesta universidade americana.
Sua palestra iniciou com um vídeo sobre um estudo realizado, também pela Universidade de Harvard, referente ao Desenvolvimento Adulto que buscou responder à pergunta: “Qual é a chave para a felicidade”? Você sabe qual seria a sua resposta?

Fonte: Pixabay.


Na verdade, todos nós buscamos incessantemente a felicidade e o sentimento de plenitude que, de acordo com o psicanalista Sigmund Freud, perdemos ao sair do útero materno e termos nosso cordão umbilical cortado. Muitas pessoas associam a felicidade a ter uma vida abastada de dinheiro, fama ou ao sentimento de realização profissional, por exemplo. Porém a chave para a felicidade é muito mais simples do que imaginamos.

+A importância dos bons relacionamentos

No vídeo, um dos diretores da pesquisa, o Dr. Robert Waldinger, explica sobre os métodos utilizados e compartilha os resultados obtidos. O estudo durou 75 anos e na verdade ele ainda continua com os filhos dos participantes. Durante estes 75 anos, foram entrevistadas e monitoradas mais de 700 pessoas divididas em dois grupos:

  • Jovens estudantes de Harvard
  • Moradores das cidades mais pobres, vizinhas a Boston

O estudo procurou encontrar os fatores que podem nos levar a desenvolver a melhor saúde física e mental quando atingirmos idades avançadas. Um ponto bem interessante da pesquisa foi que além dos participantes, os pesquisadores também monitoraram as famílias deles com entrevistas, exames médicos, e monitoramento de experiências interpessoais. Como resultado do estudo, Waldinger ressalta que “bons relacionamentos nos deixam mais felizes e saudáveis”.

Exatamente! BONS RELACIONAMENTOS são a chave para a felicidade, ou seja: após 75 anos de estudos e pesquisas, chegara-se à conclusão de que o que garante nossa saúde física e mental é a qualidade dos nossos relacionamentos pessoais.

Quem criou laços fortes com outros seres humanos viveu mais e melhor e isto está muito além de dinheiro, fama, status ou emprego. A rejeição provoca dores físicas e emocionais. Pessoas que vivem solitárias têm 5 vezes mais chances de adquirir dores, doenças e de morrer precocemente.

Fonte: Pixabay.


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+Tenha um propósito

A palestra da psicóloga Susan Andrews foi baseada exatamente neste resultado e ela complementa que para diminuir nosso estresse, além de manter bons relacionamentos, é necessário ter um propósito em nossas vidas, pois nosso cérebro responde aos estímulos negativos mais rápido, de forma mais intensa e mais duradoura do que aos estímulos positivos. Isso nos causa dores e doenças, pois traz ansiedade e aumento do estresse. Ela cita uma frase de Nietzsche que diz: “Aquele que tem um por que para viver, pode enfrentar quase todos os comos”, ou seja: o propósito de vida aumenta nossa proteção aos estímulos negativos e consequentemente diminui nosso estresse.
Ainda neste sentido, ela cita Viktor Frankl, um psicólogo que esteve em um campo de concentração por 13 anos e após suas observações do comportamento humano diante de um cenário de restrição total, onde seres humanos eram tratados como animais, passando fome, frio e recebendo tratamentos brutais, esperando a cada momento o próprio extermínio, ele relata que quando as pessoas perdiam o propósito de vida, sentiam-se desafortunadas e muitas vezes recorriam aos suicídios como forma de fuga para suas tão degradantes situações.

+Dicas para controlar o estresse

Para controlar o estresse precisamos:

  • Investir mais e melhor em nossos relacionamentos, nas nossas amizades, no convívio com a nossa família, no nosso casamento;
  • Ter sempre propósito de vida, sonhos, objetivos e projetos a médio e longo prazo;
  • Aprender a respirar pelo diafragma;
  • Nos permitir pausas de relaxamento profundo;
  • Praticar automassagem, nos nossos próprios ombros, braços e face;
  • Controlar nossas amígdalas cerebrais, pois são elas que ativam nosso estado de alerta e desperta o animal grande e agressivo que temos dentro de nós.
  • Para controlar as amígdalas cerebrais, precisamos substituir o “OH, NÃO!!” por um “AH, OK!”, todas as vezes que recebermos um estímulo negativo na nossa vida.

Por fim, comer bem é importante? Sim. Porém não é o mais importante. Fazer exercícios físicos nos ajuda a ter uma saúde melhor? Sim. Porém não é o mais importante. Ter relacionamentos de boa qualidade é o mais importante, ter alguém na sua vida a quem você ama muito e que você tem a certeza que te ama também. Isto é o mais importante!


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