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O que a Operação Lava Jato tem a ver com a crise no mercado de trabalho de Engenharia?

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por Engenharia 360
| 04/07/2017 3 min

O que a Operação Lava Jato tem a ver com a crise no mercado de trabalho de Engenharia?

por Engenharia 360 | 04/07/2017
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Recentemente, mostramos no Blog da Engenharia quais são os os cargos que estão em alta e em baixa na profissão. Revelamos que duas das causas para o desemprego na área são a crise econômica e o cenário político, que se complicou bastante com os desdobramentos da Operação Lava Jato.
Vamos aprofundar um pouco mais no assunto e mostrar até que ponto as investigações da Lava Jato influenciam no mercado de trabalho para os engenheiros. Em 2011, uma das áreas mais promissoras da engenharia era a de Petróleo. Com isso, muitos jovens optaram por esse curso na faculdade, com a certeza de que sairiam de lá com emprego garantido.
Entretanto, a realidade foi bem diferente. Como uma reviravolta, cinco anos depois, a Petrobrás se tornou o centro das atenções em investigações de corrupção. A crise econômica e a queda do valor do barril de petróleo também atingiram em cheio a área considerada uma das mais promissoras e seguras para os engenheiros.
Além do petróleo, outro segmento bastante afetado pela Lava Jato foi o de Engenharia Civil. Com projetos adiados ou cancelados, até mesmo engenheiros mecânicos e eletricistas viram as vagas de emprego minguar. As empreiteiras, que já foram protagonistas da economia brasileira, perderam espaço. Empresas como Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Engevix, precisaram se preocupar mais com a sobrevivência do que o crescimento.

Afetada pela Operação Lava Jato, a Petrobrás era uma empresa promissora para engenheiros no início dos anos 2010 (Foto: Sindiquímica)

Outra década perdida?

Em 2013, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sugeria que, para não comprometer o andamento de obras, a quantidade de engenheiros atuando em suas respectivas áreas de formação precisaria triplicar até 2020. Para isso, a economia teria que crescer 4% ao ano, quando registrava crescimento de apenas 2,07%. Nos anos seguintes, o cenário piorou: estagnação e duas quedas do PIB.
Nos anos 1980, algo parecido aconteceu. O Brasil atravessou uma crise grave que abalou o mercado de trabalho de engenharia. Não é à toa que o período ficou conhecido como “a década perdida”: diante da inflação e de instabilidades econômicas, muitos engenheiros tiveram que migrar para outras áreas.
Trinta anos depois, por volta de 2010, a situação era semelhante – embora as causas não fossem as mesmas. De acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, desde 2014, mais profissionais de engenharia foram demitidos do que contratados.
Um estudo realizado em 2014, pela Federação Nacional dos Engenheiros, confirmou: 52 mil profissionais foram contratados e 55,1 mil demitidos. Já em 2016, 20,7 mil vagas foram cortadas. A OAS, por exemplo, demitiu 85 mil funcionários – de 120 mil pessoas antes da Lava Jato, caiu para 35 mil.
Diante desse cenário, o o mercado levará um tempo para se recuperar. Enquanto isso, muitos jovens cursando engenharia se sentem frustrados e vários outros desistirão da carreira pela falta de perspectiva – um verdadeiro desperdício de talentos.

Em 2016, foram cortadas 20,7 mil vagas na área de engenharia (Foto: Insider Monkey)


Fontes: Estadão – Economia & Negócios, Folha de São Paulo e G1.

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