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O material do futuro

por Eduardo Mikail | 04/05/2014
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Se você imaginou que o material do futuro é o nanotubo de carbono, você bateu na trave. O material do futuro é o grafeno (falando de uma maneira grosseira, o nanotubo é “uma folha de grafeno enrolada em forma de cilindro”). O grafeno é um material fino, resistente, duro, flexível, bom condutor de eletricidade e calor, leve e com mais algumas características e utilidades sem fim. E mais, ele ainda é transparente, um dos poucos do mundo. A frase “é tudo que você precisa em um único produto” se aplica perfeitamente ao grafeno. Provavelmente é o material que vai mudar a sua vida da mesma maneira que o plástico foi novidade anos atrás, só que com bem mais vantagens.

O grafeno é uma forma de carbono 200 vezes mais resistente que o aço (será que o diagrama ferro-carbono será substituído pelo diagrama ‘só’ carbono?) e que talvez possa ser a chave para a criação de supercomputadores, roupas eletrônicas e aparelhos eletrônicos flexíveis. Segundo previsões, os produtos eletrônicos poderão ser mais finos, velozes, flexíveis e baratos que os produtos já existentes fabricados com silício.

Pesquisadores da Samsung descobriram que é possível fabricar grafeno de alta qualidade a partir de pastilhas de silício que poderia ser utilizado na produção de transistores de grafeno. Isso quer dizer que, em breve, a Samsung poderá produzir algo como eletroeletrônicos com telas flexíveis. Difícil imaginar tudo isso sem um alto custo. Porém, o grafeno torna tal pensamento possível, visto que possui um custo relativamente baixo. Resumindo, a ideia é fazer quase tudo com grafeno, mas ainda deve levar um tempinho para aposentar o silício.

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Você deve estar questionando: por que não produzir grafeno em larga escala e mudar o mundo? Antes de responder vou citar a tragédia do pesticida DDT, que ainda é identificado na natureza atualmente, como exemplo de consequência do uso de um produto sem saber quais são seus reais efeitos. O plástico não fica muito longe e, embora ainda seja amplamente produzido, há uma enorme dificuldade de degradar o material já presente no ambiente. Alguns cientistas estão pesquisando os pontos negativos do grafeno e descobriram que ele não se decompõe facilmente em lagos e rios, podendo se disseminar e persistir no ambiente. Embora ainda não estudado com precisão, há indícios de que o grafeno pode gerar produtos tóxicos. Vendo as experiências passadas é possível perceber que, por melhor que seja um material, antes de começar a produzir é necessário pensar no descarte correto.

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Eduardo Mikail

Engenheiro Civil, empresário e empreendedor digital. É fundador do Engenharia 360 e sócio-fundador da Bronks content., produtora de conteúdo e projetos digitais. Formado em Engenharia Civil e Administração com especialização em Marketing pela ESPM, já trabalhou em uma das maiores construtoras do país e hoje está à frente da Mikail Arquitetura e Engenharia. Interessado por tecnologia, iGadgets e nas horas vagas curte viagens, música e fotografia. Segue lá no Instagram @eduardomikail

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