Engenharia 360

Conheça duas novas tecnologias de baterias no mercado [uma lavável e outra orgânica]

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por Redação 360
| 15/12/2021 | Atualizado em 09/02/2022 4 min

Conheça duas novas tecnologias de baterias no mercado [uma lavável e outra orgânica]

por Redação 360 | 15/12/2021 | Atualizado em 09/02/2022

Eletricidade! Este fenômeno magnífico, resultante da presença e do fluxo de carga elétrica, é estudado profundamente pela Engenharia Elétrica. Aliás, o resultado disso é a criação das baterias, aparelhos que ajudam a transformar energia em correntes elétricas por meio de reação química. Dentro de tais dispositivos, existe um terminal próprio positivo e outro negativo, causa das trocas de elétrons – cujo processo é conhecido como oxirredução. Bem, pois no texto a seguir, vamos contar sobre dois avanços tecnológicos nesta linha. Confira!

Novas tecnologias de baterias

1. Bateria lavável e elástica

Recentemente, a Revista Advanced Energy Materials apresentou estudos da pesquisadora Bahar Iranpour sobre uma possível bateria que estica. Mas além de ser flexível e elástica, esta tecnologia traz outra grande novidade (que você já vai entender para que serve) que é poder ser lavável. Ou seja, tal dispositivo poderia ser torcido, esticado e colocado em uma máquina de lavar – sim, na água. Incrível, não?

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Imagem reproduzida de TecMundo

A equipe desta cientista tornou os componentes das camadas internas ultrafinas mais “esticáveis” triturando-os e incorporando-os depois em um polímero. Por fim, tudo isso é envolto por um invólucro final do mesmo polímero. A escolha química foi o zinco mais dióxido de manganês. Por quê? Porque se trata de uma química “mais segura” do que podemos encontrar nas baterias de íons de lítio – que podem produzir compostos tóxicos quando se quebram, por exemplo.

Agora vamos explicar a importância da segurança. É que a ideia dos cientistas é usar esta bateria em roupas eletrônicas, tecidos inteligentes e eletrônicos de vestir. Por isso, ser lavável é um acréscimo essencial, pensando que essas peças precisam suportar o uso diário. A descoberta da equipe de Bahar permite uma bateria com maior integridade, com vedação mais hermética e à prova d’água. Nesse momento, eles ainda trabalham para aumentar a potência e a ciclagem da bateria. E sua estimativa é que o produto final custe menos do que uma bateria recarregável comum.

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Imagem reproduzida de MSN

Veja Também: Conjunto de baterias de grande escala da Tesla pega fogo e preocupa moradores de região da Austrália

2. Bateria orgânica que não pega fogo nem explode

Esta agora é para os fãs de energia renovável e sustentável! Bem, você sabe que estamos vivendo uma triste fase de crise hídrica e consequente crise energética. Por isso mesmo é que aumentou o interesse e participação de empresas na produção de energias renováveis. Só que isso tem trazido outro desafio que é não apenas como encontrar o equilíbrio das redes de fornecimento de energia, mas também como armazenar grandes quantidades de eletricidade.

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Pois foi pensando nisso tudo que uma equipe do Laboratório de Eletrônica Orgânica da Universidade de Linköping pensou numa nova tecnologia. Ela trabalhou para desenvolver um conceito de armazenamento de energia em grande escala que é seguro, barato e sustentável. E essa solução é tão incrível que logo foi disputada para comercialização – que será feita, em breve, pela empresa Ligna Energy AB, de Norrköping, na Suécia -, e ainda foi merecidamente premiada durante a recente reunião da COP26 em Glasgow como melhor “Startup for Climate”.

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Imagem reproduzida de Click Petróleo e Gás

Vamos às explicações!

“Nossos resultados permitem o armazenamento seguro e ambientalmente sustentável de energia orgânica com alta densidade de potência, 5 kW / kg, onde os eletrodos são fabricados a partir de material à base de madeira em uma impressora tipográfica. Devemos, no entanto, aumentar a densidade de energia: nossas baterias orgânicas são melhores do que os supercapacitores normais e têm quase o mesmo desempenho das baterias de chumbo-ácido. Mas as baterias de íon-lítio são melhores.”

– diz Xavier Crispin, em reportagem de Click Petróleo e Gás.

Os resultados da equipe de Linköping baseia-se num novo tipo de eletrólito à base de água e eletrodos feitos de lignina, que é um subproduto barato da fabricação de papel, prontamente disponível. O que os pesquisadores fizeram? Bem, esta explicação é para quem é da área! Eles desenvolveram um polieletrólito que consiste em um polímero à base de água altamente concentrado, poliacrilato de potássio, juntamente com lignina de biopolímero (como eletrodo positivo) e poliimida misturada com carbono condutor (como eletrodo negativo).

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Imagem reproduzida de Seletronic

Enfim, sabe qual foi o resultado? Primeiro, uma queda de tensão para armazenamento de energia com eletrodos orgânicos em eletrólitos de base aquosa – algo como 0,5 V em 100 horas. Também há uma queda de preço final. Depois, outra vantagem é a questão da segurança, já que a nova bateria é feita de materiais facilmente disponíveis e não inflamáveis – aliás, uma solução que pode ser ampliada para baterias grandes. E para quê poderia ser usada? Pois bem, na fabricação de eletrodos à base de madeira na forma laminada e um novo tipo de eletrólito à base de água.

Então, gostou dessas novidades sobre baterias? Escreva sua opinião na aba de comentários!

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Fontes: Inovação Tecnologia, Click Petróleo e Gás.

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