Com o objetivo de fortalecer trajetórias acadêmicas e impulsionar projetos com impacto social, o Museu do Amanhã abriu inscrições para a oitava edição do programa Mulheres na Ciência e Inovação. A iniciativa oferece 80 vagas gratuitas para pesquisadoras que estejam cursando graduação ou pós-graduação nas áreas STEM. A participação é totalmente online, permitindo que estudantes de qualquer região brasileira participem da formação. O Engenharia 360 compartilha mais detalhes no artigo a seguir.

Programa Mulheres na Ciência - Museu do Amanhã
Imagem reprodução Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Amanh%C3%A3#/media/
Ficheiro:LogoMuseuDoAmanh%C3%A3.png

Sobre a proposta do programa Mulheres na Ciência e Inovação

A proposta do programa Mulheres na Ciência e Inovação é ajudar pesquisadoras a transformar suas ideias em iniciativas concretas, capazes de gerar benefícios ambientais, sociais ou tecnológicos.

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Durante o ciclo de encontros, as participantes terão acesso a palestras, oficinas e debates conduzidos por especialistas e profissionais com experiência em ciência, tecnologia e inovação.

Entre os temas abordados estão:

  • liderança feminina na ciência
  • desenvolvimento de autoconfiança profissional
  • letramento de gênero no ambiente acadêmico
  • estratégias de captação de recursos para pesquisa
  • empreendedorismo científico
  • desenvolvimento de projetos com impacto social

A saber, essa iniciativa conta com patrocínio da Shell e correalização do British Council, instituições que apoiam projetos voltados ao desenvolvimento científico e educacional.

Programa Mulheres na Ciência - Museu do Amanhã
Imagem de Tomaz Silva/Agência Brasil, reprodução Agência Brasil via Wikipédia – Tomaz Silva/Agência Brasil

Benefícios para a trajetória acadêmica

Segundo relatos de pesquisadoras que participaram de edições anteriores, o ambiente de troca e colaboração ajuda a ampliar a visão sobre o papel da ciência na sociedade. Ao desenvolver habilidades de comunicação, liderança e gestão de projetos, as participantes passam a enxergar novas possibilidades para suas pesquisas, incluindo empreendedorismo científico, impacto social e políticas públicas.

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Projetos inspiradores que nasceram no programa

As edições anteriores do programa oferecido pelo Museu do Amanhã já ajudaram a impulsionar iniciativas inovadoras desenvolvidas por mulheres brasileiras.

Absorventes menstruais biodegradáveis

A engenheira química Adriele Menezes desenvolveu um projeto voltado à produção de absorventes menstruais biodegradáveis por meio da iniciativa chamada EcoCiclo. A proposta combina princípios da química verde e da sustentabilidade, buscando reduzir o impacto ambiental causado por resíduos plásticos presentes em produtos de higiene menstrual.

Os absorventes desenvolvidos pela iniciativa são formulados para garantir conforto e eficiência, mas com a vantagem de se decompor rapidamente no ambiente. Além disso, o projeto também atua na educação menstrual e capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Aplicativo para ensino da língua indígena

Outro trabalho que merece ser destacado em nosso artigo é o da doutoranda em Ciência Política Suellen Tobler, que criou o Nheengatu App, considerado o primeiro aplicativo brasileiro dedicado ao ensino da língua indígena nheengatu. A plataforma digital busca preservar esse patrimônio cultural ao permitir que estudantes e professores aprendam o idioma por meio de tecnologia.

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Atualmente, o aplicativo já possui mais de seis mil usuários e vem sendo utilizado em escolas indígenas e em programas de formação de professores na região do Baixo Tapajós.

Quem pode participar da iniciativa do Museu do Amanhã

O programa é destinado a mulheres que desejam fortalecer sua atuação nas áreas STEM e ampliar o alcance de suas pesquisas.

Programa Mulheres na Ciência - Museu do Amanhã
Imagem de Marcelo Martins Teixeira reprodução via Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Museu_do_Amanh%C3%A3_2016.jpg

Para se inscrever, é necessário atender a alguns requisitos básicos:

  • ser mulher cis ou trans
  • ter pelo menos 18 anos de idade
  • residir no Brasil
  • estar matriculada em graduação ou pós-graduação em áreas STEM

Serão selecionadas pesquisadoras, distribuídas proporcionalmente pelas cinco regiões brasileiras. E metade das vagas será destinada a mulheres pretas e pardas, ampliando a representatividade no ambiente científico.

O processo de seleção será realizado por meio da análise de uma carta de apresentação e intenção, na qual as candidatas devem explicar suas motivações e apresentar o projeto ou pesquisa que pretendem desenvolver ou aprimorar durante o programa.

Formação online

Todos os encontros serão realizados de forma online. As atividades ocorrerão aos sábados, entre 18 de abril e 23 de maio de 2026, facilitando a participação de estudantes que conciliam estudos, trabalho e pesquisa.

Ao final da formação, as participantes que alcançarem pelo menos 75% de presença receberão certificado de conclusão.

Etapas para a incrição

As pesquisadoras interessadas devem ficar atentas ao calendário do processo seletivo.

As inscrições estão abertas até o dia 2 de abril, às 23h59, por meio de formulário online.

O cronograma da seleção segue as seguintes etapas:

  • processo de seleção: 2 a 10 de abril
  • divulgação do resultado: 14 de abril
  • confirmação de participação: 14 a 17 de abril
  • encontros online: 18 de abril a 23 de maio

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Fontes: Ciclo Vivo.

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