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"Minicérebro" desenvolvido em laboratório surpreende cientistas ao jogar videogame

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por Redação 360
| 17/10/2022 3 min

"Minicérebro" desenvolvido em laboratório surpreende cientistas ao jogar videogame

por Redação 360 | 17/10/2022
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Atualmente, muitos cientistas estão se dedicando a pesquisas para o tratamento de doenças neurodegenerativas. Quanto aos seus experimentos, uma linha de estudo é com o desenvolvimento de células cerebrais em laboratório. Inclusive, o primeiro cérebro “sensível” cultivado desse jeito teria sido finalizado recentemente pela empresa Cortical Labs; a divulgação da conquista aconteceu na revista Neuron. E o que chamou atenção neste texto foi o relato de que estas células teriam aprendido a jogar o videogame Pong; e mais, de que o “minicérebro” é capaz de sentir seu ambiente e a reagir a ele.

minicérebro
Imagem reproduzida de Olhar Digital

O que esse minicérebro é capaz de fazer?

Os minicérebros começaram a ser produzidos em 2013, a partir de células-tronco e de embriões de camundongos. A ideia, na ocasião, era estudar a microcefalia. Mas, com o tempo, os cientistas entenderam a capacidade dos minicérebros de receberem informações. Então, os conectaram a um ambiente externo. E o que aconteceu é que eles processaram os dados e responderam em tempo real.

Um modelo de minicérebro foi, desta vez, conectado ao videogame Pong por meio de eletrodos, que repassaram a informação de que lado a bola estava e a que distância da barra era usada para rebater. O que aconteceu? Bem, parece que o minicérebro aprendeu a jogar.

Averiguou-se que as células produziram atividade elétrica própria e gastaram menos energia à medida que o jogo prosseguiu. E quando a bola passou e o jogo recomeçou com a bola em um ponto aleatório, elas gastaram mais energia se recalibrando para uma nova situação imprevisível.

Para que serve este experimento?

É preciso esclarecer que este minicérebro não tem consciência, de fato. E também que ele não sabe que está jogando Pong da mesma maneira que um humano saberia. Contudo, os cientistas garantem que, de certo modo, pode-se reverter a tecnologia para testar tratamentos para para doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, e ainda ser útil para muitas outras áreas de pesquisa, como o impacto do álcool sobre a capacidade do nosso cérebro.

Explicando de outro jeito, o minicérebro estaria recebendo informações e mudando com ela. Isso quer dizer que o estímulo recebido o fez “pensar” de maneira básica. Reagindo, assim, de forma semelhante a um cérebro humano, isso demonstraria o quão eficaz pode vir a ser como um substituto. Mas existe a expectativa de que os minicérebros se tornem mais complexos à medida que a pesquisa progrida.

minicérebro
Imagem reproduzida de Nota Diária

Será que a tecnologia oferece algum risco para nós?

Óbvio que antes dos cientistas fazerem, “por acidente”, algo com real consciência, as questões éticas precisam ser bem abordadas. Acontece que é possível comparar esta tecnologia ao aprimoramento da computação, robótica e IA, que sabemos que podem ultrapassar limites. Por outro lado, os minicérebros resultantes de pesquisas bem administradas nos conduziriam a outras maravilhas tecnológicas mais. Aliás, a própria Inteligência Artificial, já que citamos, está revolucionando a nossa vida todos os dias na contemporaneidade. Então, quais as perspectivas?

“O minicérebro aprendeu sem ser ensinado e, portanto, é mais adaptável e flexível.” – Karl Friston, da University College London, no Reino Unido, em reportagem de G1.

Veja Também: Como a linha de uma agulha, robô do MIT desliza através de vasos sanguíneos do cérebro


Fontes: G1.

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