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Minha experiência acadêmica no Ciência Sem Fronteiras

por Eduardo Mikail | 30/10/2014
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Um intercâmbio, sem dúvidas, é uma experiência inigualável em que você aprende muito mais do que espera e que, aproveitando as oportunidades, pode fazer você crescer muito como pessoa e como profissional. Hoje quero dividir com vocês um pouco da minha experiência acadêmica nos Estados Unidos pelo programa Ciência sem Fronteiras.

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No Brasil eu curso Engenharia de Produção e, na faculdade americana, eu cursei Engenharia Industrial e de Sistemas. Algumas disciplinas eram parecidas com as que eu teria/tive aqui e outras eram completamente diferentes, e essa foi a primeira coisa que agregou a minha carreira: estudar engenharia de produção com o olhar americano, em uma classe majoritariamente de alunos americanos. O estilo da aula, o envolvimento da turma nas atividades, a quantidade de trabalhos e deveres de casa… Tudo era diferente. Essa abordagem diferente abriu minha mente para novas possibilidades, novas formas de resolver problemas e muito, muito aprendizado acadêmico.
Outros diferenciais da universidade americana em relação a minha universidade no Brasil foram a infraestrutura e a quantidade de atividades extraclasse oferecidas: tive acesso a laboratórios de altíssimo nível, onde podíamos configurar e colocar para funcionar pequenas linhas de produção, montar e desmontar peças, simular novos métodos de trabalho, cronometrar atividades, etc e sempre contando com profissionais para nos orientar. Além disso, eram oferecidas várias atividades extraclasse sobre empreendedorismo, cursos em Six Sigma, visitas técnicas, palestras, e por aí vai.
intercambio-blog-da-engenhariaA faculdade em que eu estudava recebe muitos alunos estrangeiros e também muitos alunos com deficiência – principalmente auditiva e de fala – e essa convivência dia-a-dia me ensinou a respeitar culturas e religiões completamente diferentes da minha, e inclusive isso também me ensinou a trabalhar melhor em equipe, a saber lidar com as opiniões e limitações das pessoas e a estar mais aberta a aprender com elas.
Muito mais que aprender a falar uma outra língua, o intercâmbio é uma fase de superação e muitos outros aprendizados. Por exemplo, na disciplina de empreendedorismo que cursei, o projeto principal era criarmos uma empresa da mesma forma que criaríamos na vida real e vender (vender de verdade!) os nossos produtos, no final do período teríamos uma apresentação e juízes para decidir qual o melhor trabalho. Na minha equipe éramos 3 brasileiros, nenhum dos outros alunos quiseram se juntar a nós… Porém, não nos abalamos, e mesmo sendo a única equipe sem nenhum americano vendemos mais do que as outras equipes. Não vencemos a competição, mas fizemos um ótimo trabalho que foi muito elogiado pelos juízes, pela professora e pelas outras equipes.
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O intercâmbio foi muito proveitoso pra mim e, se você pensa em fazer também, te aconselho a ir de cabeça aberta e dar sempre o melhor de si. Não pense que o fato de você ser estrangeiro te faz ser pior, pelo contrário, mostre todo seu potencial e agarre todas as oportunidades!
Se você quer participar do Programa Ciência sem Fronteiras, acesse www.cienciasemfronteiras.gov.br e saiba como.

E você, já fez intercâmbio? Gostaria de fazer? Deixe suas perguntas, experiências e comentários!

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Eduardo Mikail

Engenheiro Civil, empresário e empreendedor digital. É fundador do Engenharia 360 e sócio-fundador da Bronks content., produtora de conteúdo e projetos digitais. Formado em Engenharia Civil e Administração com especialização em Marketing pela ESPM, já trabalhou em uma das maiores construtoras do país e hoje está à frente da Mikail Arquitetura e Engenharia. Interessado por tecnologia, iGadgets e nas horas vagas curte viagens, música e fotografia. Segue lá no Instagram @eduardomikail

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