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Japoneses criam sensor que identifica se alimento está estragado

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por Redação 360
| 03/05/2016 | Atualizado em 23/04/2022 2 min

Japoneses criam sensor que identifica se alimento está estragado

por Redação 360 | 03/05/2016 | Atualizado em 23/04/2022
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A boa alimentação é a principal base para uma vida saudável. Porém, com as temperaturas instáveis, muitos alimentos acabam estragando rapidamente e, algumas vezes, isso pode até passar desapercebido, especialmente em locais onde a quantidade de comida armazenada é muito grande, como supermercados.
No Japão, um grupo de cientistas do Centro de Pesquisas para Eletrônicos Orgânicos, da Universidade de Yamagata, desenvolveu um sensor que ajuda a prevenir o consumo de alimentos impróprios, evitando as indesejáveis e perigosas intoxicações alimentares. Trata-se de um dispositivo de apenas um centímetro de comprimento, que pode ser inserido em película aderente, detectando o estado de conservação de carnes e peixes.
Ao ser colocado sobre os alimentos, o material reage. Se detectar a presença de histamina, substância resultante do processo de decomposição dos aminoácidos dos alimentos, realizado por bactérias, o sensor emite as informações a aparelhos como smartphones, permitindo o monitoramento à distância. Outra vantagem é que, mesmo se o alimento estiver em pequenas quantidades, o dispositivo é capaz de identificar a histamina.
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+ Exemplo norte-americano

Este não é o primeiro dispositivo do tipo a ser inventado, entretanto é o menor já desenvolvido. Em 2015, o Massachussets Institute of Tachnology (MIT), nos Estados Unidos, divulgou a criação de um sensor portátil capaz de detectar os gases emitidos por carnes estragadas (bovina, frango, bacalhau e salmão).
No caso da invenção do MIT, o funcionamento é feito por nanotubos de carbono quimicamente modificados. O centro do aparelho é composto por metaloporfirinas com cobalto - as primeiras são consideradas eficientes na ligação aos compostos nitrogenados chamados aminas.
Assim como o detector japonês, o aparelho criado pelos cientistas do MIT  utiliza pouca energia e permite o monitoramento a distância por meio de smartphones e outros dispositivos semelhantes. Além de evitar doenças, invenções desse tipo também previnem o desperdício de alimentos.
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Fontes: Exame.com, MIT News e Nikkei Asian Review

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