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Por quê? NASA dispara raios laser em árvores a partir da ISS

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por Redação 360
| 24/08/2022 | Atualizado em 27/10/2022 3 min

Por quê? NASA dispara raios laser em árvores a partir da ISS

por Redação 360 | 24/08/2022 | Atualizado em 27/10/2022
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Você tinha noção disso? É exatamente o que você leu no título deste texto! Neste exato momento, a Estação Espacial Internacional (ISS) está lançando na Terra uma chuva de pulsos de laser por conta da missão GEDI – sigla de GEDI é o acrônimo em inglês para Investigação Dinâmica do Ecossistema Global -, realizada em conjunto com o Centro Goddard de Voos Espaciais da NASA, a agência espacial americana, e a Universidade de Maryland. O objetivo é fazer um mapeamento 3D especial das áreas florestais do nosso planeta, até dos locais mais remotos, para ajudar na gestão de ecossistemas.

NASA - Projeto GEDI - ISS
Imagem reproduzida de gedi.umd
NASA - Projeto GEDI
Imagem reproduzida de Editorialge

Como funciona o GEDI?

Todo o mapeamento feito pela ISS através da missão GEGI é obtido com a ajuda de um satélite do tamanho de uma geladeira, pesando cerca de 500 kg e que está acoplado ou conectado a um dos módulos da estação, emitindo pulsos de laser o tempo todo. Esses pulsos, quando adentram na Terra, batem em alvos, como as copas das árvores, continuando a avançar até atingir o solo. Um sensor mede a diferença entre estes dois momentos; isso permite determinar, por exemplo, alturas de árvores e estruturas de florestas. E quando se detecta mudanças nos padrões de ondas de energia, é possível compreender emissões ou armazenamentos de carbono, além do impacto do desmatamento.

NASA - Projeto GEDI
Imagem reproduzida de Satellite Missions – eoPortal

Escancarando o desmatamento no mundo

Resumindo, o GEDI utiliza uma tecnologia muito próxima da LIDAR para detecção a distância. Os dados estão sendo coletados pela ISS desde 2019, a mais de 400 km de altitude. Eles estão disponíveis ao público. E isso pode ajudar que governos de todo o mundo saibam, de forma realista, qual é sua capacidade de armazenar carbono. Pois, como sabemos, muitos divergem aqui no Brasil sobre o estado das nossas florestas, quão altas são as suas árvores, quantas zonas já foram comprometidas, e mais, a exemplo de como a biomassa é distribuída, e todas as mudanças por meio de incêndios florestais e desmatamento ilegal.

As informações coletadas pelo GEDI só reforçam a importância de preservar as florestas maduras do mundo, em vez de apenas priorizar novas plantações florestais!

Sabia que uma forma de reduzir drasticamente as emissões de CO2 e amenizar as mudanças climáticas é com plantio de árvores e restauração de áreas de mata degradadas? Mas, atenção: muitas árvores pequenas não conseguem substituir grandes estoques de carbono como na Amazônia, onde há uma grande quantidade de carbono armazenado, por meio de plantações e projetos de restauração.

Por isso, é vital proteger os “pulmões” do nosso planeta, como a Amazônia! Diga NÃO ao desmatamento!

NASA - Projeto GEDI
Imagem reproduzida de The Verge

Estima-se que o GEDI funcione até o final de 2023, quando provavelmente será substituído por outro instrumento na Estação Espacial Internacional. Mas há uma forte pressão da comunidade internacional para poder manter o GEDI por mais tempo. Por hora, vamos aproveitar esta oportunidade!


Fontes: BBC.

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