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Como funciona o Serviço de Internet de Elon Musk usado na Missão do Submarino Desaparecido

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por Redação 360
| 26/06/2023 4 min

Como funciona o Serviço de Internet de Elon Musk usado na Missão do Submarino Desaparecido

por Redação 360 | 26/06/2023
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Você acompanhou o caso do submarino Titan, que desapareceu ao mergulhar no oceano em busca dos destroços do Titanic? Bem, pode-se dizer que os serviços fornecidos pela empresa Starlink e sua tecnologia de comunicação podem ter alguma relação com essa trágica história. Será mesmo? Gostaria de descobrir? Então confira o artigo do Engenharia 360 para obter mais informações!

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Imagem reproduzida de Starlink e Reuters, via G1

O que é e como funciona a Starlink?

A Starlink é um serviço de Internet via satélite fornecido pela empresa SpaceX, fundada pelo empresário Elon Musk.

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Objetivo

Hoje, o maior objetivo da Starlink é criar uma "constelação" de milhares de satélites em órbita terrestre baixa, permitindo que áreas remotas e carentes de infraestrutura tenham acesso à conexão de Internet. Isso inclui áreas rurais, pequenas vilas, desertos, alto mar, aviões com wi-fi e até mesmo a Amazônia.

Satélites

Os satélites da Starlink são posicionados a uma altitude de 550 quilômetros (km), mais próxima da Terra em comparação com satélites geoestacionários, o que permite uma transmissão de sinal mais rápida. Aliás, a saber, empresa utiliza seu foguete Falcon 9 para lançar os satélites em missões regulares. Atualmente, a Starlink possui cerca de 3 mil satélites operacionais e tem como objetivo alcançar 42 mil em órbita terrestre baixa.

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Imagem reprodução Starlink via CNN Brasil

Cobertura

Atualmente, a Starlink oferece serviço de Internet em vários países ao redor do mundo. No entanto, existem algumas restrições em alguns países, como Cuba, Venezuela, Rússia, China e Irã. E, claro, a empresa já está ativa em toda a América do Sul, incluindo o Brasil, Chile, Peru, Colômbia e Equador.

Concorrência

Em relação aos concorrentes, a Starlink enfrenta a concorrência do Project Kuiper, desenvolvido pela Amazon, que também planeja lançar satélites para fornecer Internet rápida as comunidades com dificuldade de acesso à comunicação. Outros concorrentes incluem a Viasat, que oferece serviços de Internet via satélite e a HughesNet, que também já opera no Brasil.

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Como a Starlink opera no Brasil?

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a Starlink a operar no Brasil em janeiro de 2022. A mensalidade do serviço da empresa no país é de R$ 230, e o kit de equipamentos (antena, roteador e cabos) custa R$ 2.000 - dados de 2023.

Velocidade

A velocidade de conexão da Starlink varia, mas atualmente fica entre 100 Mb/s e 200 Mb/s (megabits por segundo). Só que a empresa tem como meta alcançar, em breve, velocidades de download de até 10 Gb/s (gigabits por segundo) no futuro.

Queremos fazer um comparativo com o que é oferecido pela HughesNet no Brasil. Aqui, a empresa tem como foco os produtores rurais que não têm acesso à Internet. E a empresa promete mais, lançar um novo satélite chamado Jupiter 3, que oferecerá uma velocidade de download de até 100 Mb/s.

No mais, sabe-se que a Viasat tem previsão de começar por aqui a partir do segundo semestre de 2023 com o ViaSat-3. E também é provável que a HughesNet consiga lançar o Jupiter 3 ainda em 2023 para melhorar seus serviços oferecidos.

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Qual a realção da Starlink com o submarino que desapareceu?

Antes de tudo, é importante dizer que NÃO, a tecnologia da Starlink, serviço de Internet via satélite da SpaceX, NÃO funciona em submarinos!

Porém, a empresa responsável pela missão do submarino que desapareceu, a OceanGate, utilizava a Starlink para manter a comunicação com a superfície através do barco da missão, o "Polar Prince". Só que não foi esclarecido ainda para a imprensa se o submarino Titan também utilizava o serviço de Internet.

Certa vez, a OceanGate chegou a declarar nas mídias o seguinte: "Apesar de estarmos no meio do Atlântico Norte, temos a conexão de internet necessária para fazer da nossa operação de mergulho ao Titanic um sucesso. Obrigado, Starlink!". Este post foi recentemente descoberto por internautas, que cobraram de Musk alguma atitude para encontrar o submarino desaparecido. "Elon Musk, esses caras estão perdidos a 3.800 m debaixo d'água no Atlântico. Eles usam a Starlink para se comunicar com seus sub via texto. Você pode ajudar, por favor? Eles têm 96 horas de oxigênio.", afirmou um deles.

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Imagem reproduzida de Miawpukek Horizon Maritime Services, via OceanGate Expeditions

Acontece que a comunicação entre o navio e o submersível, depois de afundar, era feita com uma tecnologia totalmente diferente: sonar. A essas profundidades, não é possível usar GPS ou se comunicar por ondas de rádio. A solução precisa ser mecânica, por ondas sonoras. É o chamado link acústico, por meio de um transponder.

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Imagem reproduzida de Michal Mrozek, Unsplash, via Canaltech

Resumindo, não há relação direta entre o desaparecimento do submarino e a Starlink, uma vez que a tecnologia não é projetada para funcionar em submarinos devido à reduzida capacidade de sinal em grandes profundidades.

É importante destacar as questões levantadas pelas pessoas, incluindo especialistas, em relação às medidas adotadas pela OceanGate para conduzir suas pesquisas e expedições ao Titanic. Será que a escolha de comunicação foi apropriada? O design do submarino estava em boas condições? Os parâmetros de segurança do equipamento foram seguidos e eram adequados?

Gostaríamos de saber a sua opinião sobre esse caso. Compartilhe seus pensamentos conosco na seção de comentários!

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Fontes: G1, UOL.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com [email protected] para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

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