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Impressoras 3D podem começar a fabricar medicamentos

por Clara Ribeiro | 11/08/2015
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O uso de impressoras 3D para produzir diversos objetos já é comum apesar de seu preço alto. A boa notícia é que agora, além de peças de decoração, estão sendo utilizadas para fabricar medicamentos. A pílula Spritam, indicada no controle de convulsões provocadas pela epilepsia, foi o primeiro remédio aprovado pela FDA, nos EUA, para ser fabricado pela máquina.
A tecnologia ganhou o nome de ZipDose, e permite que, durante a produção desses medicamentos, as soluções químicas tenham dosagens mais precisas e ainda que doses maiores dos remédios sejam mais facilmente ingeridas. É possível comportar até mil miligramas de uma substância em uma única pílula, além disso, sua dissolução de nada difere dos medicamentos orais fabricados na maneira convencional.
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Uma vantagem desse tipo de fabricação, segundo especialistas, é a possibilidade de criar medicamentos personalizados, ou seja, de acordo com a necessidade de cada paciente. Mohamed Albed Alhnan, professor de farmácia da Universidade de Lancashire Central, diz que a tecnologia traz a facilidade de produção perto do consumidor final, e não em fábricas como nos últimos 50 anos.
Com a simples mudança no software é possível criar diferentes remédios para diferentes pacientes. Desta forma, além de ajudar no tratamento, a nova técnica baratearia o custo para o consumidor, pois medicamentos manipulados feitos de forma personalizada têm preço bem alto.
O lançamento do Spritam está previsto para o primeiro trimestre de 2016 e certamente não será o único remédio a ser fabricado com a tecnologia.
Vale lembrar que as impressoras 3D tem sido estudadas para beneficiar outras áreas da saúde como na criação de implantes protéticos e dentários.
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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em arquitetura e engenharia. Ávida consumidora de informação; viciada em produzir conteúdo; amante das letras, das artes e da ciência.

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