Engenharia 360

ESCOLHA A ENGENHARIA
DO SEU INTERESSE

Digite sua Busca

Google afirma ter conseguido criar cristal do tempo através de supercomputador quântico [Será mesmo?]

por Redação 360 | 25/08/2021

Imagina poder medir tempo e distâncias com extrema precisão. Isso e mais é o que o cristal do tempo criado pela Google poderá nos proporcionar! Veja!

Por certo, já segurou um cristal em suas mãos! Duvida? Na natureza, há cristais de neve, sal e outros. E não podemos nos esquecer da água, que, quando congelada, se transforma em cristal. Viu só? E você aí pensando que cristais eram coisas de filmes, onde “joias do infinito” são utilizadas para se ter controle do tempo, não é mesmo? Não, isso são ideias de filmes e livros de ficção. Bem, será?

Na verdade, cientistas têm tentado durante anos desenvolver cristais de tempo em microescala. Bem, isso é tão difícil de entender quanto é de explicar. Mas, na tentativa, especialistas dizem que é como uma máquina de movimento perpétuo, adicionando uma ressalva à segunda lei da termodinâmica, que afirma que qualquer sistema isolado se degenerará em um estado mais desordenado ou de entropia. E sua existência também mina a primeira lei de Newton, detalhando como um objeto deve reagir ao movimento.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

“Cristais do tempo são como uma parada de descanso no caminho para a construção de um computador quântico.” – físico Norman Yao, Universidade da Califórnia, em reportagem de Terra.

A história por trás do conceito de cristal do tempo

A primeira vez que alguém citou esse conceito de cristal do tempo foi em 2012, pelo físico e ganhador do prêmio Nobel, Frank Wilczek. Na época, ele questionou se os átomos poderiam ser dispostos no tempo de maneira semelhante a como são organizados em cristais comuns. Explicando melhor, ele queria saber se um sistema fechado poderia girar, oscilar ou se mover de maneira repetitiva.

“A definição é de certa forma flexível. Mas se você quiser chamá-la de um novo estado da matéria, você quer que seja autônoma e sem agitação.” – disse Wilczek.

A conclusão foi de que cristais do tempo são um estranho estado científico da matéria feito de átomos dispostos em um padrão repetido no espaço. Essa configuração permite que eles mudem de forma com o tempo, sem perder energia ou superaquecer. Eles seriam úteis para computadores quânticos, que dependem de qubits extremamente frágeis que são propensos a se deteriorar. Sem dúvidas, nesse caso, a sobrecarregada por qubits faria o equipamento errar e até “morrer”.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

cristal do tempo
Imagem reproduzida de FOLETO

A nova descoberta da empresa Google

A plataforma de compartilhamento de pré-publicações de artigos científicos Arxviv.org publicou, no mês passado, a descoberta da Google na área científica dos cristais de tempo. Foi narrado que físicos das universidades Stanford e Princeton alegaram terem recentemente desenvolvido uma “solução adaptável” para a criação de cristais do tempo usando o computador quântico da empresa, chamado de Sycamore. Claro que os detalhes disso não foram compartilhados, alegando que o estudo ainda está sob revisão de pares. No entanto, conforme o que foi dito na matéria, o trabalho desses especialistas aborda uma área onde os físicos há muito esperavam por um avanço.

“A consequência é incrível: você escapa da segunda lei da termodinâmica”. – Roderich Moessner, coautor do artigo do Google, em reportagem de Quanta Magazine.

“Há boas razões para pensarmos que nenhum desses experimentos foi completamente bem-sucedido, e um computador quântico assim (como o do Google) estaria particularmente bem posicionado para fazer muito melhor que essas experiências anteriores.” – físico John Chalker, em reportagem de Época Negócios

cristal do tempo
Imagem reproduzida de TecMundo

Testes já realizados

No passado, os primeiros experimentos realizados nessa linha bombeavam íons com lasers para que eles pulsassem artificialmente. Mas a Google fez diferente! Seus cientistas configuraram uma matriz de 20 bits quânticos, ou qubits, para servir como um cristal do tempo. Repetindo um trecho do artigo da Arxviv.org, eles aplicaram algoritmos que giravam os qubits para cima e para baixo, gerando uma reação controlável que poderia ser sustentada por períodos infinitamente longos.

O resultado disso tudo foi um cristal do tempo que funcionou por milissegundos. Acredita-se que, no futuro, quando as pesquisas estejam avançadas, os cristais de tempo resultantes vão durar mais – o que vai ser ótimo para os computadores quânticos, se supõe. Por hora, essa demonstração já deixou os especialistas na área bem animados. É provável que ainda iremos ouvir falar muito dessa tecnologia inovadora nos próximos anos.

cristal do tempo
Imagem reproduzida de Computerworld

Na prática, esses cristais nos permitiriam medir tempo e distâncias com extrema precisão. Também poderiam revolucionar a tecnologia quântica, as telecomunicações, a mineração e até a compreensão do universo. Mas, por hora, com o que se tem até agora, só se pode mostrar o potencial do material do que sua aplicação. No mais, vamos ter calma e ver o que o futuro nos aguarda!

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO


Fontes: Terra, UOL, Época Negócios, Olhar Digital.

Comentários

Engenharia 360

Redação 360

Engenharia para todos.