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Saiba por que é importante os estudantes universitários trabalharem a sua Inteligência Emocional

por Simone Tagliani | 17/02/2021

Não adianta sair da universidade com um histórico de disciplinas que ensinam a prática profissional, mas que não a inteligência emocional. Isto deve ajudar na resiliência das atividades e a evitar problemas de saúde.

Você, estudante universitário, já ouviu falar sobre habilidades interpessoais e competências contemporâneas para a vida adulta? É isto mesmo! Trata-se de mais uma coisa que você precisará também superar, além dos muitos desafios da educação – se quiser obter sucesso, claro! Mas calma, pois isto não é nenhum bicho de sete cabeças!

Fique atento ao que dizem os educadores, gestores e também nas dicas que nós, do Engenharia 360, trouxemos sobre Inteligência Emocional nas universidades!

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bolsa para fazer engenharia civil
Imagem: cbc.ca

O surgimento do conceito de Inteligência Emocional

Este é um conceito já vem sendo trabalhado há cerca de trinta anos. Em 1995, o autor do livro “Inteligência Emocional”, Daniel Goleman, abordou a tese dos pesquisadores Peter Salovey e John Mayer. Nesta obra, foram apresentados alguns dados que apontam como as nossas emoções afetam tanto o lado pessoal quanto profissional de nossas vidas – o que inclui também o aprendizado nas escolas.

Consequências reais

Hoje em dia, profissionais da área médica, como o psiquiatra brasileiro Augusto Cury, tentam encontrar formas de amenizar os níveis de estresse nas pessoas para evitar algumas doenças na sociedade. Afirma-se que reações emocionais negativas e transmissão de ideias e pensamentos levariam as comunidades a apresentarem, em geral, um número maior de casos de preconceitos e suicídios. Além disso, mais indícios com quadro de distúrbios mentais, problemas de ansiedade, problemas cardíacos, diabetes, câncer e mais.

Mulher de camisa laranja pensando no conteúdo estudado ao lado de livros com números no fundo
Estudar não é uma tarefa simples. Créditos: querobolsa.com.br

O significado de Inteligência Emocional

Com base no que foi dito antes, o que concluímos? Isto mesmo, que Inteligência Emocional tem a ver com administrar as emoções visando alcançar objetivos!

É muito simples, se você não conseguir suportar as mudanças de cenário ‘escola-universidade’, as novas cobranças de horários e tarefas, os gastos financeiros, os estágios e outras atividades no momento, como terá a capacidade de se formar e ingressar no mercado de trabalho? Pense nisto!

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estudantes sentados em sala de aula. Imagem representando diferentes tipos de estudantes de engenharia

Entendemos que é mesmo difícil, diante destes desafios, enxergar o lado positivo das coisas. “Será mesmo que estou seguindo o caminho certo?”, “Será que deveria gastar tanto do meu tempo me dedicando a este curso?”, “E se as coisas não saírem como planejado?”, “E se o mercado mudar?”. São tantos “se” que o emocional do estudante fica mesmo abalado e, se não souber lidar com isto, pode acabar desistindo de concluir o curso!

O conceito médico de Inteligência emocional é trabalhar nos estudantes e profissionais aspectos como:

  • Relacionamento interpessoal;
  • Autonomia e autoestima;
  • Consciência dos sentimentos e emoções, além dos seus limites; das adversidades impostas pela vida que podem ou não serem modificadas; e dos erros cometidos;
  • Exercícios para valorização da honestidade, respeito, amor próprio e amor pelo próximo;
  • Exercícios de automotivação para lidar com as situações intensas, críticas e cobranças;
  • E exercícios para controlar impulsos e colocar-se no lugar do outro.

A ideia é realmente identificar e gerir, o mais rápido possível, todas as emoções que se sente e traçar um plano de enfrentamento e tolerância!

grupo de estudantes em biblioteca representando inteligência emocional

O que as universidades têm feito a respeito

Vamos combinar, seguimos para as escolas técnicas, faculdades e universidades pensando justamente na carreira profissional! Então, o passo dado adiante é o mercado de trabalho!

Pois saiba que uma das coisas que as empresas mais valorizam, além do currículo estudantil, é a capacidade dos candidatos controlarem suas emoções. Isto porque se credita que isto deve contribuir positivamente para o ambiente de trabalho.

Muitas universidades se preocupam em colocar nos seus currículos disciplinas que trabalhem a educação emocional nos jovens. Algumas devem instigar, nos alunos, o autoconhecimento. Outras já visam as habilidades de comunicação, trabalho em equipe e entendimento sobre o outro. Enfim, desse modo, eles conseguem, de fato, formar profissionais saibam trabalhar em equipe; que saibam se concentrar nas tarefas solicitadas e tomar as melhores decisões; que aproveitam tudo o que lhes foi ensinado; e que sejam sempre empáticos!

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Recém formados com diplomas em mãos
Fonte: www.tagjuridica.com

Visando o mercado de trabalho, estas escolas têm contribuído para a melhora do seu ambiente e dos seus próprios resultados. Isto porque, neste caminho, além do aspecto formal do desenvolvimento do aluno, também é considerada a sua formação como cidadão. E, enfim, o ensinamento de Inteligência Emocional Profissional acaba melhorando o rendimento dos estudantes em sala de aula, favorecendo o seu aprendizado e elevando as médias das instituições!

“Percebemos hoje muitos alunos fragilizados, que trazem seus problemas para a sala de aula, não conseguem separar suas emoções e lidar com equilíbrio diante das diferentes situações da vida.”,

“Fica claro o quanto isso interfere no desempenho acadêmico. Por isso resolvemos investir no programa, pois acreditamos que nossa missão é ir além e investir na formação integral do indivíduo.”

– professora Cristina Herold Constantino, da Unicesumar.

grupo de alunos diversos estudando em biblioteca representando inteligência emocional
Imagem: science.missouiristate.edu

O que fazer para desenvolver a Inteligência Emocional

Para que este trabalho de Inteligência Emocional dê certo, as universidades podem contar com ferramentas especiais, softwares, aplicativos e as análises de gestores que ajudam no desenvolvimento social e psicológico de professores e alunos.

“O modelo que se tem hoje nas universidades é o da formação meramente científica. Porém, o nosso aluno hoje está tendo a oportunidade de unir o conhecimento científico ao desenvolvimento emocional. É um trabalho em prol da atuação dele no futuro e a construção de uma carreira mais assertiva.”

– Cristina Herold Constantino.

trabalhadores representando inteligência emocional
(imagem de Pixabay)

Já você mesmo, estudante, com o que tem que se preocupar? Bem, o mais importante é o autoconhecimento. É que quando temos bom conhecimento das nossas habilidades e competências, temos mais sucesso em traçar e seguir metas para a vida, transformando sonhos em realidade! Ter sentimentos de tristeza e raiva de vez em quando é normal; só não é normal deixar que isto domine o seu dia-a-dia, levando ao descontrole! Saiba conviver com a negatividade de forma equilibrada!

Ajuda muito não reprimir as suas emoções, conversando sobre os seus sentimentos com outras pessoas – em casos graves, procure um especialista, como psicólogo, psiquiatra e terapeuta -; socialização é essencial para o ser humano! Também é bom praticar a resiliência, entendendo que nem tudo acontecerá sempre do jeito esperado. Isto pode prevenir a depressão e ajudar a te guiar à felicidade e satisfação pessoal! Aposte nesta ideia!


Fontes: Folha Vitória, Unicesumar, Escola da Inteligência, Desafios da Educação – grupoa, Márcio Dias Consultoria.

Leia também: Você já ouviu falar em soft skills? Conheça as habilidades do profissional do futuro

Você já tinha parado para refletir sobre isso? Comente!

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; especialista em Artes Visuais; estudante de Jornalismo Digital e proprietária da empresa Visual Ideias - Redação, Edição e Produção de Conteúdos.