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Esta invenção de um jovem inglês pode salvar mais de 1 milhão de vidas por ano

por Fabio Doom | 05/10/2016
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Uma invenção incrível de um jovem inglês de 22 anos está chamando atenção do mundo inteiro. O rapaz, que estuda na Universidade de Loughborough, no Reino Unido, desenvolveu uma espécie de pequena geladeira de vacinas, capaz de armazenar recursos básicos e salvar mais de 1 milhão de vidas por ano, segundo dados a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas, como isso é possível? Vem ver!

Foto: Reprodução/ BBCBrasil.com

William Boadway | Foto: Reprodução/ BBCBrasil.com

Que projeto inovador é esse?

William Broadway é o criador de um pequeno aparelho (que pode até ser transportado em uma mochila) que mantém vacinas em temperaturas entre 2º e 8ºC, mantendo sua eficácia e uso para diversas pessoas, fato que ainda não é possível atualmente.
Trata-se de um tipo de refrigerador batizado como Isobar, capaz de garantir esse armazenamento por até 30 dias, ideal também para proteger órgãos doados, transplantes de sangue e células-tronco. O funcionamento é por meio de uma mistura de água e amoníaco, que precisa ser aquecida para que evapore e alcance o efeito refrigerador. “Chama-se (efeito) higroscópico, e proporciona uma refrigeração muito potente”, revelou o estudante.
A ideia desse projeto surgiu durante uma viagem ao México. “Durante a viagem de cinco dias, tínhamos 13 quilos de gelo e pensei: será que existem alguma forma que nos permita utilizar essa energia de maneira adequada?”, explicou. A partir daí, ele começou a estudar e analisar métodos de refrigeração antigos, que não tinham acesso à eletricidade.

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Foto: Universidade de Loughborough / BBCBrasil.com


Segundo especialistas, não é algo tão complexo, mas a praticidade e a solução básica trabalhadas por Broadway fizeram dessa invenção muito progressista, sobretudo para que as vacinas durem tempo necessário para chegarem em áreas afastadas de países em desenvolvimento.
“As vacinas chegam quase até o fim do caminho, mas, no último quilômetro, os canais de distribuição e logística se rompem”, disse Broadway, que afirma não ter planos de patentear e ganhar dinheiro com a ideia. “Sinceramente, não tenho interesses comerciais pessoais”.
Vendo o potencial da invenção, o rapaz recebeu um incentivo de mais de US$ 2,6 mil (R$ 8,6 mil) para fabricar os primeiros protótipos e lançá-los na James Dyson 2016, uma premiação de tecnologia que incentiva jovens a inventar opções para solucionar problemas cotidianos. A recompensa para o vencedor é avaliada em 130 mil reais.
“Ganhar o prêmio me daria confiança para desenvolver minha invenção. E poderia ter um grande impacto e beneficiar milhares de pessoas”, afirmou Broadway. Boa sorte pra ele!
geladeira de vacinas

Foto: Universidade de Loughborough / BBCBrasil.com


Referência: BBC

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