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Engenharia sem Fronteiras

por Larissa Fereguetti | 06/04/2014
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O programa governamental Ciência sem Fronteiras oferece bolsas em diversas modalidades para estudantes de graduação, mestrado e doutorado, em vários países pelo mundo, proporcionando aos alunos participantes uma experiência incrível. Uma das áreas abrangentes é a engenharia e vários futuros engenheiros já estão nas universidades estrangeiras enquanto outros aguardam ansiosamente sua vez.

Segundo o próprio site, “Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional.” Os cursos de engenharia têm grande destaque, visto que as principais áreas de abrangência dizem respeito à ciência, tecnologia e inovação.

A experiência parece ser única, além de corajosa. Para deixar a família e o conforto de casa para ir a outro país aprender com linguagens e métodos diferentes dos nossos é preciso muita disposição. Porém, além da experiência e da incrementada no currículo, ainda há as amizades feitas lá fora e a vivência de uma cultura talvez completamente diferente.

Muitos alunos (quase metade!) do meu curso na faculdade já foram ou estão embarcando para o exterior. Questionando uma amiga que passou um ano no Canadá a respeito da recepção, as expectativas e a vivência dela, obtive a seguinte resposta: “A universidade canadense forneceu bastante apoio a mim como estudante internacional, do início ao fim do meu intercâmbio. Não sei se havia alguma expectativa, pois o contato com professores lá é bem diferente. Minha maior aproximação com eles foi durante o meu estágio em laboratório. Mas as pessoas em geral sempre foram gentis e prestativas e eu acredito ter feito muitas amizades e contatos. A universidade possui muitos clubes, fraternidades e associações e isso gera um vínculo entre os estudantes que fornece ajuda mútua e interação.”

Quando perguntei sobre as experiências adquiridas, a resposta não poderia ter sido diferente: “Difícil enumerar. Eu vou levar tudo para a vida inteira. Eu mudei minha noção do mundo ao meu redor, eu passo a reconhecer muitas coisas que antes eu negligenciava e agora eu dou valor suficiente para admirar ou criticar. Fiz muitos amigos, vi muitas coisas bonitas, e acho que vou levar cada dia comigo para sempre. Foi um desafio pessoal quanto à minha capacidade de adaptação, aprendizado e independência. A gente aprende muito dessa forma.”

Ouvindo as histórias contadas por ela, tenho vontade de colocar uma mochila nas costas e sair explorando o mundo. Entretanto, há muitos pontos que precisam ser colocados na balança antes de largar tudo por aqui, como o atraso no curso, que não é bem visto por quem deseja formar logo.  Para quem tem interesse em participar, penso que vale muito investir.  Os requisitos para participar do programa são os seguintes:

– Ser brasileiro ou naturalizado;

– Estar regularmente matriculado em instituição de ensino superior no Brasil em cursos relacionados às áreas prioritárias do Ciência sem Fronteiras;

– Ter sido classificado com nota do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM – com no mínimo 600 pontos considerando os testes aplicados a partir de 2009;

– Possuir bom desempenho acadêmico;

– Ter concluído no mínimo 20% e no máximo 90% do currículo previsto para o curso de graduação.

Várias outras informações podem ser adquiridas no site do programa ou em redes sociais, onde você encontra grupos específicos dos países e alunos que já foram ou estão lá contando experiências e tirando dúvidas! Lembrando que os engenheiros já formados podem submeter-se a bolsas de mestrado e doutorado.

Fecho o texto com a recomendação que minha amiga deixou: “A oportunidade está aí e o processo foi bem facilitado. Façam dessa oportunidade o melhor e lembrem-se do motivo pelo qual vocês estão viajando: desenvolvimento em pesquisa e tecnologia, além da capacitação dos estudantes brasileiros (na aprendizagem de línguas e intercâmbio cultural). Aproveitem demais, em todos os sentidos. Extraiam tudo o que puderem e tragam na mala e no coração.”

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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