Engenharia 360

Entenda a relação da Engenharia e o acidente de Mick Schumacher da F1, em Mônaco

Engenharia 360
por Redação 360
| 30/05/2022 | Atualizado em 23/01/2023 4 min

Entenda a relação da Engenharia e o acidente de Mick Schumacher da F1, em Mônaco

por Redação 360 | 30/05/2022 | Atualizado em 23/01/2023
Engenharia 360

No domingo, 29 de maio de 2022, o automobilista Mick Schumacher, filho do lendário Michael Schumacher e sobrinho de Ralf Schumacher, sofreu um grave acidente no difícil circuito de Mônaco após perder controle no chicane da piscina numa curva, rodar e bater. O interessante é que, com o impacto, seu carro partiu ao meio, ficando a traseira separada do resto do chassi, incluindo a suspensão e a caixa de câmbio, mas o piloto saiu ileso. Até mesmo os colegas de corrida ficaram chocados com o estado que ficou o veículo. Mas como isso foi possível?

“Estou bem. Só não entendi o que aconteceu.” – disse Mick Schumacher, através do áudio com a equipe, durante o Grande Prêmio.

Engenharia Automobilística F1
Mick Schumacher | Imagem reproduzida de Motorsport.com – UOL

A explicação do porquê Mick ter saído ileso deste acidente tem a ver, de acordo com especialistas, com uma série de fatores relacionados à Engenharia. Por exemplo, algo que teria certamente sido decisivo para salvar sua vida nesse momento foi o impacto ter ocorrido contra uma barreira de proteção.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

A possível causa do acidente

Mas qual foi a causa desse acidente? Bem, o piloto Fernando Alonso, de equipe concorrente, espera que a F1 possa rever algumas questões importantes com esse acidente. De acordo com a sua opinião, o aumento no peso do design nos novos modelos de carros influencia os acidentes. Ele, inclusive, chegou a dizer que “Não vejo como um problema do carro, é uma questão do quão forte você bate. Com esses carros, eles são mais pesados, mais de 800 kg, então a inércia na batida do muro é bem maior que no passado. Como eu disse, provavelmente aprendemos algo com hoje.”.

Engenharia Automobilística F1
Imagem reproduzida de O Globo
Engenharia Automobilística F1
Imagem reproduzida de The SportsRush

Os novos carros da F1

Dizem que esse momento da Fórmula 1 é diferente. Por quê? Pois, em termos de dirigibilidade, as coisas estão mais difíceis.

Os pilotos agora precisam entrar em pista de rua, de fato, o que torna tudo muito mais complicado. Mas o que tem preocupado a todos é mesmo a questão levantada por Alonso, dos carros estarem mais pesados. De acordo com Martin Brundle, em entrevista realizada pela Sky no GP da Espanha, “(…) os bólidos têm tendência a agir como um pêndulo quando os pilotos perdem a traseira, afinal, agora correm com um perfil de pneus que permitem menos erros e com suspensões muito mais rígidas. Isso, por sua vez, se relaciona com a altura do carro, um parâmetro a que são incrivelmente sensíveis.”.

É difícil determinar o que houve com Mick Schumacher. Mas pode ser que ele simplesmente não esteja ainda tão adaptado com o novo modelo e tenha sido menos cauteloso com a abordagem às zebras de Mônaco, especialmente na chicane da piscina, por exemplo. E quem estiver em porpoising vai precisar manter ainda mais atenção. Sem falar nas equipes; a Engenharia de Automóvel que tende a sofrer mais com quicadas, deverá elevar a altura do carro, o que deve custar desempenho e deixará os bólidos mais difíceis de guiar.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Engenharia Automobilística F1
Imagem reproduzida de News.com

Claro que, somado a isso, há outro problema destacado pelos pilotos no início da temporada: a visibilidade. Seus pneus dianteiros estão mais altos e possuem dispositivos aerodinâmicos ao redor deles, explicando porque, quando alguém acerta um muro, a suspensão quebra tão facilmente. Por conta disso e muito mais, as equipes estão tentando apressar apresentação de soluções, como novos pacotes aerodinâmicos. Contudo, certamente precisa-se de mais ajustes de configurações e até de mais treinos, tentando suavizar as coisas em curvas de baixa, e obter mais equilíbrio e confiança.

Infelizmente, esse não é o primeiro e nem o último acidente que veremos em corridas como da F1. Óbvio que, como espectadores, cenas assim nos assustam. O que não podemos esquecer é que os automobilistas, assim como pilotos de aviões, são treinados para enfrentar friamente situações como essa. Outra coisa é entender o motivo de existirem tais corridas, testar novas tecnologias que, de algum modo, depois são aplicadas aos veículos e outros produtos de Engenharia que utilizamos em nosso cotidiano.


Fontes: Globo, UOL, UOL 2, Grande Prêmio.

Imagens: Todos os Créditos reservados aos respectivos proprietários (sem direitos autorais pretendidos). Caso eventualmente você se considere titular de direitos sobre algumas das imagens em questão, por favor entre em contato com [email protected] para que possa ser atribuído o respectivo crédito ou providenciada a sua remoção, conforme o caso.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Engenharia 360

Redação 360

Somos uma equipe de apaixonados por inovação, com “DNA” na Engenharia. Nosso objetivo é mostrar ao mundo a presença e beleza das engenharias em nossas vidas e toda transformação que podem promover na sociedade.

Comentários

LEIA O PRÓXIMO ARTIGO

Continue lendo