Engenharia 360

Entenda a relação da Engenharia e o acidente de Mick Schumacher da F1, em Mônaco

Engenharia 360
por Redação 360
| 30/05/2022 3 min

Entenda a relação da Engenharia e o acidente de Mick Schumacher da F1, em Mônaco

por Redação 360 | 30/05/2022

No domingo, 29 de maio de 2022, o automobilista Mick Schumacher, filho do lendário Michael Schumacher e sobrinho de Ralf Schumacher, sofreu um grave acidente no difícil circuito de Mônaco após perder controle no chicane da piscina numa curva, rodar e bater. O interessante é que, com o impacto, seu carro partiu ao meio, ficando a traseira separada do resto do chassi, incluindo a suspensão e a caixa de câmbio, mas o piloto saiu ileso. Até mesmo os colegas de corrida ficaram chocados com o estado que ficou o veículo. Mas como isso foi possível?

“Estou bem. Só não entendi o que aconteceu.” – disse Mick Schumacher, através do áudio com a equipe, durante o Grande Prêmio.

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Mick Schumacher | Imagem reproduzida de Motorsport.com – UOL

A explicação do porquê Mick ter saído ileso deste acidente tem a ver, de acordo com especialistas, com uma série de fatores relacionados à Engenharia. Por exemplo, algo que teria certamente sido decisivo para salvar sua vida nesse momento foi o impacto ter ocorrido contra uma barreira de proteção.

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A possível causa do acidente

Mas qual foi a causa desse acidente? Bem, o piloto Fernando Alonso, de equipe concorrente, espera que a F1 possa rever algumas questões importantes com esse acidente. De acordo com a sua opinião, o aumento no peso do design nos novos modelos de carros influencia os acidentes. Ele, inclusive, chegou a dizer que “Não vejo como um problema do carro, é uma questão do quão forte você bate. Com esses carros, eles são mais pesados, mais de 800 kg, então a inércia na batida do muro é bem maior que no passado. Como eu disse, provavelmente aprendemos algo com hoje.”.

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Imagem reproduzida de O Globo
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Imagem reproduzida de The SportsRush

Os novos carros da F1

Dizem que esse momento da Fórmula 1 é diferente. Por quê? Pois, em termos de dirigibilidade, as coisas estão mais difíceis.

Os pilotos agora precisam entrar em pista de rua, de fato, o que torna tudo muito mais complicado. Mas o que tem preocupado a todos é mesmo a questão levantada por Alonso, dos carros estarem mais pesados. De acordo com Martin Brundle, em entrevista realizada pela Sky no GP da Espanha, “(…) os bólidos têm tendência a agir como um pêndulo quando os pilotos perdem a traseira, afinal, agora correm com um perfil de pneus que permitem menos erros e com suspensões muito mais rígidas. Isso, por sua vez, se relaciona com a altura do carro, um parâmetro a que são incrivelmente sensíveis.”.

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É difícil determinar o que houve com Mick Schumacher. Mas pode ser que ele simplesmente não esteja ainda tão adaptado com o novo modelo e tenha sido menos cauteloso com a abordagem às zebras de Mônaco, especialmente na chicane da piscina, por exemplo. E quem estiver em porpoising vai precisar manter ainda mais atenção. Sem falar nas equipes; a Engenharia de Automóvel que tende a sofrer mais com quicadas, deverá elevar a altura do carro, o que deve custar desempenho e deixará os bólidos mais difíceis de guiar.

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Imagem reproduzida de News.com

Claro que, somado a isso, há outro problema destacado pelos pilotos no início da temporada: a visibilidade. Seus pneus dianteiros estão mais altos e possuem dispositivos aerodinâmicos ao redor deles, explicando porque, quando alguém acerta um muro, a suspensão quebra tão facilmente. Por conta disso e muito mais, as equipes estão tentando apressar apresentação de soluções, como novos pacotes aerodinâmicos. Contudo, certamente precisa-se de mais ajustes de configurações e até de mais treinos, tentando suavizar as coisas em curvas de baixa, e obter mais equilíbrio e confiança.

Infelizmente, esse não é o primeiro e nem o último acidente que veremos em corridas como da F1. Óbvio que, como espectadores, cenas assim nos assustam. O que não podemos esquecer é que os automobilistas, assim como pilotos de aviões, são treinados para enfrentar friamente situações como essa. Outra coisa é entender o motivo de existirem tais corridas, testar novas tecnologias que, de algum modo, depois são aplicadas aos veículos e outros produtos de Engenharia que utilizamos em nosso cotidiano.


Fontes: Globo, UOL, UOL 2, Grande Prêmio.

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