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Dicas para elaborar um bom relatório experimental

por Kamila Jessie | 05/04/2019
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Como aspirantes a engenheiros, gostamos de ver as coisas funcionando e por isso participar de aulas experimentais costuma ser empolgante. Tudo é muito legal enquanto vemos esferas rolando em superfícies rugosas, blocos de concreto estourando no laboratório e materiais sendo retorcidos, até que lembramos da parte chata: o relatório da aula prática. Mas a gente organizou algumas dicas para elaborar um relatório experimental e também tentamos explicar a importância dele.

relatório experimental
Imagem: giphy.com

Como motivação, é importante lembrar que a escrita de relatórios vai orientar você a apresentar informações de uma forma concisa e organizada, além de exercitar habilidades sociais como não brigar com seus colegas de grupo organizar as tarefas da equipe e arrumar tempo para fazer tanta coisa gerenciar o tempo dedicado a outras matérias. (Sim, a gente também passou por isso…)

A questão é que, no futuro, seu (ou sua) chefe não vai aceitar dados brutos e vai precisar que você contextualize o tema (que provavelmente estará empilhado na mesa há dias), trabalhe o que foi obtido em campo e tire conclusões a respeito. Isso se assemelha ao que acontece na aula prática, em que, por mais que possa parecer óbvio o fenômeno visualizado, ele ainda precisa ser descrito, quantificado e explicado para que alguém que não estava na aula seja capaz de entender. Encare isso como um exercício útil e as coisas vão ficar mais fáceis.

relatório experimental
Imagem: giphy.com/

Mas, como a gente também passou por isso e entende que a preguiça pode falar mais alto, juntamos uma ideia de estruturação para seu relatório experimental.

Estrutura típica de um relatório experimental

Título

Escolha um título claro, que indique do que se tratou a prática.

Introdução e objetivos

A introdução visa contextualizar o experimento e indicar sua importância. O grau de detalhe vai depender da exigência do professor. É conveniente trazer embasamento por meio de referências bibliográficas incluídas aqui.

O objetivo tem que ser apresentado de forma clara, afinal, foram usados recursos para executar o experimento e ele precisa ter um propósito.

Materiais e métodos

Pode parecer óbvio, mas é importante listar tudo o que foi usado na prática e detalhar a metodologia aplicada. No futuro, você vai precisar fazer listas de materiais para levantamento de custos, por exemplo. A descrição de métodos, por sua vez, é importantíssima para nós engenheiros, que precisamos seguir protocolos o tempo todo. O uso de diagramas e desenhos experimentais é muito útil aqui, ajudando a ilustrar seu relatório de prática.

Dados

Não deixe de incluir os dados de entrada que foram utilizados na realização do experimento. Pode ser apresentado na forma de tabela.

Resultados

Aqui, finalmente, você indica o que foi obtido no experimento. Em geral, são aquelas anotações feitas de qualquer jeito no laboratório, agora organizadas na estrutura do relatório experimental. Os resultados podem ser apresentados na forma de tabelas, gráficos, dentre outros. Não deixe de descrever em palavras o que eles representam, porque não necessariamente os números serão autoexplicativos.

Esse tópico pode ser combinado ou não com a sessão de discussão de resultados.

Discussão

Aqui você explica os resultados, apresenta cálculos derivados do que foi obtido na sessão anterior e esclarece pontos importantes.

Conclusões

Finalmente! Agora é curtinho. As conclusões podem ser apresentadas em tópicos ou em texto corrido. Aqui você aponta, resumidamente, o que aconteceu e o que isso significa de maneira geral.

Referências

Provavelmente você utilizou alguma fonte bibliográfica na introdução ou mesmo na discussão dos dados. Não deixe de apresentar as referências!

Virando uma rotina e pegando o jeito no escopo, a elaboração de relatórios de prática não vai ser tão cansativa. No mais, se organizar direitinho, todo o mundo passa! 😉

relatório experimental
Imagem: giphy.com

Referências: ThoutCo.; UoGuelph.

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Kamila Jessie

Engenheira ambiental e sanitarista, MSc. e atualmente doutoranda em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo. http://orcid.org/0000-0002-6881-4217

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