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Como identificar perdas nos processos produtivos e evitar o desperdício

por Francis Costa | 03/10/2016
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Podemos definir como desperdício qualquer atividade humana que absorve recursos, mas não cria valor. Por exemplo: erros que exigem retificação, produção de itens que ninguém deseja, acúmulo de mercadorias nos estoques, etapas de processamento desnecessárias, movimentação de funcionários, transporte de mercadorias, pessoas que ficam esperando que uma atividade anterior forneça material e bens e serviços que não atendem as necessidades dos clientes.
Um sistema se caracteriza como enxuto quando são trabalhados, dentro do processo, os sete tipos de desperdícios: transporte, movimentação, espera, processamento, defeito, estoque e superprodução. Quando abrimos espaço para o trabalho no desperdício, aumentamos a margem do valor agregado. Quanto maior for a perda, menor será o valor agregado do produto.
Agora que já temos a definição do que é desperdício e para não desperdiçar mais tempo, vamos conhecer os sete tipos de perdas encontrados nos processos e como podemos classificá-las e melhor entendê-las.

CLASSIFICAÇÃO DOS DESPERDÍCIOS

Independente da classe da perda, os desperdícios podem ser classificados em duas categorias:

  • Desperdício tipo 1: são aqueles que não criam valor, mas são necessários para os sistemas de desenvolvimento do produto, atendimento de pedidos ou produção e, portanto, ainda não podem ser eliminados.
  • Desperdício tipo 2: são as ações que não criam valor conforme percebido pelo cliente e assim podem ser eliminados imediatamente.

O que definirá em qual categoria cada perda se encaixa são as características de cada processo, suas particularidades e restrições.

1 – TRANSPORTE

São os deslocamentos desnecessários. Quando deslocamos algum material sem a real necessidade, não estamos deslocando somente o material, mas sim recursos humanos, físicos ou financeiros em uma atividade sem necessidade. Um exemplo clássico desse tipo de desperdício é o tempo que um operador perde conduzindo caixas de produtos acabados ou buscando sacos de matéria-prima enquanto poderia utilizar esse tempo em outras atividades da cadeia produtiva.
Perda por transporte.

2 – MOVIMENTAÇÃO

O excesso de movimentação de pessoas também é considerado um desperdício e dá-se quando se realizam movimentações dispensáveis no momento da realização de uma atividade. Alguns exemplos comuns a esse desperdício são a procura por equipamentos, peças, documentos, etc.
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3 – ESPERA

É o desperdício entre um processo e outro, pois o material fica à espera do próximo passo. O nome mais popular para esse tipo de perda é “gargalo”. Por exemplo, se existem 10 processos para um determinado produto e apenas um processo possuiu um tempo maior para produção, isso gerará um tempo de espera indesejado.
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4 – PROCESSAMENTO

É todo desperdício relacionado à execução do processo produtivo. O mau processamento ou o uso de muitas etapas de produção poderá ser ocasionado por equipamentos de baixo potencial tecnológico, falhas no projeto do produto ou falta de planejamento da produção.
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5 – DEFEITO

O retrabalho é um dos tipos de desperdícios mais indesejados pelas empresa, pois o produto acabado, que deveria estar pronto para o uso, retorna para sua origem e muitas vezes o erro é irreparável ou com um custo de reparo muito alto, gerando assim o descarte do produto.
defeito-blog-da-engenharia

6 – ESTOQUE

É todo o tipo de material, peça ou informação, parada à espera de processamento. Esse tipo de desperdício muitas vezes fica intrínseco ao processo produtivo e acaba não sendo “atacado” como deveria. O excesso de estoque pode elevar os custos por requerer um elevado capital para sua manutenção e também contribui para o aumento do lead time de produção.
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7 – SUPERPRODUÇÃO

Esse é o tipo de desperdício mais nocivo ao processo produtivo, pelo fato de acarretar uma série de outras perdas. Produzir além da capacidade de armazenamento ou acima dos níveis de entrega programada gera outros problemas, como espera, estoque e movimentação.
superprodução-blog-da-engenharia
Agora que já sabemos como classificar e identificar os diversos tipos de desperdícios inerentes aos mais diversos tipos de processos, se faz necessário concentrar esforços para a eliminação das suas causas ou, quando não for possível por alguma característica do processo, o trabalho deve ser no sentido de atenuar os efeitos que eles podem trazer.
 

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